BRASIL
Orçamento para segurança pública é pauta no II Fórum Regional sobre Proteção Integrada de Fronteiras Arco Sul-Sudeste
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Brasília, 28/08/2025 – A diretora de gestão do Fundo Nacional de Segurança Pública, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Camila Pintarelli, apresentou, nesta quinta-feira (28), as potencialidades da boa governança orçamentária para financiamento de ações de segurança pública na fronteira seca do País. A exposição do tema ocorreu durante o II Fórum Regional sobre Proteção Integrada de Fronteiras Arco Sul-Sudeste, em Itaipú, Foz do Iguaçu (PR), em painel conjunto com o Fundo Financeiro para Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata).
A diretora ressaltou o papel cada vez mais central que os recursos do FNSP vêm assumindo no custeio da segurança pública do País. Segundo Camila, desde 2019, foram investidos mais de R$ 2 bilhões apenas em operações integradas com as forças de segurança estaduais, com destaque para as de proteção às fronteiras.
“Por muito tempo, falar de orçamento, de gestão ou de logística na área de segurança pública era um assunto secundário. Acredito que seja a hora de colocarmos, de uma vez por todas, o tema na mesa e discutirmos a construção de uma governança orçamentária a partir de uma visão de conjunto, que leve em consideração todas as peças desse quebra-cabeça, funcionando integradas e engrenadas. Sem orçamento, não há política pública”, acrescentou Camila Pintarelli.
Durante a sua apresentação, a diretora propôs a criação de um fórum de discussões transnacional sobre a construção orçamentária para segurança pública na área de fronteiras, o que racionalizaria o aporte de recursos por cada país e harmonizaria as ações e os resultados.
O evento, que ocorre na sede da Itaipu Binacional, trata dos desafios da segurança pública na região de fronteiras e inova ao trazer um painel específico voltado à questão do financiamento e das fontes de recursos para essas ações. A diretora do FNSP participou ao lado da vice-presidente do Fundo Financeiro para Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata), Carolina Vera.
Promovido pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, o evento começou na quarta-feira (27) e vai até esta quinta-feira (28). O objetivo é proporcionar um debate entre governo e sociedade civil sobre estratégias para aprimorar políticas públicas de proteção integrada de fronteiras no arco Sul-Sudeste. Esses dois dias foram voltados para a discussão da segurança e da proteção da Tríplice Fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai, focada no combate a ilícitos, como tráfico de drogas, crimes ambientais e transfronteiriços.
Além de buscar um debate multidisciplinar sobre defesa e segurança nacional, o fórum faz parte de um ciclo de debates voltado ao incremento da segurança, desenvolvimento sustentável, integração regional e direitos humanos. O primeiro evento ocorreu em Manaus (AM), em setembro de 2024. Os debates visam subsidiar as políticas públicas relativas às fronteiras e também promover os Gabinetes de Gestão Integrada de Fronteiras (GGIFs).
BRASIL
Wellington Lima destaca proteção a jornalistas e defensores de direitos humanos em homenagem a Dom Phillips e Bruno Pereira
Mais do que uma premiação, o concurso buscou preservar a memória do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, assassinados em junho de 2022 durante uma expedição no Vale do Javari, no Amazonas (AM). Reconhecidos pela atuação em defesa dos povos indígenas, da proteção ambiental e da liberdade de informação, os dois se tornaram símbolos da luta pelos direitos humanos e da necessidade de garantir segurança a jornalistas, comunicadores e defensores socioambientais.
Promovido pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), com apoio da Secretaria de Comunicação Social (Secom), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o concurso integra o Plano de Ação brasileiro para o cumprimento das medidas cautelares determinadas pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) após o assassinato de Phillips e Pereira. O concurso contou ainda com apoio do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Durante a cerimônia, Wellington Lima ressaltou a importância de preservar a memória dos jornalistas e destacou os avanços promovidos pelo Estado brasileiro para fortalecer a proteção de jornalistas, comunicadores e defensores de direitos humanos.
“Estamos aqui também para exercer o dever de memória. Bruno e Dom não devem ser lembrados apenas pela tragédia que os vitimou, mas pelo legado que construíram e pelas transformações que ainda inspiram o Brasil”, afirmou o ministro.
Segundo Wellington Lima, a atuação conjunta entre Governo e sociedade civil tem sido fundamental para a construção de respostas concretas às demandas relacionadas à proteção de direitos humanos e à liberdade de imprensa. Ele destacou a criação do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, espaço permanente de articulação que contribuiu para a elaboração do Protocolo Nacional de Investigação de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores Sociais.
Ao encerrar sua participação, o ministro reforçou a importância da responsabilização dos autores de crimes cometidos contra defensores de direitos humanos e profissionais da comunicação.
“Temos confiança de que as investigações e os processos judiciais desses casos devem seguir seu curso com a seriedade, a atenção e o rigor que essas situações exigem”, declarou.
Premiação reconhece iniciativas em defesa dos direitos humanos e do meio ambiente
Lançado em março deste ano, o Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação recebeu 912 inscrições de todas as regiões do País. O concurso contemplou seis categorias: Reportagem em Texto, Fotojornalismo e Artes Visuais, Reportagem Audiovisual, Comunicação Indígena, Comunicação de Comunidades Tradicionais e Educação Midiática. Ao todo, foram distribuídos R$ 300 mil em premiações.
Em cada uma das seis categorias, foram premiadas três iniciativas. Os vencedores do primeiro lugar receberam R$ 30 mil, enquanto os segundos e terceiros colocados foram contemplados com R$ 15 mil e R$ 5 mil, respectivamente. A premiação buscou valorizar produções comprometidas com a promoção dos direitos humanos, a proteção ambiental, a defesa dos povos indígenas e o fortalecimento da comunicação de interesse público.
Também participaram da solenidade o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira; o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena; o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco; o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira; o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho; a ministra interina dos Direitos Humanos e da Cidadania, Caroline Dias dos Reis; o secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Carlos Márcio Bicalho Cozendey; a diretora e representante da Unesco no Brasil, Marlova Noleto; o vice-presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, José Luis Caballero Ochoa; o encarregado de Negócios da Embaixada do Reino Unido, Tony Kay; o adjunto do advogado-geral da União, Júnior Divino Fideles; e o representante das organizações peticionárias, Eliésio Marubo.
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