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Irrigação surge como estratégia para minimizar impactos das queimadas nos canaviais
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A safra 2025/26 na região Centro-Sul do Brasil se aproxima do fim, com previsão de colheita concluída entre meados de outubro. Segundo o Especialista Agronômico Sênior da Netafim Brasil, Eng. Agrônomo Daniel B. Pedroso, e dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção deve atingir 620 milhões de toneladas, representando queda de 1,2% em relação à safra anterior.
A redução é atribuída principalmente à diminuição da produtividade, refletida em índices menores de Tonelada de Cana por Hectare (TCH) e Açúcares Totais Recuperáveis (ATR), devido a fatores climáticos como seca e incêndios, que continuam sendo um desafio constante para o setor.
Incêndios nos canaviais afetam ciclos produtivos
Os incêndios, sejam acidentais ou criminosos, impactam não apenas a safra em curso, mas também a produtividade do ciclo seguinte. Após uma queimada, o produtor precisa decidir entre colher a cana imediatamente ou roçar o canavial para estimular o rebrote.
A dificuldade surge justamente em períodos de seca prolongada, quando o solo carece de água e nutrientes, essenciais para o desenvolvimento das plantas. Sem a irrigação adequada, o crescimento do canavial pode ser comprometido, reduzindo o rendimento na próxima colheita.
Irrigação: aliada no rebrote pós-queimada
Nesse contexto, o sistema de irrigação desempenha papel estratégico. Após a queimada e a roçagem, a irrigação fornece água e nutrientes, permitindo que o canavial se recupere e alcance produtividade próxima à de áreas não afetadas.
Exemplos práticos em uma unidade próxima a Ribeirão Preto (SP) mostraram que, após a roçagem de canaviais em julho, a ativação do sistema de irrigação garantiu produtividade em TCH semelhante à de áreas não roçadas, confirmando a eficácia da técnica.
Proteção do sistema de irrigação contra incêndios
Para que a irrigação seja eficiente mesmo diante de incêndios, é necessário planejamento prévio. No sistema de gotejamento subsuperficial, que é fixo no campo, apenas os componentes presentes nas áreas produtivas podem ser afetados pelo fogo.
- Válvulas podem ser protegidas com caixas de concreto ou anilhas.
- Tubos gotejadores, enterrados a 30–35 cm, ficam protegidos.
- Filtros e controladores são posicionados fora do campo de produção, garantindo segurança total.
Essa preparação permite que o sistema continue fornecendo água e nutrientes mesmo após queimadas, garantindo a recuperação do canavial.
Irrigação e fertirrigação como estratégia de produção
Mais do que suprir a falta de chuvas, a irrigação aliada à fertirrigação — injeção de nutrientes e insumos diretamente no solo — torna-se uma ferramenta estratégica. Ela protege o canavial, estimula o crescimento e contribui para a manutenção da produtividade, mesmo diante de condições climáticas adversas ou incêndios.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Pesca esportiva em debate em Foz do Iguaçu
Representantes do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participaram, na última sexta-feira (4), em Foz do Iguaçu (PR), do Simpósio Internacional de Pesca Esportiva, no International Fish Congress & Fish Expo Brasil. Reunindo pescadores esportivos, guias de pesca, representantes do poder público e entidades do setor, o evento abordou as principais demandas e oportunidades relacionadas à atividade.
A coordenadora-geral de Desenvolvimento da Pesca Industrial, Amadora e Esportiva do MPA, Lariessa Soares, participou como painelista e moderadora das duas mesas de debate, que trataram da relação entre a pesca esportiva, o turismo e a economia das regiões onde a atividade é realizada. O primeiro painel, “Pesca Esportiva como Vetor de Desenvolvimento Regional”, abordou como a atividade pode movimentar o turismo e gerar oportunidades de trabalho e renda, especialmente por meio dos serviços oferecidos por guias de pesca, da realização de torneios e da presença de visitantes em municípios que recebem pescadores. Participaram da discussão o pescador esportivo Marlon Bambolim, o guia de pesca esportiva e consultor técnico Ricardo Sanches e o representante da Federação Paranaense de Pesca Esportiva, Márcio Freitag.
Na segunda mesa, “Políticas Públicas para a Pesca Amadora e Esportiva”, os participantes discutiram as necessidades do setor e a relação da pesca esportiva com áreas como turismo e esporte, além dos desafios para o desenvolvimento da atividade. Ao longo do encontro, os participantes destacaram a importância do diálogo entre órgãos públicos, pescadores, profissionais e entidades do setor para identificar as principais necessidades da pesca amadora e esportiva e discutir possíveis caminhos para a atividade.
O simpósio terminou com um debate aberto para reunir as principais contribuições apresentadas durante os painéis, que também serviram para identificar demandas prioritárias do setor. O IFC Brasil 2026 reúne, em Foz do Iguaçu, representantes de diferentes áreas da cadeia do pescado, com programação voltada à troca de experiências e à discussão de temas relacionados à pesca e à aquicultura.
Matheus Silveira
Ministério da Pesca e Aquicultura
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