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Bolsas da China e de Hong Kong têm pior semana desde abril em meio a tensões comerciais e cautela dos investidores

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Os principais mercados acionários da Ásia encerraram a semana em forte queda, com destaque para as bolsas da China e de Hong Kong, que registraram o pior desempenho desde o início de abril. A combinação de tensões comerciais entre Pequim e Washington e a realização de lucros em ações ligadas à inteligência artificial pesou sobre o sentimento dos investidores.

Desempenho negativo nas bolsas chinesas e de Hong Kong

Nesta sexta-feira (17), o índice Xangai Composite recuou 1,95%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 2,26%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, encerrou o pregão com perda de 2,48%.

Na comparação semanal, o CSI300 acumulou baixa superior a 2%, e o Hang Seng recuou cerca de 4%, ambos registrando o pior desempenho em mais de seis meses.

Incertezas políticas e cautela antes de reunião em Pequim

O clima de volatilidade reflete a postura mais conservadora dos investidores, que aguardam a reunião do Comitê Central do Partido Comunista Chinês, marcada para a próxima semana, em Pequim. O encontro deve tratar de estratégias econômicas e do 15º Plano Quinquenal de Desenvolvimento, voltado ao crescimento sustentável do país.

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De acordo com analistas do mercado financeiro, o cenário atual indica uma tendência de maior seletividade por parte dos investidores, com foco em setores como tecnologia, materiais básicos e bens de consumo, que ainda apresentam potencial de valorização.

Tensões comerciais reacendem preocupações globais

As tensões entre Estados Unidos e China voltaram a ganhar força nos últimos dias. O governo chinês acusou Washington de “criar pânico” em torno das restrições impostas ao comércio de terras raras, insumo estratégico para a indústria tecnológica. Além disso, ambos os países passaram a adotar novas tarifas portuárias sobre companhias de transporte marítimo, o que elevou a preocupação com impactos nas cadeias globais de suprimentos.

Mercados da Ásia seguem em queda

O movimento de baixa também foi observado em outras bolsas da região Ásia-Pacífico:

  • Tóquio (Nikkei 225): queda de 1,44%, a 47.582,15 pontos
  • Seul (Kospi): leve alta de 0,01%, a 3.748 pontos
  • Taiwan (Taiex): recuo de 1,25%, a 27.302 pontos
  • Cingapura (Straits Times): queda de 0,81%, a 4.320 pontos
  • Sydney (S&P/ASX 200): baixa de 0,81%, a 8.995 pontos
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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Indústria da borracha precisa acelerar execução de soluções para ganhar competitividade global, aponta estudo da Fiesp

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A indústria brasileira de artefatos de borracha já mapeou com clareza seus principais gargalos e oportunidades, mas ainda precisa avançar na transformação de diagnósticos em ações concretas para ampliar sua competitividade. A avaliação foi apresentada por Albino Fernando Calantuono, especialista em Competitividade e Tecnologia da Fiesp, durante a Expobor 2026 e a Pneushow 2026, eventos de referência do setor na América Latina.

Importações pressionam mercado e ampliam desafios da indústria nacional

De acordo com o levantamento apresentado, o setor enfrenta forte concorrência de produtos importados, que já representam cerca de 43% de penetração no mercado brasileiro.

Além disso, a cadeia produtiva convive com entraves estruturais, como o elevado custo de produção no país — o chamado “Custo Brasil” —, a ausência de uma política industrial de longo prazo e a concorrência crescente de materiais substitutos, especialmente os plásticos.

O estudo também aponta que 18,4% dos produtos de borracha são destinados ao setor automotivo, enquanto a maior parte das empresas do segmento é composta por pequenos e médios negócios.

China lidera exportações e amplia disputa global

No cenário internacional, a China se destaca como principal player global, liderando praticamente todas as categorias de produtos de borracha comercializados pelo Brasil e respondendo por 18,4% das exportações mundiais do setor.

O Brasil, por outro lado, ocupa a 30ª posição no ranking global de exportadores, com participação de apenas 0,7%.

Segundo Calantuono, apesar do cenário desafiador, há espaço para expansão da indústria brasileira.

