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Produtores de laranja aguardam chuvas mais consistentes para garantir florada uniforme e boa produtividade

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Chuvas irregulares adiam florada dos pomares

Citricultores seguem apreensivos com o clima seco nas principais regiões produtoras de São Paulo. De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), a falta de chuvas tem atrasado o florescimento dos pomares, o que pode comprometer o desenvolvimento da próxima safra.

Até o momento, apenas alguns talhões de sequeiro e áreas com irrigação registraram abertura de flores, cenário considerado insuficiente para garantir uma florada uniforme e vigorosa.

Condições fisiológicas das plantas preocupam

O Cepea destaca que muitos produtores demonstram preocupação com as condições fisiológicas das plantas e com a qualidade das frutas destinadas ao mercado de mesa. O baixo índice de chuvas tem causado murchamento dos frutos, o que pode reduzir a atratividade comercial da laranja.

A expectativa, contudo, é de que o retorno das precipitações nos próximos dias traga algum alívio. As previsões indicam chuvas nas principais regiões citrícolas do cinturão paulista, o que deve favorecer o potencial produtivo dos pomares, mesmo que o desenvolvimento da safra ocorra com algum atraso em relação a anos anteriores.

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Preços da laranja registram leve alta

No mercado, os preços seguem firmes. Entre os dias 6 e 9 de outubro, a laranja pera destinada à indústria foi negociada a uma média de R$ 50,41 por caixa de 40,8 kg, alta de 0,73% frente à semana anterior. Os poucos contratos fechados continuam próximos de R$ 50 por caixa.

Já para o mercado de mesa, a laranja pera na árvore foi comercializada a R$ 60,53 por caixa de 40,8 kg, valorização de 1,02% em relação à semana anterior. Segundo o Cepea, a procura pelo fruto segue aquecida, sustentando a firmeza das cotações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil exporta menos café em volume, mas mantém faturamento com preços elevados

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O Brasil exportou 35,4 milhões de sacas de café de 60 kg entre julho de 2025 e maio de 2026, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume representa uma queda de 18% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando os embarques somaram 43 milhões de sacas.

Apesar da redução na quantidade exportada, o desempenho financeiro do setor se manteve praticamente estável. A receita acumulada atingiu US$ 13,6 bilhões, levemente abaixo dos US$ 13,7 bilhões registrados na temporada 2024/25. O resultado evidencia que a valorização do grão no mercado internacional compensou a menor disponibilidade do produto brasileiro.

Preços altos sustentam receita mesmo com queda nas exportações

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho do café brasileiro ao longo da safra 2025/26 foi impactado por uma combinação de fatores, especialmente a menor produção e os estoques internos historicamente reduzidos.

Com a oferta limitada, o café disponível foi sendo gradualmente comercializado ao longo do ciclo, o que reduziu significativamente os volumes remanescentes para negociação. Em paralelo, os preços elevados permitiram maior capitalização dos produtores, que não demonstraram necessidade de acelerar a venda dos estoques restantes.

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Esse cenário contribuiu para a queda nos embarques, mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade no mercado internacional.

Nova safra avança, mas impacto nas exportações será gradual

Segundo pesquisadores do Cepea, a colheita da safra 2026/27 começou a ganhar ritmo em maio, impulsionando o avanço das negociações no mercado interno. No entanto, o impacto desse novo ciclo ainda não aparece de forma significativa nos dados de exportação.

Isso ocorre porque o café recém-colhido precisa passar por etapas de preparo, secagem e beneficiamento antes de estar apto para embarques em maior escala. Dessa forma, o reflexo da nova safra sobre os volumes exportados deve ocorrer de maneira gradual ao longo dos próximos meses.

O Cepea avalia que parte desse movimento já pode ser percebida nos dados de junho, embora ainda de forma parcial, com tendência de aumento progressivo na oferta exportável conforme a safra avança.

Perspectivas para o setor cafeeiro brasileiro

O comportamento recente do mercado reforça o papel dos preços internacionais como principal fator de sustentação da receita do setor cafeeiro brasileiro em um cenário de menor oferta. Ao mesmo tempo, a transição para a nova safra tende a redefinir o equilíbrio entre volume e valor nas exportações nos próximos meses.

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Com a entrada gradual da produção 2026/27 no mercado, a expectativa é de recuperação parcial dos embarques, ainda que condicionada ao ritmo de beneficiamento e à dinâmica de demanda global pelo café brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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