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Rio Grande do Norte debate futuro do trabalho na etapa estadual da II Conferência Nacional
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Nesta quinta-feira (9), o Rio Grande do Norte (RN) sediará a etapa estadual da II Conferência Nacional do Trabalho (II CNT). O encontro reunirá representantes de trabalhadores, empregadores e do governo para debater os desafios do mundo do trabalho e formular propostas que serão levadas à etapa nacional, marcada para 4 de março de 2026, em São Paulo.
De acordo com o Diagnóstico da Situação do Trabalho Decente no Rio Grande do Norte (2025), a taxa de desocupação no estado é de 7,5%, superior à média nacional (5,8%). O estudo também revela que 39,5% da população ocupada ainda está na informalidade e que 8,4 mil crianças e adolescentes estão em situação de trabalho infantil. Além disso, apenas 22% dos trabalhadores e trabalhadoras domésticas têm carteira assinada, o que evidencia a vulnerabilidade dessa categoria.
A II CNT é um espaço tripartite, paritário e democrático, criado para construir coletivamente diretrizes que fortaleçam a promoção do trabalho decente no Brasil. Segundo o superintendente regional do Trabalho no Rio Grande do Norte, Cláudio Gabriel de Macedo Júnior, a etapa estadual representa uma oportunidade estratégica de alinhar as políticas públicas às necessidades locais.
“As discussões aqui realizadas serão fundamentais para que possamos avançar em soluções que promovam emprego decente, proteção social, igualdade de oportunidades e condições dignas de trabalho para toda a população potiguar. O diálogo entre trabalhadores, empregadores e governo é essencial para consolidar um desenvolvimento inclusivo e sustentável”, afirmou o superintendente.
Acesse aqui o Relatório da Situação do Trabalho Decente no Rio Grande do Norte.
Para saber mais sobre a II CNT, acesse o hotsite aqui.
Serviço
Etapa Rio Grande do Norte – II CNT
Data: 9 de outubro (quinta-feira)
Horário: 7h às 18h
Local: Sesc Rio Branco – Av. Rio Branco, 375, Cidade Alta – Natal
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MJSP e OEA fortalecem cooperação internacional contra o crime organizado
A reunião deu continuidade às ações do Ministério no âmbito do Programa Brasil Contra o Crime Organizado e destacou a importância da atuação conjunta entre países, organismos multilaterais e instituições parceiras para ampliar a capacidade de resposta dos Estados às organizações criminosas.
Participaram do encontro o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; a secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado; a secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula; o secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes; o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia; o secretário nacional do Consumidor, Ricardo Morishita; e o secretário-executivo do MJSP, Ademar Borges.
Durante a reunião, foram discutidos meios jurídicos e operacionais para ampliar a capacidade de enfrentamento às facções, com foco na asfixia financeira das organizações criminosas, no bloqueio e na recuperação de bens, além do rastreamento de armas e munições.
A secretária da Senad, Marta Machado, destacou a importância da articulação regional. “O Brasil está se movimentando e chama outros países para se unir nessa luta”, disse.
De acordo com Ivan Marques, da OEA, o enfrentamento ao crime organizado ultrapassa as fronteiras nacionais. “O jogo do combate ao crime organizado é transnacional. E o papel do Brasil é essencial”, afirmou.
Já a secretária da Senajus, Maria Rosa Loula, ressaltou a relevância da cooperação com a OEA para o enfrentamento do crime organizado em temas que exigem coordenação internacional, como a regulamentação e o combate ao uso ilícito de criptomoedas.
Como continuidade dessa agenda, um novo encontro será realizado com a participação de órgãos como a Interpol e o Banco Interamericano de Desenvolvimento, além do MJSP e da OEA, para aprofundar soluções integradas voltadas ao compartilhamento de inteligência, ao financiamento de ações estratégicas e ao fortalecimento da capacidade operacional.

- Tom Costa/MJSP

