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Sessão celebra atuação de representações de Santa Catarina em Brasília

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O Senado celebrou em sessão especial nesta segunda-feira (15) os 50 anos da Secretaria de Articulação Nacional de Santa Catarina (SAN) e os 30 anos da Procuradoria Especial do estado em Brasília. Os participantes destacaram a atuação das duas entidades junto ao Judiciário, ao Legislativo e a órgãos federais, na promoção do diálogo político e da diplomacia federativa com o objetivo de promover Santa Catarina, estimulando seu desenvolvimento econômico e social. A sessão foi requerida (RQS 178/2025) pelo senador Esperidião Amin (PP-SC). 

— Estes 50 anos da representação de Santa Catarina, independentemente da sua forma jurídica, não resumem nem contêm tudo o que se pode dizer a respeito do esforço do estado de fazer-se presente na capital federal, Brasília. Na verdade, todos esses esforços tiveram vários personagens — disse o senador, apontando a competência do corpo técnico das entidades. 

A senadora Ivete da Silveira (MDB-SC) disse que a SAN tem sido uma ponte essencial entre os interesses do estado e o governo federal. Segundo ela, com a liderança da secretária, Vânia Franco, a secretaria vem atuando com competência para garantir que Santa Catarina esteja presente nas decisões mais importantes. 

— É ali que os projetos ganham força, que as pautas se organizam, que os prefeitos encontram acolhimento e orientação, que os parlamentares recebem suporte técnico para as suas emendas e que Santa Catarina marca presença com unidade e protagonismo — disse a senadora. 

Na opinião do senador Jorge Seif (PL-SC), as duas entidades têm sido a linha de frente do estado.

— Essas instituições representam, ao mesmo tempo, estratégia e humanidade, ajudam na atração de recursos e investimentos, protegem setores como pesca, agronegócio e serviços e também acolhem cidadãos que precisam de amparo e saúde na capital federal — declarou.

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Segundo a secretaria da SAN, Vânia Franco, a instituição tem compromisso com o desenvolvimento do estado e com defesa dos interesses catarinenses junto aos demais órgãos federais e entes da federação. Ela ressaltou a parceria com instituições como a Fecomércio e com os gabinetes parlamentares. 

— Nada disso seria possível sem os servidores da SAN, que são dedicados e mantêm a missão de representação. São técnicos competentes, gestores comprometidos com as boas práticas. 

Vitórias no Judiciário

A atuação “profissional e ágil” das duas representações em Brasília, segundo o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), possibilita à máquina estadual trabalhar de forma eficiente. De acordo com ele, essa articulação e acompanhamento, tem feito com que Santa Catarina obtenha vitórias importantes no âmbito judicial, como foi na questão liminar na ADI 7.811, junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), suspendendo os processos que questionavam a lei ambiental de Santa Catarina sobre os campos de altitude e sobre o direito do estado de receber royalties pela exploração de petróleo e gás na camada pré-sal da Bacia de Santos.

— Conseguimos agora que os estados do Paraná e de São Paulo nos pagassem aquilo que era de direito. Só foi pelo trabalho competente de cada um dos senhores que nós conseguimos ter sucesso nessa empreitada.

Parcerias 

O presidente da Fecomércio de Santa Catarina, Hélio Dagnoni, aplaudiu o fortalecimento da Secretaria de Articulação Nacional para impulsionar projetos para ampliar a capacidade portuária, a infraestrutura logística e o turismo estado. 

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— Mais do que uma casa, ela é um lar do catarinense, pois é acolhedora, portadora dos nossos interesses e sensível às causas do setor produtivo catarinense — afirmou Dagnoni. 

Nabil Adghoghi, embaixador do Marrocos no Brasil, reforçou a relevância da representação catarinense em Brasília para o fortalecimento das parcerias internacionais. Ele classificou a relação com o estado fundamental para o avanço dos acordos bilaterais assumidos com o Brasil, destacando que há amplo espaço para a diversificação e o fortalecimento de trocas manufatureiras de alto valor agregado com Santa Catarina. Segundo ele, o estado “oferece extraordinário potencial de cooperação”, seja na agricultura e no desenvolvimento de tecnologias para o setor, na indústria farmacêutica, no turismo e na logística portuária e marítima, ao citar os portos de Itajaí e de São Francisco do Sul, que estão entre os maiores e mais movimentados do país. 

A homenagem contou com a vice-governadora de Santa Catarina, Marilisa Boehm; e as secretárias de Governo, Danieli Pinheiro, e de Educação, Luciane Ceretta. Além do vice-presidente representante da OAB de Santa Catarina, Rafael Horn, e membros do corpo diplomático de vários países, como China, Catar e do Reino do Bahrein. 

O Hino Nacional e o de Santa Catarina, tocados durante a celebração, foram interpretados pela cantora Bia Barros, acompanhada pela Camerata Florianópolis. Eles encerraram a homenagem com a música Linda e Bela Santa Catarina, de Ivonir Machado. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Debatedores criticam aumento de exigências a instituições para idosos

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Debatedores alertaram nesta quinta-feira (25) para possíveis impactos negativos de projeto aumenta as exigências para o funcionamento de instituições de longa permanência para pessoas idosas (ILPIs). Para eles, a proposta amplia as responsabilidades das entidades e com isso pode comprometer o atendimento e até levar ao fechamento de unidades de longa permanência. Os participantes da audiência pública da Comissão de Direitos Humanos (CDH) criticaram o PL 411/2024, que determina o oferecimento, por essas instituições, de melhores condições de habitabilidade, higiene, salubridade, segurança e acessibilidade, além de permitir que comprem equipamentos e medicamentos para promover a saúde e a qualidade de vida de seus residentes. 

