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MEC financia quase 10 mil artigos em publicações estrangeiras

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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), já viabilizou a publicação de 9.819 artigos científicos em acesso aberto por pesquisadores brasileiros, com financiamento aos autores, a partir de acordos firmados com grandes editoras internacionais. 

Em vigor desde abril de 2024, as parcerias envolvem sete das principais editoras científicas do mundo: American Chemical Society, Association for Computing Machinery, Elsevier, Institute of Electrical and Electronics Engineers, Royal Society Publishing, Springer Nature e Wiley

Os acordos, que permitem a publicação de artigos aprovados por pares em revistas internacionais de acesso aberto, devem ampliar significativamente a participação da ciência brasileira na produção global de conhecimento, aumentando a visibilidade e o número de citações dessas pesquisas.

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A iniciativa beneficiou, até o momento, 7.380 autores, vinculados a 271 instituições de ensino superior, com participação de todas as 27 unidades da Federação (26 estados e o Distrito Federal). 

Mais acesso, menos barreiras – A política integra o Programa de Apoio à Disseminação de Informação Científica e Tecnológica (Padict) e é operacionalizada pelo Portal de Periódicos da Capes. O objetivo é ampliar a visibilidade da produção científica nacional, promover maior equidade entre pesquisadores e fortalecer a inserção internacional da ciência brasileira. 

Os chamados acordos de leitura e publicação representam uma mudança estrutural no modelo de publicação científica: além de garantir acesso à leitura de artigos, a Capes passa a custear também as taxas de publicação dos trabalhos aprovados. 

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Na prática, o modelo reduz barreiras financeiras que antes limitavam a divulgação de pesquisas, especialmente em periódicos internacionais de alto impacto, permitindo que cientistas priorizem investimentos em suas pesquisas. 

Produção científica ganha escala e visibilidade – Com os acordos, o Brasil amplia sua presença em revistas científicas internacionais e fortalece a disseminação do conhecimento produzido no país. A política contribui para democratizar o acesso à publicação e garantir que pesquisas de qualidade alcancem maior visibilidade global. 

Além disso, o acesso aberto permite que os artigos publicados possam ser lidos, compartilhados e reutilizados por pesquisadores e instituições em qualquer parte do mundo. 

Como publicar com apoio da Capes – Para ter direito à publicação financiada, o pesquisador precisa atender a critérios específicos e seguir etapas no processo de submissão. 

Requisito essencial – O autor correspondente deve possuir um registro no ORCID, identificador digital único que funciona como um “CPF científico”. Esse registro deve estar vinculado tanto ao artigo quanto ao sistema Meus Dados Capes. 

A ausência dessa vinculação é o principal fator que pode atrasar ou impedir a aprovação do pagamento da taxa de publicação. 

Passo a passo para publicação 

1. Verificação inicial 

  • Confirmar se o periódico faz parte dos acordos da Capes 
  • Verificar se o autor e sua instituição são elegíveis 
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2. Submissão 

  • Enviar o artigo diretamente na plataforma do periódico 
  • Após aprovação, a editora notifica a Capes 

3. Validação pela Capes 

Para aprovação do custeio, é necessário: 

  • Ter vínculo ativo com instituição participante do Padict e cumprir os critérios elencados na Portaria nº 120/2024 
  • Ter o ORCID vinculado ao sistema Meus Dados Capes 
  • Autorizar publicação em acesso aberto sob licença Creative Commons (CC BY) 

 4. Publicação 

  • Após validação, a Capes autoriza o pagamento da taxa de publicação 
  • O artigo é publicado em acesso aberto e pode ser acessado livremente 

Política estratégica para a ciência brasileira – Os acordos representam um avanço na consolidação de políticas de acesso aberto e na projeção internacional da produção científica brasileira, ao reduzir barreiras financeiras e ampliar as oportunidades para pesquisadores de diferentes regiões do país. 

