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Pescadoras e marisqueiras apresentam propostas de saúde no Grupo de Trabalho Mulheres da Pesca Artesanal

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O encontro final do Grupo de Trabalho das Mulheres da Pesca Artesanal, instituído pela Secretaria Nacional da Pesca Artesanal (SNPA), do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), foi marcado por debates sobre saúde e a valorização do trabalho das pescadoras e marisqueiras. O evento aconteceu em Brasília, entre os dias 2 e 3 de setembro, e contou com as presenças de lideranças femininas da pesca do Brasil.

O GT foi instituído por meio da Portaria 114, de 21 de julho de 2023, com a finalidade de apresentar propostas para a elaboração de políticas públicas para as mulheres da pesca artesanal. Ele busca responder a uma reivindicação histórica das pescadoras artesanais por reconhecimento e participação.

As mulheres, que atuam desde a captura até o beneficiamento e a comercialização do pescado, sempre estiveram presentes em toda a cadeia produtiva da pesca artesanal, muitas delas são lideranças, mas raramente foram ouvidas na formulação de políticas públicas para o setor.

A pescadora e indígena Luena Maria, da cidade de Santa Cruz Cabrália, na Bahia, afirma que a presença dos povos indígenas no encontro já é uma conquista. “Fiquei feliz porque o governo entendeu que nós precisamos estar nesses espaços coletivos. Está sendo uma construção com as nossas realidades e acredito que vamos ter melhorias para as mulheres da pesca. Esse GT não pode acabar, ele é nacional e tem falado com todas as pescadoras e marisqueiras”, apresenta.

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“A gente sofre muito preconceito. Sentimos falta de políticas de saúde para as pescadoras e marisqueiras. Não temos políticas específicas. É muito difícil para uma pescadora pegar uma fila do posto de saúde às cinco da manhã, porque ela vai estar saindo para pescar nesse horário e quando volta não tem mais senha. Também temos doenças ocupacionais por conta do trabalho que fazemos”, acrescenta Luena Maria.

Diante disso, o GT apresentou propostas que visam direitos públicos para as pescadoras e marisqueiras, entre eles se destacam a ampliação da oferta de atendimentos especializados e preventivos — incluindo saúde mental —, garantindo proteção ocupacional pelo SUS com distribuição de filtros solares e repelentes e a produção de dados nacionais sobre adoecimento das pescadoras e enfrentamento às doenças ocupacionais relacionadas às condições de trabalho e à sanidade dos ambientes pesqueiros.

Para a coordenadora de Assistência Técnica e Extensão Pesqueira da SNPA, Ornela Fortes, os próximos passos do GT serão pautados na finalização do Relatório Final com as sugestões de políticas públicas formuladas ao longo do processo. “Também foi registrada, pelas próprias mulheres, a reivindicação de que o GT se estabeleça como uma estrutura permanente no quadro da SNPA, dada a importância do espaço para garantir visibilidade, participação social e avanços concretos nas políticas públicas voltadas às pescadoras artesanais”, finaliza.

Leia Também:  Rezende lembrou ainda que a FPA tem se dedicado a defender a integridade do processo legislativo, afirmando: “A atuação incansável da Frente Parlamentar da Agropecuária na defesa do Marco Temporal e na busca por equilíbrio entre os interesses envolvidos merece destaque. A recente ação da deputada Célia Xakriabá e do deputado Chico Alencar, juntamente com a resposta firme da deputada Silvia Waiãpi na Comissão de Povos Indígenas, evidencia a importância de garantir que as decisões sejam tomadas de acordo com os princípios e normas estabelecidos. A FPA desempenha um papel crucial ao assegurar que o processo legislativo seja conduzido de maneira ética e transparente, respeitando os interesses de todos os setores envolvidos.”

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Pecuária pantaneira avança com tecnologia reprodutiva e acelera melhoramento genético no Pantanal

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A pecuária de Pantanal vem passando por uma transformação gradual com a adoção de tecnologias reprodutivas e ferramentas de melhoramento genético, sem abrir mão das práticas tradicionais de manejo adaptadas ao ciclo de cheias e secas da região.

No centro desse movimento está o grupo Nelore Cometa, que combina avaliação genômica, Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) e Fertilização In Vitro (FIV) para acelerar o progresso genético do rebanho, respeitando as particularidades ambientais de um dos biomas mais desafiadores do país.

Genômica aumenta precisão na seleção de animais superiores

O uso da genômica tem sido um dos principais pilares do programa de melhoramento genético adotado pelo Nelore Cometa. A tecnologia permite identificar com maior precisão os animais de melhor desempenho produtivo ainda em fases iniciais da vida, aumentando a confiabilidade das decisões de seleção.

Segundo o zootecnista e técnico de campo da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, Fábio Eduardo Ferreira, o rebanho foi um dos pioneiros na utilização da avaliação genômica na região.

Ele explica que a tecnologia elevou a acurácia das estimativas genéticas, permitindo decisões mais assertivas sobre quais animais devem ser multiplicados e quais devem ser destinados ao descarte, acelerando o ganho genético do rebanho.

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Tecnologia reprodutiva acelera ganhos sem romper manejo tradicional

Além da genômica, o sistema produtivo utiliza IATF e FIV para concentrar nascimentos e ampliar a disseminação de genética superior. A estratégia permite antecipar a estação de parto para os meses de agosto a outubro, facilitando o manejo dos bezerros antes do período de cheia.

De acordo com o produtor Francis Maris Cruz, a pecuária no Pantanal exige adaptação constante às condições naturais, em vez de confronto com o ambiente.

Ele destaca que a atividade é estruturada para conviver com o regime de águas da região, respeitando os períodos de cheia e seca e ajustando o manejo conforme a dinâmica do território.

Manejo estratégico reduz impactos da cheia no desenvolvimento dos animais

No sistema adotado, os bezerros são desmamados precocemente entre janeiro e fevereiro, antes da intensificação do período de cheias. Após essa fase, os animais jovens são transferidos para áreas mais altas ou outras propriedades da operação, garantindo melhores condições de desenvolvimento.

As fêmeas seguem etapas de reprodução e desenvolvimento em fazendas fora da área mais afetada pelas cheias, enquanto os machos são direcionados a sistemas específicos de recria e terminação.

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Essa estratégia permite manter a produtividade mesmo em um ambiente de alta complexidade climática e logística, característica do bioma pantaneiro.

Seleção genética prioriza rusticidade e adaptação ao ambiente

O programa de melhoramento também prioriza características como rusticidade, fertilidade e capacidade de adaptação às condições adversas do Pantanal. O uso de sêmen de touros geneticamente superiores e reprodutores selecionados em centrais de inseminação faz parte da estratégia para elevar o padrão do rebanho.

A combinação entre biotecnologias reprodutivas e manejo tradicional reforça a busca por animais mais eficientes e adaptados às condições locais, sem perder a identidade da pecuária regional.

Tecnologia e tradição caminham juntas na pecuária pantaneira

Ao integrar genômica, IATF, FIV e manejo adaptado ao ciclo das águas, o Nelore Cometa demonstra como a pecuária no Pantanal pode evoluir tecnologicamente sem abandonar suas bases tradicionais.

O modelo adotado mostra que o avanço genético pode ocorrer em sintonia com o ambiente, respeitando o regime natural das cheias e secas e fortalecendo a produção em um dos ecossistemas mais exigentes da pecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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