AGRONEGOCIOS
Mapa debate projeto Profert na Fiesp para reduzir dependência de fertilizantes importados
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Representantes do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) se reuniram na manhã desta segunda-feira (15), na Fiesp, em São Paulo, para discutir o Projeto de Lei 699/2023, conhecido como Profert, que prevê incentivos para fortalecer a produção nacional de fertilizantes e reduzir a dependência externa do Brasil. O encontro contou com a participação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Legislativo, da academia e do setor produtivo.
Segundo os participantes, há alinhamento político e técnico para a aprovação da medida, que também prevê incentivos para o desenvolvimento de bioinsumos.
Redução da dependência externa é prioridade estratégica
O secretário nacional de Política Agrícola do Mapa, Guilherme Campos, representando o ministro Carlos Fávaro, destacou a relevância do tema: “O assunto é estratégico para o país, pois visa reduzir vulnerabilidades e controlar riscos ligados à segurança alimentar”.
Atualmente, o Brasil importa 85% dos fertilizantes utilizados no agronegócio. Com o Plano Nacional de Fertilizantes, instituído pelo Decreto 11.518/2023, a meta é reduzir essa dependência para 50% até 2050. Campos observou ainda que os fertilizantes importados são isentos de impostos, enquanto os nacionais enfrentam tarifas que encarecem a produção, especialmente sobre o gás natural.
Profert: benefícios fiscais e financeiros para o setor
O senador Laércio Oliveira, autor do projeto, reforçou que a iniciativa visa garantir a soberania nacional e a segurança alimentar. Entre os principais pontos do Profert estão:
- Desoneração ampla de tributos sobre bens e serviços adquiridos no Brasil e no exterior;
- Isenção de impostos sobre gás natural utilizado na produção;
- Crédito presumido de PIS/Cofins de 9,25% sobre insumos;
- Financiamento via debêntures incentivadas, com isenção de Imposto de Renda para pessoa física que investir.
Oportunidades de crescimento para fertilizantes e bioinsumos
O assessor da Secretaria-Executiva do Mapa, José Carlos Polidoro, destacou que o mercado brasileiro de fertilizantes está em expansão e pode atingir US$ 240 bilhões até 2030, sendo US$ 82 bilhões voltados para soluções verdes e tecnológicas. Ele ressaltou que 60% dos produtores familiares nunca utilizaram fertilizantes, e que programas como o Caminho Verde Brasil e agendas climáticas reforçam a importância do setor.
O diretor executivo da Associação Nacional para a Difusão de Adubos (Anda), Ricardo Tortorella, afirmou que uma política pública robusta poderia dobrar a capacidade agrícola nacional, reduzindo a dependência externa e estimulando ciência e tecnologia.
Além disso, o debate incluiu bioinsumos, considerados soluções sustentáveis que aumentam a eficiência produtiva e recuperam a fertilidade do solo. O professor Átila Francisco Mogor, da UFPR, e a pesquisadora Cristhiane Oliveira Amâncio, da Embrapa Agrobiologia, destacaram os impactos socioeconômicos positivos, incluindo geração de empregos, renda, desenvolvimento regional e estímulo à bioeconomia.
Apoio político e mobilização pela aprovação
Ao final do encontro, os participantes reforçaram a intenção de promover uma campanha pela aprovação do Profert no Congresso Nacional e pela sanção presidencial. Estiveram presentes também os deputados Arnaldo Jardim (federal) e Itamar Borges (estadual).
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Alta de insumos, frete e diesel com guerra aperta margem e preocupa safra 2026/27
Isan Rezende
“O produtor rural brasileiro define agora, entre maio e agosto, o custo da safra 2026/27 — cujo plantio começa a partir de setembro no Centro-Oeste — com uma conta mais pesada e fora do seu controle. A ureia subiu mais de US$ 50 por tonelada, o diesel segue pressionado e o frete internacional acumula altas de até 20%. Isso aumenta o custo por hectare e exige mais dinheiro para plantar”. A avaliação é de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA), ao analisar os efeitos da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã sobre o agronegócio brasileiro.
Segundo ele, o encarecimento não começou agora, mas se intensificou nas últimas semanas e pesa diretamente nas decisões do produtor. Em lavouras de soja e milho, o aumento dos insumos pode elevar o custo total entre 8% e 15%, dependendo do nível de investimento. “O produtor já vinha apertado. Agora, o custo sobe de novo e o preço de venda continua incerto”, afirma.
O avanço dos custos está ligado à tensão no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz levou o petróleo a superar US$ 111 o barril, mantendo o diesel em alta. Ao mesmo tempo, fertilizantes nitrogenados, que o Brasil importa em grande volume, ficaram mais caros e instáveis.
Além do custo, há risco de perda de mercado. “O Irã comprou cerca de 9 milhões de toneladas de milho brasileiro em 2025. Se esse volume diminui, sobra produto aqui dentro e o preço cai”, diz Rezende.
Na logística, o impacto já aparece nos números. O frete marítimo para a Ásia subiu entre 10% e 20%, com aumento do seguro e cobrança de prêmio de risco. Na prática, isso reduz o valor pago ao produtor. “Quando o custo de levar o produto sobe, alguém paga essa conta — e parte dela volta para quem está produzindo”, afirma.
O efeito mais forte deve aparecer nos próximos meses, quando o produtor for comprar fertilizantes e fechar custos da nova safra. Se os preços continuarem elevados, será necessário mais capital para plantar a mesma área.
Para Rezende, há medidas que podem reduzir esse impacto. “O governo pode ampliar o crédito rural com juros menores, reforçar o seguro rural e alongar dívidas em regiões mais pressionadas. Um aumento de alguns bilhões na equalização de juros já ajudaria a reduzir o custo financeiro da safra”, afirma.
Ele também aponta que o Brasil começa a dar passos para diminuir a dependência externa de insumos, mas ainda de forma insuficiente. “A retomada da produção de nitrogenados com a reativação da unidade de Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Araucária, no Paraná, ajuda, mas ainda não resolve o problema. O país continua dependente do mercado internacional, especialmente do Oriente Médio. Sem ampliar essa capacidade e melhorar a logística, o produtor segue exposto a choques externos”, conclui.
Fonte: Pensar Agro
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