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Etanol pode crescer 9,2 vezes com SAF, biobunker e bioplásticos, aponta especialista
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O etanol tem potencial para multiplicar seu consumo mundial em 9,2 vezes, considerando novas aplicações em biocombustíveis sustentáveis, como o biobunker, os bioplásticos e a rota para produção de hidrogênio, segundo Plínio Nastari, presidente e CEO da Datagro Consultoria.
A informação foi apresentada durante a palestra “Quo Vadis: Rumos do Setor Sucroenergético do Brasil”, mediada por Eduardo de Queiroz Monteiro, presidente do Grupo EQM e do Movimento Econômico.
“A rota mais pronta para se desenvolver é a substituição do bunker fóssil marítimo por biobunker”, afirmou Nastari. Atualmente, a produção global de etanol é de 89 milhões de toneladas, enquanto o mercado de bunker consome 225 milhões de toneladas, o que representa grande oportunidade para o etanol sustentável.
Biobunker: alternativa para a descarbonização marítima
Segundo Nastari, 10% do mercado de bunker, equivalente a 22,5 milhões de toneladas, poderia ser atendido pelo biobunker, gerando 25% de aumento sobre o mercado de etanol atual. Empresas já investem na produção: o Porto de Suape (PE) receberá duas fábricas de e-metanol, uma da European Energy e outra da GoVerde, utilizando CO₂ biogênico do setor sucroenergético como insumo para substituir o óleo fóssil.
As grandes companhias marítimas buscam soluções para reduzir emissões, e o biobunker é apontado como o primeiro produto dessa nova geração a se consolidar no mercado.
SAF: combustível sustentável para aviação também impulsiona demanda
O combustível sustentável de aviação (SAF) representa potencial de 360 milhões de toneladas de etanol equivalente, segundo Nastari. Uma das rotas de produção utiliza o etanol, mas requer investimentos bilionários em plantas industriais.
“Embora o SAF seja um processo mais lento por depender de investimento pesado, ele será crucial para a descarbonização da aviação”, explicou Nastari.
Cenário do açúcar e etanol no Brasil
Durante a palestra, Nastari analisou o mercado global de açúcar, destacando crescimento médio de 1% ao ano, ou cerca de 1,8 a 2 milhões de toneladas anuais. O Brasil se mantém competitivo devido ao menor custo de produção, com destaque para o Nordeste, que tem logística favorável e proximidade aos portos.
O especialista também destacou a expansão do etanol de milho, que altera a geografia da produção no país. Para a safra 2025/2026, o Brasil terá 25 plantas em operação com capacidade de 11,14 bilhões de litros, além de 18 unidades em construção e 19 projetos futuros, que podem adicionar até 13,5 bilhões de litros, totalizando 24,72 bilhões de litros de etanol por ano.
“O déficit histórico de etanol no Norte e Nordeste tende a desaparecer, com a produção mais distribuída territorialmente”, comentou Nastari, mencionando a expansão no Centro-Oeste e em estados como Bahia, Maranhão e Alagoas.
Fórum Nordeste 2025 reúne líderes do setor sucroenergético
A 14ª edição do Fórum Nordeste, realizada no dia 1º de setembro no Mirante do Paço, Recife, discutiu a transição energética e contou com seis painéis sobre o setor sucroenergético.
O evento reuniu empresários, representantes acadêmicos, políticos, membros do setor financeiro e autoridades, incluindo a governadora Raquel Lyra, senadores de Pernambuco, ministros e o prefeito do Recife, João Campos.
O fórum é realizado pelo Grupo EQM, com apoio técnico do Sindaçúcar-PE e patrocínio de Banco do Nordeste, Suape, FMC, Sudene, Copergás e Neoenergia, além do suporte do Governo de Pernambuco, Prefeitura do Recife, Fertine e NovaBio.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mapa intercepta praga quarentenária em carga de aspargos no Aeroporto de Guarulhos
A equipe da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), interceptou, na última semana, uma carga com cerca de uma tonelada de aspargos importados do Peru após identificação de uma praga quarentenária ausente no Brasil.
A carga era composta por 200 caixas do produto. Durante a fiscalização, foi detectada a presença do inseto Prodiplosis longifila, espécie considerada de alto risco fitossanitário por seu potencial de disseminação e pelos danos que pode causar à produção agrícola.
As amostras foram encaminhadas para análise laboratorial, que utilizou diferentes métodos para identificação da praga, incluindo exame visual, análise morfológica em microscópio, consulta bibliográfica, PCR e sequenciamento genético. O material foi enviado ao laboratório no dia 8 de maio, e o laudo conclusivo foi emitido nesta quarta-feira (13).
Conhecida popularmente como mosca-dos-botões-florais, larva-fura-botão, mosquinha-do-tomate ou negrilla, a espécie possui ampla capacidade de infestação e é considerada de difícil controle. Segundo informações da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), as larvas se desenvolvem no interior de tecidos vegetais, como botões florais, brotos terminais e frutos jovens, provocando deformações, abortamento de flores e redução da produtividade.
A praga pode atingir culturas de alto valor econômico, como tomate, aspargo, citros, pimentão, algodão, feijão, abacate, alcachofra e cebola. O inseto se adapta melhor a regiões de clima quente e elevada umidade relativa do ar, podendo se dispersar por voo em distâncias de até 300 metros.
O trabalho realizado pelo Vigiagro, da Secretaria de Defesa Agropecuária, tem como objetivo proteger as fronteiras agropecuárias brasileiras por meio da fiscalização de cargas, produtos de origem vegetal e animal, além de bagagens em aeroportos, portos e postos de fronteira. A atuação preventiva reduz o risco de ingresso e disseminação de pragas ausentes no território nacional.
De acordo com estudos da Embrapa Territorial, uma eventual introdução da Prodiplosis longifila no Brasil poderia representar impactos significativos para cadeias produtivas estratégicas do agronegócio, além de elevar custos de manejo e comprometer mercados internacionais. Regiões de fronteira no Norte do país são consideradas mais vulneráveis à entrada inicial da praga, enquanto polos produtores de citros e hortaliças poderiam sofrer impactos econômicos relevantes em caso de disseminação.
Em países onde a praga já está estabelecida, como Peru e Colômbia, há registro de perdas severas em culturas agrícolas, especialmente tomate e citros, além da necessidade de intensificação de medidas de controle fitossanitário e manejo integrado nas lavouras.
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