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MPA promove oitiva para construção do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura durante o IFC Brasil 2025

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A Secretaria Nacional de Aquicultura do Ministério da Pesca e Aquicultura (SNA/MPA) marcou presença no International Fish Congress & Fish Expo Brasil 2025 (IFC Brasil), realizado nos dias 2, 3 e 4 de setembro, em Foz do Iguaçu (PR), um dos maiores encontros do setor de pescados. Dentro da programação do evento, o ministério realizou a 3ª oitiva para a construção do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura.

Realizada em parceria com o Sebrae Nacional e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a oitiva teve como objetivo colher sugestões e perspectivas que irão fortalecer as diretrizes do Plano, que regulamentará o Programa Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura, instituído pelo Decreto nº 11.852/2023.

oitiva para a construção do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura
oitiva para a construção do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura

Segundo Felipe Matias, consultor contratado pelo Sebrae para apoiar na elaboração do Plano, a metodologia prevê oitivas temáticas, em formatos online e presencial, distribuídas por diferentes cadeias produtivas da aquicultura, como piscicultura em tanques-rede, viveiros escavados, piscicultura ornamental, carcinicultura, ranicultura, malacocultura e algicultura. A estimativa é realizar até 18 encontros, embora o número possa variar conforme o alcance das contribuições de cada cadeia.

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Matias destacou ainda que o novo documento não substitui o Plano Nacional de Desenvolvimento da Aquicultura (PNDA 2022-2032), mas busca criar condições para sua efetiva operacionalização, incorporando a inovação.

” O mundo hoje vive uma revolução. Temos novas tecnologias, inteligência artificial, internet das coisas. Tudo isso tem transformado os setores produtivos, e a aquicultura também precisa se adaptar. A ideia do Plano é justamente incorporar essas inovações para melhorar o setor — seja aumentando produção, produtividade, rentabilidade ou ampliando a disponibilização de dados”, disse Felipe Matias.

A Secretária Nacional de Aquicultura, Fernanda de Paula, ressaltou a importância do evento para o processo participativo. “Realizar a oitiva para o Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura dentro do IFC Brasil é estratégico, pois o evento congrega produtores, empresários, pesquisadores e autoridades de todo o setor aquícola. Esse espaço nos permite ouvir diretamente os diferentes atores, garantindo que o Plano seja construído de forma participativa, refletindo as reais necessidades e potencialidades do setor no país, buscamos a aplicabilidade para o pequeno, médio e grande produtor”, disse Fernanda de Paula.

IFC Brasil 2025: políticas públicas e diálogo internacional

Ao longo dos três dias do IFC Brasil, o congresso internacional reuniu especialistas de quatro continentes para debater o futuro da aquicultura nacional, em mais de 40 palestras, painéis técnicos, apresentação de trabalhos científicos, rodada de negócios e mostra tecnológica.

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No dia 4, a diretora de Desenvolvimento e Inovação em Aquicultura da SNA/MPA, Luciene Mignani, participou do painel Políticas Públicas para o Desenvolvimento da Aquicultura, ao lado de Carlos Carboni (Itaipu Binacional), María Rocío Abed de Zacarias (deputada federal do Paraguai) e Eduardo Ono (Comissão Nacional de Aquicultura da CNA).

Luciene Mignani, participou do painel Políticas Públicas para o Desenvolvimento da Aquicultura
Luciene Mignani, participou do painel Políticas Públicas para o Desenvolvimento da Aquicultura

Durante os três dias de programação, o MPA fez apresentação sobre as ações da Rede Nacional de Pesquisa e Monitoramento Ambiental da aquicultura em águas da União e também manteve um estande institucional, onde a equipe técnica prestou atendimentos a produtores, empresários e representantes do setor. As principais dúvidas estiveram relacionadas ao reservatório de Itaipu, em especial sobre a possibilidade de cultivo de tilápias, a estimativa de quanto poderá ser produzido e se, com a liberação, já será possível solicitar áreas aquícolas.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Preço da laranja despenca mais de 56% e acende alerta no setor citrícola, aponta Cepea

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Os preços da laranja pera no mercado de mesa registraram forte retração em abril, acendendo um sinal de alerta para os produtores brasileiros. De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a queda foi de expressivos 56,1% na comparação com o mesmo período de 2025.

Apesar da desvalorização anual acentuada, as cotações apresentaram relativa estabilidade ao longo de abril, refletindo um equilíbrio momentâneo entre oferta restrita e demanda moderada.

Demanda enfraquecida pressiona cotações

Segundo pesquisadores do Cepea, o desempenho do mercado foi impactado por uma combinação de fatores. Mesmo com a oferta ainda limitada neste encerramento da safra 2025/26, a demanda não apresentou força suficiente para sustentar preços mais elevados.

Além disso, os feriados ao longo do mês de abril reduziram o ritmo de comercialização da fruta, contribuindo para a acomodação das cotações no mercado interno.

Outro ponto relevante é o início da concorrência com as laranjas precoces, que começam a entrar gradualmente no mercado, pressionando os preços mesmo antes de um aumento significativo da oferta.

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Safra 2026/27 começa de forma lenta

As primeiras frutas da temporada 2026/27 já começam a aparecer nos pomares, mas ainda em estágio inicial de desenvolvimento. Segundo o Cepea, essas laranjas apresentam coloração predominantemente verde e volumes ainda reduzidos.

A expectativa é de que a oferta aumente de forma gradual nas próximas semanas, à medida que o ciclo produtivo avance e as condições de maturação evoluam.

Perspectiva de mercado

O cenário indica um mercado em transição entre safras, com tendência de maior pressão sobre os preços no curto prazo, especialmente com a entrada mais consistente das frutas precoces.

Para os produtores, o momento exige atenção redobrada à gestão de custos e estratégias de comercialização, diante de um ambiente de margens mais apertadas e demanda ainda sem sinais claros de recuperação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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