BRASIL
Empresas brasileiras premiadas por inclusão racial iniciam jornada de internacionalização
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Iniciativa inédita aproxima diversidade e comércio exterior e apoia expansão de negócios liderados por pessoas negras
Na última sexta-feira (12/09), a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) deu início à Jornada de Capacitação para Internacionalização das 19 empresas vencedoras da categoria Jornada Global, do 1º Prêmio de Inclusão e Diversidade Racial no Comércio Exterior. A ação marca um passo inédito: unir inclusão racial e internacionalização de negócios.
O prêmio integra o programa Raízes Comex, promovido pelo MDIC e pela ApexBrasil, em parceria com o Ministério da Igualdade Racial (MIR). O objetivo é ampliar a presença de profissionais negros em cargos de liderança, apoiar empresas lideradas por pessoas negras na expansão global e difundir boas práticas de diversidade e equidade no setor.
Voltada a empresas que ainda não exportam ou estão no início da internacionalização, a Jornada Global oferecerá, nos próximos meses, encontros coletivos com especialistas, mentorias individuais em propriedade intelectual, treinamento para pitch, consultoria em negócios personalizada do Banco do Brasil e oportunidades de networking.
Para o coordenador-geral de Promoção de Exportações e Assuntos Internacionais da Secex, Lázaro Coelho de Deus Lima, a iniciativa representa um marco histórico no comércio exterior. “A ação tem o potencial de gerar efeitos duradouros e promover mudanças profundas, ao responder à lacuna histórica de representatividade negra em posições de liderança”, afirmou o coordenador-geral.
A chefe da Assessoria de Participação Social e Diversidade do MDIC, Lázara Cristina do Nascimento de Carvalho, destacou a importância de dados e estatísticas que evidenciem a baixa participação de pessoas negras no setor, como base para políticas públicas de inclusão.
Já a gerente de Competitividade da ApexBrasil, Clarissa Alves, ressaltou que a diversidade é fator estratégico para aumentar a competitividade nacional, fortalecer a equidade racial, promover justiça social e enriquecer o tecido de inovação e representatividade do país.
A abertura contou ainda com a presença de Tamiles Alves, da Diretoria de Políticas de Ações Afirmativas do MIR; José Renato Carvalho Gomes, chefe do Escritório de Difusão Regional Sudeste do INPI; e Alexandre Winicius da Costa Machado, gerente-executivo do Banco do Brasil.
Com o Prêmio e a Jornada de Capacitação, o comércio exterior brasileiro inaugura uma nova fase: a diversidade, a inclusão racial e a internacionalização passam a caminhar juntas para ampliar a projeção global do Brasil.
Raízes Comex
O programa do MDIC nasceu a partir de um estudo da Secex que revelou a baixa representatividade racial no comércio exterior, especialmente em cargos de liderança. A iniciativa busca ampliar a presença de pessoas negras no setor por meio de capacitação, promoção comercial, incentivo à inclusão nas empresas e valorização de negócios liderados por empreendedores negros, em alinhamento com a Política Nacional da Cultura Exportadora.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
BRASIL
Wellington Lima destaca proteção a jornalistas e defensores de direitos humanos em homenagem a Dom Phillips e Bruno Pereira
Mais do que uma premiação, o concurso buscou preservar a memória do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, assassinados em junho de 2022 durante uma expedição no Vale do Javari, no Amazonas (AM). Reconhecidos pela atuação em defesa dos povos indígenas, da proteção ambiental e da liberdade de informação, os dois se tornaram símbolos da luta pelos direitos humanos e da necessidade de garantir segurança a jornalistas, comunicadores e defensores socioambientais.
Promovido pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), com apoio da Secretaria de Comunicação Social (Secom), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o concurso integra o Plano de Ação brasileiro para o cumprimento das medidas cautelares determinadas pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) após o assassinato de Phillips e Pereira. O concurso contou ainda com apoio do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Durante a cerimônia, Wellington Lima ressaltou a importância de preservar a memória dos jornalistas e destacou os avanços promovidos pelo Estado brasileiro para fortalecer a proteção de jornalistas, comunicadores e defensores de direitos humanos.
“Estamos aqui também para exercer o dever de memória. Bruno e Dom não devem ser lembrados apenas pela tragédia que os vitimou, mas pelo legado que construíram e pelas transformações que ainda inspiram o Brasil”, afirmou o ministro.
Segundo Wellington Lima, a atuação conjunta entre Governo e sociedade civil tem sido fundamental para a construção de respostas concretas às demandas relacionadas à proteção de direitos humanos e à liberdade de imprensa. Ele destacou a criação do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, espaço permanente de articulação que contribuiu para a elaboração do Protocolo Nacional de Investigação de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores Sociais.
Ao encerrar sua participação, o ministro reforçou a importância da responsabilização dos autores de crimes cometidos contra defensores de direitos humanos e profissionais da comunicação.
“Temos confiança de que as investigações e os processos judiciais desses casos devem seguir seu curso com a seriedade, a atenção e o rigor que essas situações exigem”, declarou.
Premiação reconhece iniciativas em defesa dos direitos humanos e do meio ambiente
Lançado em março deste ano, o Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação recebeu 912 inscrições de todas as regiões do País. O concurso contemplou seis categorias: Reportagem em Texto, Fotojornalismo e Artes Visuais, Reportagem Audiovisual, Comunicação Indígena, Comunicação de Comunidades Tradicionais e Educação Midiática. Ao todo, foram distribuídos R$ 300 mil em premiações.
Em cada uma das seis categorias, foram premiadas três iniciativas. Os vencedores do primeiro lugar receberam R$ 30 mil, enquanto os segundos e terceiros colocados foram contemplados com R$ 15 mil e R$ 5 mil, respectivamente. A premiação buscou valorizar produções comprometidas com a promoção dos direitos humanos, a proteção ambiental, a defesa dos povos indígenas e o fortalecimento da comunicação de interesse público.
Também participaram da solenidade o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira; o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena; o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco; o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira; o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho; a ministra interina dos Direitos Humanos e da Cidadania, Caroline Dias dos Reis; o secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Carlos Márcio Bicalho Cozendey; a diretora e representante da Unesco no Brasil, Marlova Noleto; o vice-presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, José Luis Caballero Ochoa; o encarregado de Negócios da Embaixada do Reino Unido, Tony Kay; o adjunto do advogado-geral da União, Júnior Divino Fideles; e o representante das organizações peticionárias, Eliésio Marubo.
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