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Esmagis-MT certifica nova turma do curso Formação de Formadores – Nível 1

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Na terça-feira (26 de agosto), a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), em parceria com a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), concluiu a formação de mais uma turma de magistrados e servidores no curso “Formação de Formadores – Nível 1”.

Transmissão de conhecimento, ensinagem, protagonismo, saber-ser-fazer são algumas das competências trabalhadas ao longo dos três módulos do curso, iniciado em 14 de julho. O último módulo foi realizado presencialmente na sede da Escola, na segunda e terça-feira (25 e 26 de agosto).

Os módulos 1 e 3 foram ministrados pelo professor pedagogo do Superior Tribunal de Justiça e diretor da Escola de Consensualidade do TRF1, Fernando de Assis Alves, e pelo juiz federal no Rio de Janeiro e professor da Enfam, Vladimir Santos Vitovsky. Já o módulo 2, ofertado na modalidade EAD, contou com a tutoria do juiz Jeverson Luiz Quintieri, mestre em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Sobre o módulo desta semana, o juiz Vladimir Vitovsky explicou que as palavras-chave são ressistematização, retomada e reorganização. “O módulo 1 foi um módulo de quebra de paradigmas. Estávamos acostumados com um determinado tipo de ensino e aprendizagem, muito típico das faculdades, especialmente da faculdade de Direito, que era mais expositivo. Mudamos esse paradigma com novas diretrizes pedagógicas, com um novo tipo de relação professor-aluno, novas metodologias sendo utilizadas, valorizando a avaliação como instrumento de ensino e aprendizagem. O módulo 2 vem com uma parte mais teórica sobre o planejamento de curso, com apostila. Se o módulo 1 era vivencial, experiencial, o módulo 2 traz a teoria”, pontuou.

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juiz Vladimir Santos Vitovsky usa camisa clara e gravata azul fala ao microfone em auditório, gesticulando com uma das mãos. Expressão firme e didática transmite orientação durante palestra ou treinamento.O terceiro módulo buscou reorganizar as novas ideias, metodologias, diretrizes e concepções de relação professor-aluno, conectando a prática à teoria. “Então, é esse fechamento, essa ressistematização. Só que essa ressistematização, mais do que uma síntese, é algo que chamamos de síncrese, porque retomamos tudo aquilo que foi visto, mas também criamos e produzimos com base nesse conteúdo. Tanto que as metodologias utilizadas são distintas das do módulo 1 e do módulo 2, agregando ainda mais para que os participantes saiam daqui como formadores”, complementou.

Ele elogiou o desempenho da turma, avaliando os alunos como criativos, produtivos e inovadores, assim como a direção da Esmagis-MT pela divulgação da iniciativa e pela organização das aulas. “O comprometimento do Tribunal, dos seus gestores e da Escola são os grandes responsáveis pelo sucesso do curso.”

Três homens posam sorridentes em ambiente institucional. Um deles exibe pasta com brasão da Esmagis-MT. O clima é de formatura ou entrega de certificados, destacando reconhecimento profissional.Segundo o juiz Tiago Souza Nogueira de Abreu, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Várzea Grande, o curso foi muito bom em razão de sua praticidade. “Muito daquilo que foi ministrado na sala de aula e aplicado como exercício tem uma conotação muito prática e que permite que a gente consiga conectar à nossa realidade no dia a dia no gabinete. A própria atividade e o plano de aula que eu desenvolvi ao longo do curso, que é a gestão de gabinetes, vai permitir que eu consiga replicar isso não só para o meu gabinete, mas também para os demais gabinetes do nosso Poder Judiciário. Então, o curso foi muito bom e todas as aulas ministradas tiveram alto índice de aproveitamento pelos alunos.”

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 Sushiene Tassinari sorri segurando certificado entre dois homens, todos de terno e gravata, em espaço institucional moderno com plantas ao fundo. Clima de conquista e reconhecimento profissional.Para a diretora do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje/CGJ), Sushiene Tassinari Machado, concluir o curso trouxe um sentimento de transformação. “O Fofo está me auxiliando nessa dinâmica de repassar o conhecimento, de transmiti-lo. Então, para mim, está sendo de grande valia. Contribui para o desempenho da minha função, para que eu me torne uma pessoa melhor no ambiente de trabalho e também transforme as pessoas que trabalham comigo. Que venha o próximo módulo em breve e que eu também faça parte do time, para que continuemos, de forma permanente, nos capacitando cada vez mais e trazendo mais pessoas para esse projeto”, avaliou.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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