Portal de Periódicos – Portal de Periódicos da Capes reúne um dos maiores acervos científicos virtuais do mundo. Atualmente, 452 instituições brasileiras têm acesso à plataforma, alcançando um público potencial de mais de seis milhões de usuários, entre professores, pesquisadores, estudantes e técnicos. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Capes 

Fonte: Ministério da Educação

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Ministro Wellington Lima apresenta ações do MJSP à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado na Câmara dos Deputados

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Brasília, 9/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou, nesta terça-feira (9), de audiência na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados para apresentar iniciativas da pasta e responder a questionamentos de parlamentares sobre segurança pública.

A audiência contou com a presença de outros integrantes da gestão do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), entre os quais o secretário nacional de Segurança Pública (Senasp), Chico Lucas; o secretário nacional de Assuntos Legislativos, Paulo Modesto; o secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes; a secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado; e o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia.

Na reunião, o ministro mencionou a atuação integrada entre União, estados, municípios, Poder Judiciário, Ministério Público (MP) e forças de segurança para o enfrentamento da criminalidade organizada.

Segundo Wellington Lima, a formulação de políticas públicas eficazes depende da cooperação institucional e do diálogo permanente com as Casas Legislativas. “Não há segurança pública sem o Congresso Nacional. A construção de políticas públicas eficazes exige diálogo permanente com o Parlamento, com o Judiciário, com o Ministério Público e com os profissionais que estão na ponta do sistema de segurança”, afirmou.

Entre os temas abordados estiveram as estratégias de combate ao crime organizado, as ações de fortalecimento do sistema prisional, as medidas de combate ao tráfico ilícito de armas e as iniciativas voltadas à descapitalização financeira de organizações criminosas.

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Ao tratar das medidas de enfrentamento às facções criminosas, Wellington Lima ressaltou a importância do enfraquecimento financeiro desses grupos.

“O primeiro eixo é exatamente a reprodução e o aperfeiçoamento dos mecanismos de asfixia financeira. É preciso tirar o oxigênio do crime organizado.”

O ministro também apresentou iniciativas voltadas ao aprimoramento da inteligência e da investigação criminal, com foco na ampliação da capacidade de esclarecimento de homicídios e das operações de repressão às organizações criminosas.

Ao abordar o sistema penitenciário, defendeu investimentos em tecnologia, inteligência e protocolos de segurança para impedir a comunicação de lideranças criminosas com grupos que atuam fora das unidades prisionais. “Esse é um problema que não poderia ser adiado de modo algum”, enfatizou.

Operações em unidades prisionais

Durante a audiência, Wellington Lima anunciou que o MJSP realizará, até o final de 2026, uma operação nacional e duas regionais por mês em unidades prisionais de todo o País.

A medida busca reforçar o controle do sistema penitenciário, combater a atuação de organizações criminosas e ampliar a integração entre as forças de segurança e as administrações penitenciárias estaduais.

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Plataformas digitais

Sobre plataformas digitais, parlamentares também questionaram os decretos relacionados à atuação das plataformas digitais e às medidas de enfrentamento de crimes praticados no ambiente virtual.

O ministro explicou que as normas foram elaboradas com base em análises técnicas e dados relacionados ao crescimento de ilícitos praticados pela internet, como fraudes eletrônicas, exploração sexual de crianças e adolescentes e divulgação não autorizada de conteúdo íntimo.

“Os decretos foram elaborados a partir de evidências concretas sobre a crescente centralidade da internet na vida dos brasileiros e sobre a urgência de enfrentar o aumento de crimes, atos ilícitos e condutas abusivas que vêm se multiplicando no ambiente digital”, disse.

De acordo com Wellington Lima, as medidas buscam ampliar a capacidade de resposta do Estado diante desses crimes, sem afastar o papel do Congresso Nacional na discussão e eventual definição de regras permanentes para o setor.

“O Parlamento é sempre quem melhor legisla, mas muitas vezes a sociedade clama por alguma providência mais imediata”, completou.

A audiência integra as atividades de fiscalização e de acompanhamento das políticas públicas conduzidas pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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