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Valor da Produção Agropecuária de Minas Gerais deve bater recorde em 2025
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O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária de Minas Gerais deve alcançar R$ 168,3 bilhões em 2025, representando crescimento de 14,3% em relação ao ano anterior. O indicador, calculado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, com base em dados do IBGE, Conab e Cepea/USP, estima a geração de renda no meio rural e reflete o desempenho positivo tanto das lavouras quanto da pecuária no estado.
Lavouras impulsionam crescimento
O segmento das lavouras lidera o desempenho, com VBP estimado em R$ 113,5 bilhões, alta de 17,8% no ano. Sozinho, representa 67% do faturamento agropecuário mineiro.
O café é destaque, com valorização de 48,5% e VBP estimado em R$ 59,1 bilhões. “A alta no rendimento de algumas culturas tem sido determinante para esse resultado”, explica Amanda Bianchi, assessora técnica da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).
A soja ocupa o segundo lugar no segmento, com VBP estimado em R$ 18,4 bilhões, crescimento de 9,9%. “Os preços da soja subiram no mercado doméstico em agosto, refletindo a disputa entre indústrias esmagadoras brasileiras e a demanda internacional, especialmente da China”, detalha Bianchi.
Outras culturas também apresentam alta: milho (20,2%), tomate (18,2%), algodão (15,8%), trigo (14,3%), amendoim (8,2%) e uva (1,3%). Juntas com o café, essas lavouras representam 79% do faturamento total do setor agrícola.
Pecuária mantém desempenho positivo
O VBP da pecuária mineira deve alcançar R$ 54,8 bilhões, com crescimento de 7,8%. O leite lidera o setor, com faturamento estimado em R$ 18,4 bilhões, alta de 3,5%.
O desempenho do segmento também é impulsionado pelas carnes bovina, de frango e suína, com VBP projetado em R$ 17,9 bilhões (+13,2%), R$ 8,2 bilhões (+3,5%) e R$ 7,4 bilhões (+6,1%), respectivamente. Os ovos apresentam crescimento expressivo de 24,6%, com faturamento estimado de R$ 2,9 bilhões.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Ministro André de Paula encerra missão à China com avanços no diálogo agropecuário e cooperação bilateral
Encerrando a missão do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) à China, o ministro André de Paula e a delegação brasileira participaram de reuniões com o Ministério do Comércio da China (MOFCOM) e com o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China (MARA). Os encontros ocorreram em Pequim, nesta quarta-feira (20).
Em visita ao Ministério do Comércio da China (MOFCOM), o ministro André de Paula reuniu-se com o vice-ministro chinês Jiang Chenghua e destacou o simbolismo da viagem. “Escolhi a República Popular da China como destino da minha primeira viagem internacional. Esta escolha traduz o reconhecimento da importância da China como principal parceiro comercial do agronegócio brasileiro e interlocutor estratégico para o futuro da nossa agropecuária”, afirmou.
O vice-ministro Jiang Chenghua ressaltou a importância das relações comerciais e da cooperação técnica entre os dois países. “O Brasil é o nosso principal fornecedor de carne, soja, algodão, açúcar e frango. No campo dos investimentos, empresas chinesas têm atuado no Brasil em infraestrutura, melhoramento de sementes e cooperação em tecnologia agrícola. Nos últimos dois anos, observamos crescente participação de empresas chinesas em feiras e exposições do setor agrícola brasileiro”, declarou.
Durante a reunião, os representantes discutiram temas relacionados ao comércio agropecuário, cooperação técnica e fortalecimento da parceria bilateral.
Na sede do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China (MARA), o ministro André de Paula reuniu-se com o ministro chinês Zhang Zhu, ocasião em que destacou que as relações entre Brasil e China são resultado de uma trajetória diplomática consolidada ao longo de mais de cinco décadas.
“As relações entre o Brasil e a China são fruto de uma trajetória diplomática consolidada ao longo de mais de cinco décadas. Desde o estabelecimento de nossas relações, em 1974, construímos juntos uma parceria que evoluiu. Mais recentemente, sob a liderança dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Xi Jinping, alcançamos um novo patamar de cooperação e confiança mútua”, destacou o ministro André de Paula.
O ministro Zhang Zhu ressaltou a relevância da recente visita do presidente Lula à China e destacou a importância do aprofundamento da cooperação bilateral em áreas como infraestrutura, agricultura, inovação e energia. “Sua visita à China logo após assumir o cargo de ministro da Agricultura demonstra a atenção dedicada à cooperação agrícola sino-brasileira. Desejo unir esforços para ampliar nossa cooperação e gerar benefícios concretos aos nossos setores produtivos”, disse.
Durante a reunião, os representantes brasileiros reiteraram a importância da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), um dos principais mecanismos de coordenação política e diálogo estratégico entre os governos do Brasil e da China.
A parte brasileira também apresentou os principais programas desenvolvidos pelo Mapa voltados à promoção de uma agropecuária sustentável, inovadora e de baixa emissão de carbono. Entre as iniciativas destacadas estiveram o Plano ABC+, política nacional de incentivo à adoção de tecnologias sustentáveis no campo; o Programa Nacional de Bioinsumos, voltado à ampliação do uso de insumos biológicos na produção agropecuária; e as ações de pesquisa, inovação e transferência de tecnologia conduzidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Os representantes brasileiros ressaltaram ainda o interesse em ampliar o intercâmbio científico e a cooperação técnica bilateral, especialmente em áreas relacionadas à biotecnologia, segurança alimentar, sustentabilidade e modernização agrícola, reforçando a disposição do Brasil em aprofundar parcerias estratégicas com a China.
As agendas realizadas em Pequim consolidaram o diálogo técnico e institucional entre os dois países e reforçaram a importância da parceria sino-brasileira para o comércio agropecuário, a segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável. A missão reafirmou o compromisso do Brasil com o fortalecimento da cooperação bilateral em temas estratégicos para a agropecuária.
Integraram a delegação brasileira o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua; o secretário adjunto de Defesa Agropecuária, Alan Alvarenga; o diretor do Departamento de Negociações Não Tarifárias e de Sustentabilidade, Marcel Moreira; a chefe de gabinete do ministro, Adriana Vilela Toledo; a assessora especial de Comunicação Social, Carla Madeira; a assessora especial Sibelle Andrade; e os adidos agrícolas na China, Leandro Feijó e Jean Felipe Gouhie.
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