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Carretas de saúde do Agora Tem Especialistas chegam a quase 600 cidades brasileiras com 260 mil pessoas atendidas em seis meses

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As carretas de saúde da mulher, de oftalmologia e de exames de imagem do Agora Tem Especialistas já atenderam 260 mil pacientes da rede pública de todo o país. Nas 600 cidades por onde passaram, ofertaram cuidados preventivos com foco no diagnóstico precoce de câncer de mama e de colo de útero, na realização de procedimentos oftalmológicos e de exames de imagem essenciais para a definição de condutas médicas. Pela realização de cirurgias de catarata, também devolveram a visão para cerca de 11 mil pessoas.

Da nova carreta que chegou ao bairro Realengo, no Rio de Janeiro (RJ), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância das 64 unidades móveis do Governo do Brasil, que já percorreram 36,3 mil km em todo o país.

“A grande inovação do nosso programa é levar especialistas e exames de alta complexidade diretamente para as regiões que mais precisam. Nossa meta aqui no Realengo, por exemplo, é zerar a fila de espera por ultrassom em apenas um mês, reduzindo drasticamente o tempo de espera de quem aguarda há muito tempo por um diagnóstico no SUS. Não estamos criando uma fila nova, estamos indo até onde o povo está para resolver gargalos históricos de mamografia, ultrassom e biópsias”, disse.

A carreta de saúde da mulher que está na capital carioca integra as 18 que, nesta nova rodada de deslocamento, foram enviadas para 14 estados e do Distrito Federal. Elas já começaram a ofertar atendimento em localidades de difícil acesso, com vazios assistenciais, além de cidades-polo. O objetivo é reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias, garantindo que o cuidado chegue mais perto de onde as pessoas vivem.

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No estado do Rio de Janeiro, quatro unidades móveis já passaram por 12 cidades e três bairros da capital carioca com atendimentos em saúde da mulher, exames de imagem e oftalmologia. Entre as regiões atendidas, estão comunidades vulneráveis, como o Morro do Alemão e Japeri, município com um dos menores índices de desenvolvimento humano (IDH) do estado.

Conheça os novos destinos das unidades móveis

Nesta nova rodada nacional, o total de 13 cidades brasileiras recebe carretas voltadas ao diagnóstico precoce do câncer de mama e de colo do útero. Todas as unidades com atendimento em saúde da mulher contam com médico, enfermeiro e técnico de enfermagem, que estão prontos para ofertarem consultas ginecológicas, mamografias, ultrassonografias pélvicas e transvaginais e até biópsias. Podem receber o atendimento pacientes do SUS previamente agendados e encaminhados pelas Secretarias de Saúde locais. Isso porque o programa do Governo do Brasil foi criado para desafogar a demanda reprimida por serviços especializados, em apoio aos estados e municípios.

A partir desta semana, elas passam a atuar por, no mínimo, 30 dias em: Araguatins (TO), Guaçuí (ES), Itaquaquecetuba (SP), Jaboatão dos Guararapes (PE), Miranda (MS), Dom Pedro (MA), Paranoá (DF), Piancó (PB), Picos (PI), Rio de Janeiro – Realengo (RJ), Sousa (PB), Taió (SC).

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Já as de exames de imagem, que também contam com equipe multidisciplinar, estão posicionadas em cinco novos municípios. Em Araraquara (SP), Macapá (AP), Porto Alegre (RS), São Lourenço da Mata (PE) e São Miguel dos Campos (AL), elas realizam exames de apoio ao diagnóstico, que são essenciais para a definição de condutas médicas.

Meta é ampliar cada vez mais a oferta de serviços de saúde

Até o final deste mês, serão 70 carretas circulando com atendimentos em saúde da mulher, exames de imagem e de oftalmologia. O objetivo do Ministério da Saúde é fechar o ano com 150 unidades em pleno funcionamento. Todas estruturadas com equipamentos, insumos e equipes multiprofissionais.

Para reduzir o tempo de espera por atendimento especializado, o Agora Tem Especialistas também atua com mutirões em finais de semana; a reativação de espaços ociosos em hospitais públicos; a ampliação do horário de atendimento em policlínicas; o provimento de mais médicos especialistas; o atendimento gratuito a pacientes do SUS em hospitais privados e filantrópicos que têm como contrapartida o recebimento de créditos financeiros para abatimento de tributos federais; entre outras iniciativas.