“A China está praticamente no quintal do Brasil quando observamos o mercado latino-americano. Ela lidera em escala, competitividade e capacidade produtiva. Mas isso não significa que o Brasil não tenha espaço”, destacou.

Oportunidade está em inovação, sustentabilidade e economia circular

O especialista defende que o reposicionamento da cadeia da borracha brasileira deve passar por inovação tecnológica e estratégias sustentáveis.

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Entre os caminhos apontados estão soluções de menor pegada de carbono, maior valor agregado e práticas de economia circular, como reaproveitamento de resíduos e desenvolvimento de materiais inovadores.

“O Brasil possui uma oportunidade única de reposicionar sua cadeia com soluções sustentáveis e customizadas, que podem se tornar diferenciais competitivos importantes”, afirmou.

Calantuono também defendeu a criação de instrumentos regulatórios e políticas públicas para fortalecer o setor.

“A indústria da borracha precisa de uma política tecnológica e industrial consistente para competir em igualdade de condições com o mercado internacional”, completou.

Senai amplia investimentos em capacitação e inovação no setor

Durante o evento, instituições do Sistema S apresentaram iniciativas voltadas à qualificação profissional e ao desenvolvimento tecnológico da indústria da borracha.

O Senai-SP anunciou a implantação de um laboratório de elastômeros no Distrito Tecnológico de São Bernardo do Campo (SP), com início de operação previsto para 2027. O projeto contará com 14 equipamentos de alta tecnologia e investimento estimado em R$ 10 milhões.

Segundo Fernanda Moreira, coordenadora técnica de Novos Negócios do Senai-SP, a estrutura atenderá diferentes segmentos industriais.

“A meta é atender aplicações de alta performance em pneus, indústria automotiva, construção civil, aeroespacial, médico-hospitalar e calçadista, com desenvolvimento de projetos de P,D&I”, afirmou.

Além disso, o Senai-SP está destinando cerca de R$ 3 milhões para capacitação profissional, com 14 cursos voltados ao setor, em formatos presenciais, in company e, futuramente, EAD.

Senai-RS busca ampliar participação da borracha em projetos de inovação

O Senai-RS também destacou iniciativas para expandir a presença da indústria da borracha em seus projetos de pesquisa e desenvolvimento.

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Segundo Jordão Gheller Jr., gerente de Operações do Instituto Senai de Inovação em Engenharia de Polímeros, atualmente apenas 15% dos 29 projetos em andamento envolvem elastômeros.

O painel foi complementado por ações de formação profissional conduzidas por Sandro Lima Bernieri, voltadas à qualificação na área de polímeros.

Novas tecnologias reforçam sustentabilidade e eficiência produtiva

A Arena do Conhecimento da Expobor e da Pneushow 2026 também apresentou inovações tecnológicas voltadas à indústria da borracha.

Entre os destaques, Jason Silva, da Retilox, apresentou sistemas de cura com peróxidos atóxicos, com menor uso de insumos, maior produtividade e reciclabilidade total dos resíduos pós-cura. A tecnologia também reduz emissões de compostos orgânicos voláteis (VOC), contribuindo para a saúde ocupacional e a economia circular.

Já Guilhermo Spangenberg, da Cabot Corporation, apresentou o CGX 1000, um novo tipo de negro de carbono com até 30% de carbono recuperado, desenvolvido para apoiar empresas na redução das emissões dos escopos 1, 2 e 3 do Protocolo GHG.

Indústria precisa reforçar foco no cliente e adaptação ao mercado

Encerrando o ciclo de palestras, o consultor Sérgio Luís Patzlaff, da STG Consultoria Empresarial, destacou a importância da leitura de mercado e da conexão com o cliente como fatores decisivos para a competitividade.

Segundo ele, muitas empresas acabam direcionando esforços para questões internas, em detrimento das demandas externas.

“A empresa não está perdendo cliente, está desistindo de vê-los. A reconexão começa dentro da organização”, afirmou.

O especialista reforçou ainda que a atenção aos clientes em risco deve ser prioridade estratégica, já que a perda de relacionamento pode ser irreversível.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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