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Açúcar sobe nas bolsas internacionais com forte demanda do Paquistão
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Paquistão aumenta importações para conter inflação
O governo paquistanês anunciou a compra de 320 mil toneladas de açúcar com entrega prevista para o próximo mês. Ao todo, o país planeja importar cerca de 500 mil toneladas para controlar a pressão inflacionária sobre os preços domésticos. Para comparação, no ano passado, o país havia autorizado a exportação de 250 mil toneladas.
Bolsas internacionais registram valorização
- ICE Futures – Nova York:
- Contrato de açúcar bruto outubro/25: alta de 12 pontos, cotado a 15,76 centavos de dólar por libra-peso.
- Contrato de março/26: alta de 15 pontos, para 16,28 centavos de dólar por libra-peso.
- ICE Europe – Londres:
- Contrato de açúcar branco dezembro/25: valorização de US$ 4,20, atingindo US$ 462,90 por tonelada.
- Contrato de março/26: aumento de US$ 4,10, para US$ 455,50 por tonelada.
O movimento reflete a forte procura internacional e expectativas de preços mais altos para o açúcar nos próximos meses.
Açúcar cristal recua no mercado doméstico
Apesar da valorização internacional, o açúcar cristal registrou leve queda no mercado interno. Segundo o Indicador Cepea/Esalq (USP), a saca de 50 quilos foi negociada a R$ 118,44, representando recuo de 0,22%.
Etanol hidratado registra pequena queda
O etanol hidratado também apresentou retração, conforme o Indicador Diário Paulínia, com queda de 0,35%. O metro cúbico foi comercializado a R$ 2.830,00 nas usinas, refletindo ajustes nos preços internos do combustível.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mercado de arroz ganha sustentação com safra menor e oferta controlada, aponta Itaú BBA
O mercado brasileiro de arroz iniciou o segundo trimestre de 2026 em trajetória de recuperação, sustentado pela menor disponibilidade do cereal, avanço moderado da colheita e postura mais cautelosa dos produtores. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que aponta um cenário de preços mais firmes, porém sem espaço para disparadas expressivas no curto prazo.
Segundo o levantamento, o Indicador CEPEA/IRGA do Rio Grande do Sul registrou média de R$ 62,4 por saca de 50 kg em abril, alta de 6% frente ao mês anterior. O movimento prolonga a recuperação iniciada em fevereiro, após um longo período de pressão sobre as cotações.
Oferta limitada sustenta preços do arroz
Mesmo com o avanço da colheita da safra 2025/26, os preços permaneceram firmes devido à redução da oferta efetiva no mercado. O relatório destaca que muitos produtores seguem retraídos nas negociações, evitando comercializar grandes volumes diante das margens ainda consideradas apertadas.
A baixa liquidez marcou o mercado doméstico em abril. Enquanto produtores adotaram postura defensiva, a indústria operou com compras pontuais e cautelosas, limitando o ritmo dos negócios.
Nesse contexto, a paridade de exportação continua sendo a principal referência para a formação dos preços internos.
Exportações perdem ritmo com valorização do real
O relatório do Itaú BBA aponta que as exportações brasileiras de arroz perderam força ao longo de abril, impactadas pela valorização do real frente ao dólar.
Com o câmbio menos favorável, a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional diminui, reduzindo margens de exportação e limitando o escoamento do excedente da safra.
Os embarques seguiram concentrados em arroz quebrado destinado principalmente a países africanos, mas ainda sem capacidade de absorver integralmente o aumento da oferta gerado pelo avanço da colheita.
Safra menor reduz pressão sobre o mercado
Apesar da ampliação da disponibilidade no curto prazo, o Itaú BBA avalia que a safra brasileira de arroz será menor em comparação ao ciclo anterior.
A redução da área plantada e produtividades apenas regulares ajudam a conter uma pressão mais intensa de baixa sobre os preços. Ao mesmo tempo, o comportamento cauteloso dos produtores tende a distribuir melhor a oferta ao longo dos próximos meses.
Com isso, o mercado deve permanecer relativamente equilibrado, sustentando as cotações sem gerar movimentos explosivos de alta.
Mercado internacional segue confortável
No cenário externo, o arroz negociado na bolsa de Chicago apresentou leve valorização em abril, encerrando o período em US$ 11,15/cwt. Ainda assim, os preços permanecem cerca de 15% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.
As tensões geopolíticas no Oriente Médio trouxeram algum suporte às cotações internacionais, mas os fundamentos globais ainda apontam para um balanço confortável de oferta e demanda na safra 2025/26.
O relatório também destaca que a entrada de novas safras em grandes países exportadores e a maior presença dos Estados Unidos no mercado internacional devem ampliar a concorrência global nos próximos meses.
Mercado deve seguir estável nos próximos meses
A expectativa da Consultoria Agro do Itaú BBA é de um mercado mais estável ao longo do restante de 2026, com preços sustentados principalmente pela menor oferta brasileira e pela comercialização mais lenta por parte dos produtores.
Por outro lado, a demanda doméstica segue moderada, com a indústria atuando sem necessidade urgente de recomposição de estoques.
O desempenho das exportações continuará diretamente ligado ao comportamento do câmbio e à competitividade do arroz brasileiro diante da concorrência internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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