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Chuvas impactam trigo e girassol na Argentina, enquanto milho avança em ritmo acelerado
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O plantio de milho na Argentina segue acelerado, com 25,6% da área nacional já semeada, aponta a Bolsa de Cereales de Buenos Aires (BCBA). O índice representa um avanço de 7,9 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2024, marcando o segundo maior progresso das últimas dez safras.
As províncias de Entre Ríos e o Centro-Norte de Santa Fe destacam-se pelo cumprimento dos planos de semeadura antecipada. Já regiões do norte de Buenos Aires e sul de Santa Fe, antes prejudicadas por excesso de chuvas, apresentam melhora no ritmo de plantio. O centro e oeste de Buenos Aires ainda enfrentam dificuldades, e parte das áreas poderá ser destinada ao plantio tardio se a semeadura não avançar até meados de outubro.
Girassol sofre atraso devido às chuvas no sul do país
No caso do girassol, 35% dos 2,7 milhões de hectares projetados já foram plantados, após crescimento semanal de 2,7 pontos percentuais. As chuvas no sul da Argentina têm dificultado o acesso aos campos, atrasando o calendário de semeadura.
Por outro lado, as regiões centrais e do norte mantêm desempenho acima da média dos últimos cinco anos. Do total plantado, 77,3% das lavouras apresentam condição hídrica adequada ou ótima, e 100% estão em estado vegetativo de normal a excelente, garantindo potencial produtivo.
Trigo apresenta bom desenvolvimento, mas excesso de umidade eleva riscos
O trigo argentino continua em condição normal a excelente em 96,4% das lavouras, mas o excesso de umidade aumentou em 6 pontos percentuais a área com risco hídrico.
O cenário favorece o surgimento de pragas como chinches e orugas, além de doenças fúngicas, especialmente no sul do país. Apesar disso, cerca de 90,7% das plantações já superaram o estágio de encanamento e avançam para floração e enchimento de grãos.
Se o clima permanecer estável, a safra argentina de trigo tem potencial para alcançar bons rendimentos, apesar dos desafios locais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026
A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.
O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.
Produção recorde fortalece oferta brasileira
Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.
Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.
Exportações seguem em ritmo acelerado
As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.
A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.
Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.
Mercado internacional influencia preços
Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.
A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.
Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.
A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.
Esmagamento cresce com margens mais atrativas
Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.
Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.
No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.
A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.
Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar
Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.
O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.
Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.
Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.
Perspectivas para o produtor
Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.
A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.
No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


