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Pronasci Juventude dá início a jornada de oportunidades para 250 jovens em Salvador

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Salvador, 30/08/2025 – Em meio a olhares cheios de esperança e sonhos que começam a ganhar forma, 250 jovens de Salvador deram neste sábado (30) o primeiro passo em uma jornada de transformação. A aula inaugural do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci Juventude), realizada na Reitoria da Universidade Federal da Bahia (UFBA), marcou o início de um ciclo que promete abrir caminhos, fortalecer projetos de vida e oferecer novas oportunidades para adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade.

O Pronasci Juventude garante proteção social, elevação da escolaridade, qualificação profissional, acompanhamento psicossocial e auxílio permanência por 12 meses — uma aposta concreta no futuro de quem carrega em si o potencial para transformar comunidades inteiras. A iniciativa é do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), em parceria com o Governo do Estado da Bahia.

Os jovens atendidos pelo programa, que vivem em contextos de vulnerabilidade agravada, terão acesso à formação profissional qualificada pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Na etapa final, também contarão com apoio na construção de planos de futuro e inserção produtiva.

Em Salvador, a meta é alcançar mil jovens das comunidades de Arenoso, Fazenda Coutos, Nordeste de Amaralina, São Tomé de Paripe e Liberdade até o final de 2026. A aula inaugural fez parte das celebrações do Mês da Juventude e contou com atividades culturais, apresentações artísticas e oficinas pedagógicas.

A mesa de abertura contou com a participação do vice-reitor da Universidade Federal da Bahia, Penildon Silva Filho; da secretária Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos do MJSP, Marta Machado; da secretária-adjunta da Secretaria Nacional da Juventude, Jessy Daiane Silva Santos; do assessor da Secretaria Nacional de Segurança Pública e gestor do Pronasci, Rudyero Trento Alves; do secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas; da secretária estadual de Assistência e Desenvolvimento Social, Fabya Reis; e da coordenadora da Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, Maria Carmen Novaes, representando a Defensoria Pública Geral do Estado da Bahia. Também se pronunciaram a assessora especial da Presidência dos Correios, Vilma Reis, e a chefe do Escritório do UNICEF em Salvador, Helena Oliveira.

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A secretária Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad/MJSP), Marta Machado, destacou que o programa nasce para oferecer proteção e abrir oportunidades. “Esse é um momento histórico: a chegada do Pronasci Juventude em Salvador. É o Estado ampliando a rede de proteção para que esses jovens não sejam vítimas da violência letal, não sejam aliciados pelo crime organizado, mas tenham apoio, dignidade e oportunidades de construir uma outra vida — uma vida que permita perseguir seus sonhos.”

O secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, ressaltou que o Pronasci Juventude é exemplo de como cidadania e segurança pública devem caminhar juntas. “O programa demonstra como é possível fortalecer a segurança pública ao mesmo tempo em que promovemos educação, cultura e inclusão. O Pronasci Juventude oferece oportunidades reais para transformar vidas e comunidades.”

Também presente no evento, a socióloga Vilma Reis, assessora especial da presidência dos Correios, trouxe um olhar sensível sobre a realidade das juventudes periféricas. “Muitas vezes, esses jovens moram em lugares por onde não passa uma geladeira, mas passa um sonho. E é esse sonho que sustenta a esperança de um futuro melhor.”

Para Livia Casseres, diretora de Relações Raciais da Senad, o momento é de esperança e compromisso. “Esperamos que, daqui a um ano, possamos voltar a Salvador e ver esses jovens com projetos de vida florescendo, com novas oportunidades e sonhos. Nosso compromisso é fortalecer políticas públicas que caminhem de mãos dadas com a juventude.”

Durante o evento, foram assinados dois acordos de cooperação técnica: um entre o MJSP e o Governo do Estado da Bahia para garantir a execução integrada do Pronasci Juventude; e outro entre a Senad/MJSP e o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) para fortalecer a inserção produtiva e o desenvolvimento de projetos de vida dos participantes.

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Atividades culturais

A abertura do Pronasci Juventude foi marcada por apresentações culturais que exaltaram a identidade e a força da juventude negra baiana.

O Coral Neojibá emocionou o público com a execução do Hino Nacional, enquanto a Banda Erê, do bloco afro Ilê Aiyê, trouxe a tradição cultural de resistência que conecta música e formação cidadã.

Após a solenidade, os jovens participaram de oficinas de graffiti, slam, escrita criativa, lambe-lambe e dança, promovendo a integração entre cultura, cidadania e desenvolvimento juvenil em territórios historicamente vulnerabilizados.

Na Bahia, a implementação do programa é realizada pela Fiocruz, em cooperação com órgãos estaduais, incluindo a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (SEADES), a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), a Secretaria da Educação (SEC), a Fundação da Criança e do Adolescente (FUNDAC) e a Defensoria Pública do Estado da Bahia.

Pronasci Juventude

Em implementação em todo o Brasil, o Pronasci Juventude é um dos principais projetos do Governo Federal para prevenção da criminalidade e da letalidade em territórios afetados pela violência relacionada ao tráfico de drogas. A ação integra a nova agenda da Senad e reafirma a segurança pública como política de proteção social.

Com foco na juventude negra periférica e nos jovens indígenas, o projeto busca enfrentar desigualdades raciais e sociais, ampliando oportunidades e fortalecendo redes de cuidado. Atualmente, está em execução nos estados do Amazonas, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e no Distrito Federal, com previsão de atender 15 mil jovens até 2026.

A iniciativa integra o Plano Juventude Negra Viva, do Ministério da Igualdade Racial, e conta com apoio do Ministério da Educação, Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Ministério do Trabalho e Emprego, Secretaria Nacional da Juventude, Secretaria Nacional de Segurança Pública, UNICEF, UNODC, PNUD e CIEE.

O Pronasci foi retomado em 2023 pelo Governo Federal, por meio do Decreto nº 11.436, referente ao biênio 2023-2024. Um novo decreto será publicado para o biênio 2025-2026, com o objetivo de atualizar a normativa do programa, consolidar os projetos criados nesta gestão e ampliar os eixos prioritários do Pronasci II.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Alunos nota mil inspiram preparação para a redação do Enem 2026

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De Fortaleza (CE), Carlos Eduardo Gomes transformou a conquista da nota mil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em oportunidade e orientação a outros estudantes. De Virginópolis (MG), Samille Leão reservava tempo para responder simulados e reproduzir, em casa, as condições do dia da prova. De Jaguaribe (CE), Elivandro Rodrigues, professor, participa do exame anualmente para compreender melhor os desafios enfrentados por seus alunos. Três trajetórias que podem inspirar quem se prepara para o Enem 2026. 

Esses caminhos se encontram na nova edição da cartilha “A Redação do Enem 2026 – Cartilha do Participante”, recém-divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC). O material explica os critérios de avaliação e apresenta redações de participantes da edição anterior, acompanhadas de comentários pedagógicos. 

Para Carlos Eduardo, o apoio da família foi decisivo na trajetória até a universidade e na realização do sonho de cursar medicina. “Sempre acreditaram muito em meu potencial de conseguir chegar em uma universidade, de cursar medicina, que sempre foi meu sonho”, conta, ao falar dos avós e das tias. 

A conquista também ampliou o alcance de um projeto de mentoria de redação que Carlos já desenvolvia. Assim, ele passou a atuar na preparação de quase uma centena de estudantes a partir de seu próprio projeto e a integrar uma iniciativa da Secretaria de Educação voltada a alunos do oitavo e do nono ano. “Antes, eu buscava me inspirar em outras histórias, outras trajetórias. E saber que hoje eu sou uma dessas inspirações é uma grande realização para mim”, afirma. 

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Na preparação de Samille, estudante de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), os simulados tinham lugar na rotina, inclusive durante feriados e encontros de família. “Eu simulava como se fosse o dia do Enem”, lembra. Para manter a concentração, ela pedia que ninguém entrasse em seu quarto enquanto fazia a prova. 

Ao recordar o caminho até a nota máxima, Samille destaca a dedicação e a importância das relações pessoais durante os estudos. “O que eu gostaria que as pessoas lembrassem. quando elas conhecessem minha história. é que é possível, sim, realizar nossos sonhos com dedicação e paciência”, diz. 

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Elivandro Rodrigues encontrou no próprio exame uma forma de aprimorar o trabalho em sala de aula. A inspiração veio de uma professora de física que fazia o Enem todos os anos para orientar melhor os estudantes. “Meu propósito não é simplesmente tirar nota mil. Eu quero ajudar meus alunos”, explica. Para ele, analisar os próprios erros também ajuda a identificar dificuldades e a preparar os alunos para a prova. 

A nota máxima trouxe reconhecimento ao professor e abriu caminho para a criação de um espaço presencial de ensino em sua cidade. “Isso me abriu uma porta aqui na cidade para ter um local presencial, ter um reforço, ter um curso de redação”, relata.  

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As experiências dos três mostram como a prática, o apoio de outras pessoas e a reflexão sobre a aprendizagem podem fazer parte da preparação para a escrita. 

Cartilha – A relação entre conhecimento e argumentação recebe atenção especial na nova cartilha do MEC. O documento alerta para o uso do chamado “repertório de bolso”, ou seja, referências memorizadas e empregadas de forma genérica, sem conexão efetiva com a discussão. De acordo com a cartilha, inserir uma citação de maneira automática ou forçada pode prejudicar a compreensão da proposta e a aplicação de conhecimentos ao tema. 

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A orientação da cartilha é selecionar referências pertinentes e explicar como elas contribuem para o argumento. Livros, filmes, acontecimentos históricos e outros conhecimentos construídos ao longo da formação podem ser utilizados, desde que façam sentido no texto. 

Além disso, também há a recomendação de leitura cuidadosa da proposta e dos textos motivadores antes de definir o posicionamento que será defendido. 

Para ajudar os participantes a compreender essas exigências, o material detalha as cinco competências avaliadas: domínio da escrita formal da língua portuguesa; compreensão do tema e da estrutura dissertativo-argumentativa; organização de informações e argumentos; uso dos recursos linguísticos que conectam as ideias; e elaboração de uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Cada competência pode receber até 200 pontos. 

Na cartilha, há uma seleção com redações de estudantes das cinco regiões do país que obtiveram boas notas no Enem 2025. Os comentários apontam como cada participante desenvolveu o tema, articulou o repertório e apresentou sua proposta de intervenção, oferecendo referências para a revisão e o aprimoramento da própria escrita. 

Também foram disponibilizadas versões com orientações específicas para participantes com dislexia, com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e para participantes surdos ou com deficiência auditiva.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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