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ALMT e MPF firmam parceria para Núcleo de Combate à Violência Política de Gênero em MT

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (PSB) e a deputada Janaína Riva (MDB) firmaram uma parceria com o Ministério Público Federal (MPF) para a implantação de um núcleo de combate à violência política na ALMT. A tratativa ocorreu durante reunião na sede do MPF, em Cuiabá, com o procurador federal eleitoral, Ricardo Pael, nessa terça-feira (2).

“Fizemos uma boa tratativa aqui com a liderança da deputada Janaína, sobre a violência política de gênero. Vamos fazer uma colaboração com o Ministério Público Federal, com a Procuradoria da Mulher da Assembleia, trabalhar em conjunto com o Ministério Público Estadual. Enfim, com todos os órgãos para que a gente possa fazer esse enfrentamento de uma pauta que tá muito sensível no estado de Mato Grosso”, afirmou Max Russi.

Conforme o presidente da ALMT, esse novo núcleo será um espaço de acolhimento, orientação e ação concreta para garantir que a política seja um ambiente de respeito, igualdade e segurança para todas e todos.

A deputada Janaína Riva destacou que essa é uma iniciativa inovadora no estado. “Vai ser uma parceria pioneira, agora vamos ter um um núcleo de combate à violência política de gênero. Essa é uma boa notícia para as mulheres políticas do nosso estado”, destacou a deputada. O Núcleo deverá funcionar junto à Procuradoria da Mulher, na ALMT.

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Para o procurador Ricardo Pael, essa cooperação será muito produtiva para abrir mais canais de acesso das vítimas ao Ministério Público, como também para divulgar as ações bem-sucedidas e assim encorajar as vítimas a fazer as suas denúncias.

“A ideia é que sejam disponibilizados servidoras para trabalhar em conjunto com a Ministério Público Federal, para que consigamos dar uma atenção maior ao enfrentamento desses casos”, explicou Pael.

Além da criação do núcleo, os deputados também protocolaram uma representação para averiguação de possível prática de violência política de gênero contra a prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira, no último mês.

Fonte: ALMT – MT

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TJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT

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Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.

A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.

“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.

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O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.

Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.

“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.

Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.

O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

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A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.

De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.

Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.

Fonte: ALMT – MT

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