Gabriel Lisita
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Seminário Brasil Saudável reúne organizações e sociedade civil para discutir caminhos para a eliminação de doenças determinadas socialmente

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O 3º Seminário do Programa Brasil Saudável reúne, neste domingo (16), na capital federal, representantes do poder público, instituições de ensino e pesquisa, organismos internacionais, entidades da área da saúde e organizações da sociedade civil para discutir estratégias de enfrentamento dos determinantes sociais e das desigualdades que impactam as condições de saúde da população. As atividades contam com a moderação técnica do Ministério da Saúde (MS) e apresentam como eixo central o caminho para eliminação das doenças determinadas socialmente.

Os debates têm como foco aproximar diferentes perspectivas e experiências, fortalecendo a construção coletiva de estratégias para enfrentar condições sociais, econômicas, ambientais e territoriais que contribuem para a persistência de doenças e desigualdades em saúde. O evento acontece como atividade prévia do 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, o MedTrop 2026, considerado maior encontro multidisciplinar sobre doenças infecciosas, parasitárias e saúde pública da América Latina, e promove discussões em torno da integração entre ciência, políticas públicas, participação social e ações intersetoriais. São aguardadas, durante a semana, cerca de 4 mil pessoas no evento.

Em sua fala inicial, a secretária adjunta de Vigilância em Saúde e Ambiente do MS, Marília Santini, explicou que o diferencial da abordagem debatida no seminário é integrar o tema das doenças socialmente determinadas sob uma nova perspectiva. “Não o tratamos apenas como uma questão clínica, mas como um desafio social complexo, marcado pela desigualdade. Compreendemos que a solução depende de fatores estruturais, como o acesso à água potável, saneamento básico, melhoria das condições de moradia e aumento da renda. O grande desafio, é promover uma mudança de hábitos e de cultura”, declarou.

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Santini contextualizou, ainda, que as parcerias de trabalho eram focadas estritamente em doenças específicas, como a malária ou o tracoma – o que muda com um novo olhar trazido pelo Brasil Saudável. “Com o Programa Brasil Saudável ampliamos essa rede e passamos a focar na melhoria das condições do território, visando prevenir diversas enfermidades de forma integrada”, disse.

A programação, que acontece até o fim do dia, recebeu, ainda, na mesa de abertura, representantes da Rede Brasileira em Pesquisa em Tuberculose (Rede TB), do Conselho Nacional de Saúde (CNS), do Coletivo da Sociedade Civil no Programa Brasil Saudável, da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Painéis temáticos

No período da manhã, o primeiro painel abordou o tema “Saúde nos Trópicos e os desafios contemporâneos para a eliminação das doenças determinadas socialmente no Sul Global”. Os expositores falaram sobre o panorama e os desafios atuais para a eliminação dessas doenças, além dos obstáculos para a implementação de programas públicos nos territórios. Também foram discutidas as relações entre mudanças climáticas, desigualdades territoriais e proteção dos territórios tradicionais, assim como a importância da participação social e da articulação intersetorial.

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O segundo painel trouxe enfoque para diferentes formas de racismo, iniquidades e direito à saúde. A mesa ampliou o debate sobre os determinantes sociais da saúde a partir das experiências de diferentes populações. Entre os temas discutidos destacam-se racismo, território e direito à saúde, violências e exclusão social da população negra, iniquidades e direitos dos povos indígenas, além de racismo estrutural.

No período da tarde, o terceiro painel debate a proteção social e convergência de políticas públicas. Em pauta serão discutidos determinantes sociais e as interseccionalidades, as vulnerabilidades que atravessam territórios e gerações, a intersetorialidade no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e o enfrentamento das iniquidades vivenciadas pela população LGBTQIAPN+. O quarto e último painel tem como objetivo amplificar o olhar a respeito de ciência, inovação e implementação territorial, e destaca, também, a contribuição da pesquisa e da produção de conhecimento para o enfrentamento dos determinantes sociais.

No encerramento será apresentada a sistematização das atividades e realizada discussão sobre perspectivas para fortalecer ações intersetoriais entre ciência, gestão e sociedade civil na eliminação das doenças determinadas socialmente. As participações destacam que o enfrentamento das doenças determinadas socialmente exige uma atuação articulada entre diferentes setores do Estado e da sociedade, com políticas públicas capazes de considerar as especificidades dos territórios e as diferentes situações de vulnerabilidade que influenciam o processo saúde-doença.

Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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