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IFPE é prata em olimpíada internacional de astronomia
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O investimento do Ministério da Educação (MEC) na participação de estudantes em olimpíadas de conhecimento está impactando a pesquisa nos Institutos Federais. O estudante Franklin da Silva Costa, do curso técnico de mecânica do campus Recife do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), conquistou a medalha de prata na 18ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA), finalizada semana passada em Mumbai, na Índia.
A experiência foi possível graças ao edital de apoio à participação em fases internacionais de Olimpíadas Científicas para equipes da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, iniciativa do MEC por meio da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec).
Único representante de escola pública e da Região Nordeste na equipe brasileira, Costa destacou o aprendizado ao longo das etapas da competição. “Foi uma experiência extraordinária, me senti adquirindo muito conhecimento, desde as fases iniciais da competição até chegar nesse prêmio”, afirmou o estudante.
O professor Guilherme Pereira, coordenador do Núcleo de Astronomia e Física do IFPE, que orientou Costa na preparação, lembra que esta é terceira vez que o instituto recebe medalhas. Segundo ele, essa conquista só foi possível porque Pernambuco é o único estado do Brasil que uma possui olimpíada sobre o tema há 15 anos, a Olimpíada Pernambucana de Astronomia e Astronáutica. “Isso mostra que a escola pública tem potencial e que vale a pena investir nessa instituição”, ressalta Pereira.
Além da prata obtida pelo estudante do IFPE, a equipe brasileira ainda conquistou um ouro (Luca Pieroni Pimenta, Valinhos/SP); outra prata (Francisco Carluccio De Andrade, (Campinas/SP); um bronze (Lucas Amaral Jensen, Itapetininga/SP); e uma menção honrosa (Giovanna Karolinna de Queiroz, São Paulo/SP).
Fonte: Ministério da Educação
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Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino
O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.
Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade.
O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.
As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.
Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:
|
Secretarias municipais |
2024 |
2026 |
|
Índices |
Brasil |
Brasil |
|
Geral |
26,6 |
34,7 |
|
Institucionalização |
38,7 |
55,8 |
|
Formação |
20,4 |
28,7 |
|
Gestão |
26,0 |
27,0 |
|
Material Didático |
31,1 |
34,2 |
|
Financiamento |
20,6 |
39,9 |
|
Avaliação e Monitoramento |
45,0 |
60,2 |
Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).
Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.
As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.
Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação




