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Avanço do biodiesel transforma óleo de soja em protagonista na indústria de esmagamento

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O mercado de soja registrou nesta semana uma mudança histórica na composição de lucros da indústria de esmagamento no Brasil. Pela primeira vez, a participação do óleo praticamente se igualou à do farelo, reflexo direto da demanda crescente do setor de biocombustíveis.

Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a fatia do óleo na margem das indústrias atingiu 49% no dia 11 de setembro, contra 51% do farelo. Em 2024, o cenário era bem diferente: o farelo respondia por 62,2% da margem e o óleo por apenas 37,8%.

O avanço se explica pelo aumento da mistura obrigatória de biodiesel no diesel fóssil, que passou a 15% em agosto. No Brasil, cerca de 80% do biodiesel é produzido a partir de óleo de soja, o que impulsionou a procura das usinas e elevou a competição com as indústrias alimentícias.

Essa disputa favoreceu a valorização do óleo, que subiu 3,4% entre 4 e 11 de setembro e alcançou R$ 7.531,65 por tonelada, o maior preço nominal desde novembro de 2024. Já o farelo também se manteve firme, com alta semanal de 0,6% nas principais regiões acompanhadas.

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O movimento se refletiu na chamada crush margin — indicador que mede o retorno financeiro em relação ao custo da soja em grão. Entre 4 e 11 de setembro, a margem aumentou 8,3%, atingindo R$ 495,70 por tonelada. A taxa de retorno subiu de 22,1% para 23,9% no mesmo período.

A tendência é sustentada não apenas pelo biodiesel, mas também por um consumo interno robusto e exportações crescentes tanto de óleo quanto de farelo. Projeções oficiais indicam que a demanda seguirá firme, consolidando a soja como um dos pilares do agronegócio brasileiro e reforçando o papel do país como grande fornecedor mundial de derivados.

Fonte: Pensar Agro

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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