O debate foi requerido pela presidente da CDH, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), relatora do PL 411/2024, de autoria do deputado federal Pepe Vargas (PT-RS). Segundo ela, o objetivo foi reunir subsídios para aperfeiçoar o texto, que altera o Estatuto da Pessoa Idosa para tratar das ILPIs. A audiência ocorreu durante a Campanha Junho Violeta, dedicada à conscientização sobre a violência contra a pessoa idosa.

Damares classificou o tema como um dos principais desafios sociais das próximas décadas, diante do envelhecimento da população brasileira. Ela salientou que o país passa de 32 milhões de pessoas com mais de 60 anos, tendo cerca de 6,2 mil de instituições de longa permanência e aproximadamente 160 mil idosos acolhidos. Segundo a senadora, cerca de 65% dessas instituições têm natureza filantrópica e apenas 6,5% são mantidas diretamente pelo poder público.

— Por trás desses números, existem histórias humanas que não podem ser ignoradas. Existem famílias que enfrentam enormes dificuldades para cuidar de idosos com elevado grau de dependência. Existem instituições filantrópicas que realizam um trabalho admirável, mas convivem diariamente com desafios financeiros e operacionais. E existem também idosos em situação de abandono ou fragilidade de vínculos familiares — afirmou.

Saúde e assistência social

A relatora disse que vê avanços na proposta, mas há pontos que exigem debate, especialmente sobre o financiamento ILPIs, a integração entre assistência social e saúde e o papel do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Sistema Único de Assistência Social (Suas) na política nacional de cuidados de longa duração.

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Segundo Damares, muitas instituições acolhem idosos com doenças crônicas e necessidades de atendimento de saúde, como uso de oxigênio, medicamentos e acompanhamento de enfermagem. Por isso, ela considera importante discutir a possibilidade de que essas entidades possam atuar simultaneamente nas áreas de assistência social e saúde, recebendo recursos de ambos os setores quando necessário.

— O que não estamos achando humano e justo é idosos morando em hospitais. Hospital não é casa. É isso que esse projeto propõe, e é uma discussão delicada — afirmou.

‘Modelo híbrido’

O presidente da Federação de Instituições de Longa Permanência para Pessoa Idosa do Brasil (FedILPIs), Sérgio Soares de Oliveira, afirmou que o modelo híbrido entre assistência social e saúde já existe no país por meio das casas de repouso, que são regulamentadas e fiscalizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Segundo ele, a principal diferença é que as ILPIs têm caráter residencial, enquanto as casas de repouso oferecem atendimento de saúde permanente, com estrutura específica e equipes multiprofissionais. Para Oliveira, o debate sobre a integração dos serviços não representa uma inovação, mas exige a ampliação do financiamento público para estruturas já existentes.

— O nosso país já tem essa separação. Basta ter força de vontade. Para quê? Para colocar dinheiro onde já é misto. Nós precisamos colocar dinheiro dentro das casas de repouso — afirmou.

Atribuições

Janaina Zambusi Nogueira Bastos, representante da Casa de Repouso da Janaina, argumentou que o projeto atribui às instituições responsabilidades que hoje pertencem ao sistema público de saúde e pode gerar dificuldades para a manutenção dos serviços prestados.

— A saúde é um dever do Estado. A assistência social tem sua própria função. A família também tem responsabilidades legais. A ILPI acolhe, organiza, cuida, protege e dá suporte diário. Mas ela não pode assumir sozinha obrigações que pertencem ao sistema público de saúde — afirmou.

Para o ex-secretário Nacional da Pessoa Idosa, Antônio Costa, o projeto é inconstitucional, porque transfere para as ILPIs atribuições que cabem ao Estado e não apresenta a origem dos recursos necessários para cumprir as novas exigências.

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— Se queremos apresentar uma solução, primeiramente, temos que definir qual é o papel do Suas, qual é o papel do SUS e o que queremos com as nossas instituições, porque se passar dessa forma é um desastre — disse.

Cuidado integrado

Representante do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Daniella Cristina Jinkings Santana defendeu um modelo de cuidado integrado, mas sem que se amplie responsabilidades sem financiamento correspondente.

— A gente não pode jogar na ILPI os cuidados para todas as situações de saúde, porque inviabiliza a oferta — declarou a representante do governo.

Daniella Santana também defendeu maior atenção ao financiamento da assistência social e mencionou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 7/2026, que trata da vinculação de recursos para a área.

Revisão do projeto

Kenio Costa de Lima, representante do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, disse ser preciso ter cautela na elaboração de políticas públicas para a população idosa. Ele defendeu a revisão do projeto e a qualificação do cuidado.

— A gente tem que entender que as pessoas que estão vivendo em instituições de longa permanência são sujeitas de direito. [E] não é qualquer coisa que eu faça para as pessoas idosas que é o adequado — sublinhou.

Instalações

Os participantes da audiência pública também questionaram dispositivos do projeto relacionados à obrigatoriedade de contratação de profissional de Libras, à instalação de câmeras sem previsão de recursos para custeio e à revogação de regras sobre a permanência de pessoas que necessitam de assistência médica ou de enfermagem permanente em instituições de caráter social.

Ao final da audiência, Damares afirmou que poderá apresentar uma versão alternativa ao texto aprovado pela Câmara dos Deputados, incorporando contribuições recebidas durante o debate.

Também participaram da audiência Olivia Lucena de Medeiros, representante do Ministério da Saúde; Valdir Aparecido Alves, representante da Sociedade São Vicente de Paulo (SSVP); e Marco Lima, advogado e presidente da Comissão de Defesa da OAB-DF.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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