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Fonar fortalece combate à violência contra mulheres com padronização de dados e agilidade no atendimento

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Brasília, 20/08/2025 – Produzir dados confiáveis e evidências concretas é condição essencial para enfrentar a violência contra mulheres no Brasil. Com esse objetivo, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) promoveu, na terça-feira (19) e nessa quarta-feira (20), o webinário Fonar: Estratégias para Prevenção e Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar, que discutiu a implementação do Formulário Nacional de Avaliação de Risco (Fonar).

A ferramenta padroniza a coleta de informações sobre violência doméstica e familiar, permitindo identificar riscos com maior precisão e dar agilidade ao atendimento às vítimas. A iniciativa faz parte do acordo de cooperação firmado entre o MJSP, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e o Ministério das Mulheres.

“O Fonar é um avanço extraordinário porque vai reunir dados de todo o Brasil e gerar evidências seguras para a formulação de políticas públicas. Só com informação qualificada poderemos agir de forma efetiva na prevenção e na repressão da violência contra as mulheres, que é uma chaga que precisa ser erradicada do nosso País”, destacou o secretário Nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, na abertura do evento.

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O webinário reuniu especialistas em cinco painéis, que abordaram desde a aplicação prática do formulário até estratégias de integração entre segurança pública e Sistema de Justiça. Também foram apresentadas boas práticas para fortalecer a rede de atendimento às mulheres em situação de violência.

Para a diretora de Ensino e Pesquisa da Senasp, Michele dos Ramos, os números reforçam a urgência do tema: em 2024, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania registrou 372 mil denúncias de violações em que mulheres eram as vítimas — mais de mil por dia. “O Fonar é essencial para identificar fatores de risco e interromper ciclos de violência que ainda matam milhares de mulheres todos os anos”, afirmou.

A diretora de Gestão e Integração de Informações, Vanessa Fusco, destacou que a ferramenta também supera desafios históricos de fragmentação de dados: “Hoje, 17 estados utilizam sistemas próprios sem integração plena. O Fonar vai unificar essas informações, enriquecendo a base nacional e oferecendo um retrato fiel da realidade para ações de prevenção mais efetivas”.

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A cerimônia de abertura também contou com a participação da coordenadora de Prevenção às Violências Contra Mulheres da Diretoria do Sistema Único de Segurança Pública, Julia Mitiko Sakamoto; da coordenadora nacional do programa Justiça Plural, Tatiana de Moura; da gerente sênior de projetos do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Julia Matravolgyi; e da secretária Nacional de Enfrentamento à Violência Contra Mulheres, Estela Bezerra.

O que é o Fonar

O Fonar permite avaliar, de forma padronizada, a gravidade dos casos e subsidiar decisões dos órgãos de segurança e justiça, como medidas protetivas de urgência, medidas cautelares e encaminhamentos à rede de atendimento. Os dados coletados servirão como base para políticas públicas mais eficazes e para o fortalecimento da cooperação interinstitucional.

A versão eletrônica do formulário já está disponível na Plataforma Digital do Poder Judiciário, com acesso rápido e seguro às informações por parte do Judiciário, do Ministério Público, das Defensorias Públicas, dos órgãos de segurança e dos serviços de apoio às mulheres em situação de violência.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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MTE participa da liberação de crédito ao programa CAIXA Hospitais

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O secretário-executivo do MTE, Francisco Macena, em evento nesta quarta-feira (03) no auditório da Caixa em Brasília com presença do vice-presidente Geraldo Alckmin; o presidente da Caixa, Carlos Vieira; o secretário de atenção especializada à Saúde, Mozart Sales; além de representantes de empresas da área filantrópica de Saúde do país participou da cerimônia de assinatura de contratos do programa CAIXA Hospitais / FGTS-Saúde.

O CAIXA Hospitais é uma linha de crédito destinada às entidades sem fins lucrativos, inclusive as certificadas como entidades beneficentes de assistência social (CEBAS), e às empresas privadas não filantrópicas, conveniadas com o Sistema Único de Saúde (SUS. Os recursos da linha devem ser aplicados de forma complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS), com ênfase na reestruturação financeira e em investimentos.

A resolução do FGTS que estabeleceu as diretrizes gerais do Programa FGTS-Saúde foi publicada pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS) em março desse ano, destinando 8,5 bilhões de recursos do Fundo para hospitais filantrópicos e entidades sem fins lucrativos vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), no âmbito do Programa Agora Tem Especialista.

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Previsto dentro do PAC Saúde, o FGTS Saúde prevê a destinação dos recursos em crédito às entidades sem fins lucrativos, com juros de até 8,66% e taxa de risco de crédito de até 3,00% ao ano, conforme a Medida Provisória (MP) nº 1.336, de 6 de fevereiro de 2026. A linha foi criada com o objetivo de oferecer condições especiais para que as instituições de saúde possam renegociar dívidas e melhorar sua gestão financeira. Segundo o agente financeiro Caixa, o crédito vai servir a estruturação de dívidas e investimentos das Santas Casas, já tendo sido executados pelo Programa cerca de R$ 2,2 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão já contratados e outros R$ 715 milhões em fase final de contratação.

Na cerimônia de hoje foram assinados contratos com a Fundação José Silveira na Bahia (R$110 milhões), Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos, no Rio (R$ 27,6 milhões), Associação de Combate ao Câncer de Goiás (15 milhões), Sistemas de Saúde Vila Nova, no Rio Grande do Sul (R$ 45 milhões), Fundo Assistencial da Paraíba (R$ 12 milhões), Instituto do Câncer de Londrina, no Paraná (R$ 53 milhões) e Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (R$ 300 milhões) A medida, segundo o Ministério da Saúde, busca reduzir filas, evitar o agravamento de doenças e diminuir afastamentos do trabalho, além de fortalecer a sustentabilidade financeira do setor hospitalar, intensivo em mão de obra, além de contribuir para a preservação de empregos e renda dos trabalhadores.

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Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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