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Prazo de contribuições para consulta pública sobre o PNDBio termina em 4 de outubro
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A segunda fase da consulta pública do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio) será finalizada neste sábado (4). Essa é a principal ferramenta para planejar os rumos e definir as prioridades nacionais para os próximos 10 anos.
Elaborado pela Comissão Nacional de Bioeconomia (CNBio), a iniciativa visa transformar a biodiversidade em base para o desenvolvimento sustentável, aproveitando a biodiversidade brasileira, a matriz energética renovável, os conhecimentos tradicionais e a infraestrutura científica consolidada. A comissão é composta por 17 ministérios, incluindo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e 17 entidades da sociedade civil.
“Com o potencial do Brasil para o desenvolvimento da bioeconomia, podemos promover uma transformação ecológica de nossa economia e sociedade. Com isso, poderemos não somente conduzir o País para uma economia mais justa, inclusiva e sustentável como também que atue para a restauração e regeneração de áreas degradadas e o desenvolvimento de novos sistemas produtivos regenerativos, por exemplo”, destaca a secretária de Políticas e Programas Estratégicos (Seppe) e representante titular do MCTI junto à CNBio, Andrea Latgé.
O PNDBio é composto por sete missões, que abrangem desde produtos de saúde, como fitoterápicos e cosméticos, até soluções industriais avançadas, incluindo biocombustíveis e bioquímicos renováveis, passando pela produção sustentável e diversificada de biomassas e pelo fortalecimento da sociobioeconomia. Na consulta, serão abordadas as missões ligadas às biomassas e à biomanufatura industrial.
Entre as metas estão ampliar a participação de produtos fitoterápicos no mercado nacional, implementar biorrefinarias em cooperativas rurais, aumentar a produção de insumos químicos renováveis em parques industriais e diversificar espécies cultivadas tendo a biodiversidade nativa como ativo e fonte de recursos. “Com o plano, poderemos promover uma transformação ecológica de nossa economia e sociedade, gerando as condições para um novo ciclo de industrialização baseado em recursos biológicos e renováveis invés de recursos fósseis e finitos”, finaliza a secretária.
A ideia é que o PNDBio promova uma bioeconomia inclusiva, justa e sustentável e esteja de acordo com os Princípios de Alto Nível sobre Bioeconomia do G20, acordados em 2024 durante a Presidência Brasileira do G20. O plano estabelecerá metas e indicadores específicos para o período de 2025-2035, orientando investimentos e políticas públicas para consolidar a bioeconomia do País.
O documento compõe o Plano de Transformação Ecológica (PTE) do Governo do Brasil e dialoga com outras iniciativas estratégicas, como o Plano do Clima e a Nova Indústria Brasil (NIB).
Participe da consulta pública.
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Paralelo 60: série de TV mostra a atuação da ciência brasileira na Antártica e no Ártico
Como é fazer ciência nos lugares mais frios e remotos do planeta? A série documental Paralelo 60: a Ciência Brasileira nos Extremos do Planeta, que estreou na terça-feira (9), convida a sociedade a acompanhar pesquisadores brasileiros em expedições à Antártica e ao Ártico, revelando grandes descobertas, desafios e a importância dessas pesquisas para compreender as mudanças que afetam o mundo inteiro. O documentário está no ar na Rede Minas e também estará disponível na Minas Play.
Com 13 episódios de 26 minutos, a produção mostra os bastidores das pesquisas feitas por cientistas brasileiros nos polos e destaca como o conhecimento produzido nessas regiões contribui para ampliar a compreensão sobre mudança climática, biodiversidade, oceano, geologia, microbiologia e biotecnologia. A série também apresenta o cotidiano das expedições científicas, os desafios logísticos das missões e as histórias de pesquisadores que dedicam suas carreiras ao estudo dos ambientes extremos.
O documentário mostra a atuação integrada do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Marinha do Brasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de universidades e centros de pesquisa de diferentes regiões do País. Essa articulação é fundamental para garantir a continuidade das pesquisas e fortalecer a participação do Brasil em iniciativas internacionais voltadas à compreensão e preservação dos ecossistemas polares.
A série também registra um marco para a ciência nacional: a primeira expedição científica oficial brasileira ao Ártico, ocorrida em 2023, no arquipélago de Svalbard, na Noruega. A iniciativa ampliou a atuação brasileira nas pesquisas polares e reforçou a inserção do País em redes internacionais de cooperação científica para a compreensão das transformações ambientais globais.
Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a presença brasileira no Ártico amplia a capacidade científica do País e fortalece sua inserção internacional. “A expedição ao Ártico tem valor científico, ambiental e geopolítico. O conhecimento nos dá liberdade para compreender os fenômenos que nos cercam e tomar decisões mais conscientes”, afirmou.
Diretor do Departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro Pedron destaca que a expansão das pesquisas brasileiras para ambos os polos é resultado da experiência acumulada ao longo de décadas de atuação na Antártica. “Queremos que a pesquisa brasileira possa ajudar a compreender as mudanças que vêm ocorrendo nos polos, como o Ártico e a Antártica se conectam, e como isso pode afetar o Brasil.”, ressaltou.
O público pode acompanhar pesquisas conduzidas por cientistas de instituições de todo o País em áreas como microbiologia, botânica, oceanografia, geologia, saúde única e mudanças climáticas. Entre os destaques está o projeto MycoAntar, liderado pelo pesquisador Luiz Henrique Rosa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que investiga fungos e microrganismos polares com potencial de aplicação em setores como saúde, agricultura e indústria.
Com imagens inéditas da Antártica e do Ártico, a produção aproxima o público do universo da ciência polar e mostra como as descobertas nos extremos do planeta ajudam a compreender fenômenos que influenciam diretamente a vida no Brasil e no restante do mundo.
A produção é da Qu4rto Studio, com recursos do edital Olhar Independente, fruto de parceria entre a Rede Minas de Televisão e a Agência Nacional do Cinema (Ancine).
Ciência garante presença internacional
A pesquisa científica é um dos pilares da participação brasileira na Antártica. O País integra o grupo dos 29 membros consultivos do Sistema do Tratado da Antártica, acordo internacional que regula as atividades no continente e estabelece que as decisões sobre seu futuro sejam tomadas por consenso entre os países-membros.
Essa condição assegura ao Brasil voz e participação nas decisões sobre um continente estratégico para o futuro do planeta. Além de abrigar a maior reserva de água doce da Terra, a Antártica reúne recursos biológicos e naturais ainda pouco conhecidos, com potencial para gerar novos conhecimentos e aplicações em diferentes áreas da ciência.
Para o pesquisador responsável pelo projeto MycoAntar, Luiz Henrique Rosa, a produção também representa um registro importante da trajetória brasileira nas pesquisas polares. “Em mais de 20 anos de atuação na Antártica, este é um dos registros mais completos já produzidos sobre as pesquisas brasileiras na Antártica e no Ártico. É uma oportunidade de aproximar o público da ciência produzida nessas regiões e mostrar a importância de mantermos uma presença ativa nos polos”, destacou.

