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Ministério do Turismo reitera compromisso com a sustentabilidade e a proteção de crianças e adolescentes no setor

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O Ministério do Turismo (MTur) marca presença no Fórum Brasileiro de Turismo Responsável, iniciado nesta quinta-feira (11/09), em Brasília (DF). Com um estande institucional no evento, organizado pelo Grupo Vivejar, o órgão apresenta suas principais políticas públicas de proteção de crianças e adolescentes na área e promove diálogos sobre os caminhos para um futuro mais responsável.

A participação no encontro reforça o compromisso da Pasta do governo federal com o desenvolvimento de um turismo ético, responsável e que atue ativamente na defesa dos direitos humanos e das comunidades receptoras de visitantes.

Segundo o ministro do Turismo, Celso Sabino, a presença do órgão no fórum reafirma a visão estratégica do MTur. “O futuro do turismo brasileiro é, e deve ser, responsável. Participar deste fórum é reafirmar nosso compromisso com um setor que não apenas gera desenvolvimento econômico, mas que também protege nossas crianças, valoriza nossas comunidades e preserva nosso patrimônio natural e cultural. Queremos que o turista, ao escolher o Brasil, saiba que está visitando um país que leva a sério a sustentabilidade e os direitos humanos”, destaca Sabino.

Durante o evento, o MTur reiterou o papel do turismo como ferramenta de transformação social. A atividade tem o potencial de gerar renda e autonomia para comunidades, servindo também como instrumento de combate ao preconceito, ao proporcionar que visitantes conheçam e valorizem a riqueza dos povos originários e tradicionais do Brasil. O desenvolvimento de roteiros em territórios indígenas e quilombolas, por exemplo, é uma das frentes de atuação do Ministério no sentido de garantir que o turismo seja uma força de preservação cultural e de quebra de estereótipos.

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A visão do Ministério do Turismo a respeito do tema foi detalhada pela coordenadora-geral de Turismo Sustentável e Responsável do órgão, Carolina Fávero. Em sua fala, ela apontou a evolução do conceito de “turismo sustentável” para “turismo responsável”. “Quando a gente passa a falar do turismo responsável, a gente faz com que todas as pessoas – desde gestores públicos e empresários até o próprio turista – assumam seu papel em uma responsabilidade compartilhada, que se manifesta seja no respeito à cultura local, no consumo de produtos da comunidade ou na adoção de práticas de mínimo impacto ambiental”, explicou Carolina.

DESTAQUES No estande do Ministério do Turismo no evento, o público pode conhecer em detalhes as ações prioritárias da Pasta para a proteção de crianças e adolescentes no segmento. As principais iniciativas são:

  • Código de Conduta Brasil: instrumento de livre adesão que busca sensibilizar e engajar empresas e prestadores de serviços turísticos quanto à prevenção da exploração sexual de crianças e adolescentes no setor.
  • Movimento “Turismo que Protege”: ampla mobilização nacional que articula diferentes atores do ramo e da sociedade para a promoção e a defesa dos direitos infantojuvenis no contexto das viagens e do turismo.
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DEBATES – A participação do Ministério do Turismo no fórum vai além do estande. Nesta sexta-feira (12/09), a coordenadora-geral de Turismo Sustentável e Responsável do órgão, Carolina Fávero, será palestrante no “Workshop de Etnoturismo: Visitação Turística em Terras Indígenas – Fundamentos e Perspectivas de Futuro”. A sessão vai trazer reflexões importantes sobre os desafios e as oportunidades para o desenvolvimento de um turismo que respeite a autonomia, a cultura e o protagonismo dos povos indígenas.

Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

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 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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