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MEC realiza capacitação sobre governança para instituições federais

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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Corregedoria-Geral do MEC (CRG), realizou em novembro a capacitação Governança das Instituições de Ensino Superior, na Universidade Federal da Paraíba (UFPB). A iniciativa integra uma agenda institucional voltada ao fortalecimento da governança, da integridade e da atividade correcional nas instituições federais de ensino superior (Ifes). 

A capacitação foi ministrada pelo auditor federal do Tribunal de Contas da União (TCU), Cláudio Silva da Cruz, no auditório do Centro de Ciências Jurídicas da UFPB, e abordou temas como governança universitária, gestão de riscos, prevenção ao assédio e às discriminações, além do papel das áreas de integridade no ambiente acadêmico. 

Segundo o corregedor do MEC, Daniel Lara, a realização do evento reforça a atuação orientadora da corregedoria junto às universidades e aos institutos federais. “A presença ativa da corregedoria junto às Ifes é essencial para assegurar que as práticas de integridade evoluam e estejam alinhadas às melhores referências de prevenção e responsabilização. O diálogo com as universidades é parte central dessa missão”. 

Agenda – A capacitação abriu uma série de agendas institucionais realizadas pela CRG/MEC no estado da Paraíba também em novembro, com a participação do corregedor Daniel Lara, do corregedor adjunto, Jorge Mourão, e do assessor especial da Corregedoria, Antônio Guedes, além do superintendente da Controladoria-Geral da União na Paraíba (CGU/PB), Rodrigo Paiva. As ações fazem parte de um movimento nacional de reaproximação da  CRG/MEC com as Ifes, com foco na prevenção de ilícitos administrativos, no fortalecimento das unidades de integridade e na padronização de fluxos internos de acolhimento e apuração. 

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Além da capacitação, a agenda incluiu reuniões e visitas técnicas à UFPB, à Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e ao Instituto Federal da Paraíba (IFPB), com discussões sobre estruturas correcionais, iniciativas de prevenção ao assédio e à discriminação, revisão de fluxos internos e ampliação da capacidade das unidades de correição. O conjunto das atividades marca o início de uma atuação mais presente, estratégica e orientadora do MEC junto às Ifes. 

Durante a agenda no IFPB, a atuação conjunta do MEC, por meio de sua corregedoria, e da Controladoria-Geral da União foi destacada como um marco para o fortalecimento da atividade correcional na instituição. Ao avaliar a relevância da iniciativa para a estrutura e a dimensão do instituto, o corregedor do IFPB, Valderedo Alves, ressaltou a importância da ação. “Em 16 anos de IFPB, nunca tivemos uma visita conjunta da CGU e da CRG/MEC orientada exclusivamente para fortalecer a atividade correcional. Para um instituto com 23 campi, isso é extremamente relevante”. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da CRG/MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

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 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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