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Tapurah assina TAC para restaurar curso d’água e tratar resíduos

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Tapurah (346 km de Cuiabá), celebrou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Município e com dois proprietários rurais, visando à recuperação ambiental de área degradada e a melhoria na gestão de resíduos sólidos.O acordo foi firmado após longa tramitação judicial e estabelece medidas para restaurar o curso natural de um rio que havia sido obstruído por uma ponte de terra. “A assinatura deste Termo de Ajustamento de Conduta representa um avanço significativo na proteção do meio ambiente e na promoção da justiça social em Tapurah. Após anos de discussão judicial, conseguimos construir um consenso que garante a recuperação de uma nascente degradada e a retomada do curso natural do rio, além de assegurar melhorias na gestão dos resíduos sólidos do município”, destacou o promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues.Conforme o acordo, a intervenção será realizada durante o período de estiagem de 2025, com a remoção da estrutura atual e instalação de manilhas, permitindo o fluxo adequado das águas e eliminando o represamento. O projeto de recuperação da área degradada (PRADA) deverá ser apresentado à Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) em até 180 dias, acompanhado de laudo técnico com Anotação de Responsabilidade Técnica (ART).Além da recuperação da nascente, o Município de Tapurah assumiu o compromisso de construir estruturas adequadas para o manejo de resíduos sólidos, incluindo um barracão para acondicionamento de lixo, espaço administrativo e rampa de transbordo. A obra será realizada no antigo “lixão” da cidade e deverá ser iniciada em 2026, com prazo de dois anos para conclusão.O investimento para a execução da obra é estimado em R$ 303.600 (trezentos e três mil e seiscentos reais) é a título de compensação pelo dano moral. O prazo de conclusão é de dois anos, contado a partir do exercício financeiro de 2026.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MP ajuíza medida para proteger criança contra exposição indevida

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A Promotoria de Justiça de Colniza (a 1.065 km de Cuiabá) ajuizou, nesta quarta-feira (12), uma medida de proteção em favor de uma criança residente no município que vem sendo exposta indevidamente nas redes sociais por meio da divulgação de vídeos contendo seu relato sobre supostos abusos sofridos. A atuação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) foi motivada pela ampla circulação de gravações nas quais a vítima aparece narrando fatos que já são objeto de investigação criminal e de ação penal em tramitação no Poder Judiciário.Diante da repercussão do caso e da exposição da criança, o MPMT adotou providências para garantir a preservação de seus direitos fundamentais, especialmente a dignidade, a integridade psicológica, a privacidade e a proteção da imagem.Na ação, o Ministério Público requereu a adoção de medidas urgentes voltadas à proteção integral da vítima, entre elas a proibição de novas divulgações de fotos, vídeos ou relatos que possam possibilitar sua identificação, bem como a remoção imediata dos conteúdos já publicados em redes sociais e plataformas digitais. Também foi solicitado que o Conselho Tutelar realize diligências para avaliar as condições de proteção e cuidado oferecidas à criança no ambiente familiar.Além disso, o MPMT pediu o acompanhamento psicológico e assistencial da criança e de seus familiares, a realização de estudo psicossocial por equipe técnica do Poder Judiciário e, de forma excepcional, a possibilidade de acolhimento institucional caso seja constatada situação de risco grave ou insuficiência da rede familiar de proteção. As medidas têm como finalidade resguardar a integridade física, emocional e psicológica da vítima e evitar sua revitimização.De acordo com o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, é importante esclarecer que os fatos divulgados não se referem a uma denúncia recente. O caso teve início em 2023, quando a criança foi ouvida por meio do procedimento de escuta especializada. Em 2025, foi instaurado inquérito policial para apuração dos fatos, posteriormente concluído e encaminhado ao Ministério Público. Após a conclusão da investigação policial, em março de 2026, o MPMT ofereceu denúncia criminal, que foi recebida pela Justiça e segue em regular tramitação.“O Ministério Público entende que a divulgação pública de vídeos e relatos envolvendo crianças e adolescentes vítimas de violência pode causar revitimização e graves prejuízos emocionais, sobretudo quando expõe sua identidade e detalhes de situações traumáticas”, ressaltou o promotor de Justiça.

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Foto: Imagem ilustrativa | Magnific.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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