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Presidente da Feagro-MT homenageado por relevância Internacional no Agronegócio

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Em uma sessão solene realizada na Assembleia Legislativa de Goiás, personalidades influentes do agronegócio brasileiro foram homenageadas pelo presidente da casa, deputado Bruno Peixoto. Entre os agraciados, destaque para Isan Oliveira de Rezende, presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (Feagro-MT), que recebeu o Certificado de Mérito Legislativo por sua expressiva contribuição ao setor agro, não apenas a nível nacional, mas também internacional.

A homenagem reflete, sobretudo, o reconhecimento da relevância dos serviços prestados por Isan ao desenvolvimento do agronegócio, promovendo a inovação, o diálogo técnico e o fortalecimento institucional. Segundo a justificativa do deputado Bruno Peixoto, o agro é pilar da economia nacional e depende da dedicação diária de líderes como Isan, capazes de mobilizar conhecimento, enfrentar desafios e ampliar a presença brasileira no cenário internacional.

Isan Rezende e o presidente da Federação dos agrônomos de Goiás, Fernando Barnabé

Perfil e trajetória – Isan Rezende é engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal de Mato Grosso, advogado especializado em Direito Agrário e Agronegócio, atualmente liderando a FEAGRO-MT e o Instituto do Agronegócio. Atua também como coordenador de agricultura familiar na Associação de Bancos em Goiás. Além disso, é reconhecido pelo trabalho informativo e inovador como jornalista, apresentador de televisão e podcast — tendo desenvolvido múltiplos produtos de comunicação voltados à cadeia produtiva do agro.​

Entre seus projetos mais notáveis está o portal PensarAgro.com.br, que figura entre os maiores do país em notícias voltadas ao setor rural e agroindustrial. O portal aborda desde logística até economia rural, políticas agrícolas, exportação e análise de mercado, sempre com apuração rigorosa e pluralidade de fontes. A linha editorial prioriza temas de impacto para produtores, pesquisadores e gestores do setor, sem perder o rigor analítico.​

Outro marco da atuação de Isan é a Revista Pensar Agro. Disponível nas versões em português e inglês, a publicação discute políticas públicas, tendências globais e análise de conjuntura, distribuída internacionalmente. A edição traz, inclusive, artigos sobre as transformações na agricultura do Oriente Médio e reflexões sobre acordos entre Mercosul e União Europeia, reforçando o papel do agro brasileiro como referência mundial. Essa amplitude e compromisso posicionaram a revista como veículo estratégico na difusão do conhecimento agrícola em diferentes continentes e ampliaram o alcance das pautas brasileiras no debate global.​

Na soma dos esforços, podcasts, livros e outros produtos capitaneados por Isan Rezende tornaram-se referências para profissionais do agro, entidades setoriais e órgãos públicos. O conjunto da obra contribuiu para estreitar laços entre pesquisa, política e prática agrícola, ajudando a modernizar a abordagem comunicativa do setor e a sustentar o crescimento do agronegócio brasileiro.

Ao receber a honraria na Alego, Isan Rezende representa um perfil de liderança que ultrapassa fronteiras regionais. Seu trabalho informativo e multidisciplinar, com reconhecimento nacional e internacional, motiva a homenagem por ser exemplo de compromisso público, inovação e capacidade de dialogar com diferentes atores do agro e da sociedade. Ele articula desde projetos institucionais até produtos midiáticos, sempre com enfoque nos desafios estruturais do setor e na valorização dos profissionais agro.

A homenagem concedida por Bruno Peixoto e pela Associação dos Engenheiros Agrônomos de Goiás consagra não só uma trajetória individual, mas o esforço coletivo pela internacionalização do agro brasileiro, pela defesa da excelência técnica e pela relevância estratégica do setor no desenvolvimento econômico e sustentável.

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COMO FOI A SOLENIDADE

Solenidade proposta pelo presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), Bruno Peixoto, foi realizada como tributo a produtores rurais e a engenheiros agrônomos. Batizada de “Homenagem aos amigos do agro”, as personalidades indicadas por ele receberam a Medalha do Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira e o Certificado do Mérito Legislativo, como forma de reconhecimento do Poder Legislativo pela dedicação, compromisso e contribuição ao desenvolvimento do agronegócio. A cerimônia foi realizada no fim da tarde desta terça-feira, 21, no Plenário Iris Rezende Machado.

Em sua justificativa, Bruno Peixoto sublinhou que o setor agropecuário é um dos pilares da economia brasileira e desempenha um papel fundamental na geração de empregos, no fortalecimento da segurança alimentar e na promoção do desenvolvimento sustentável. “Por trás dos números e da produtividade, existem homens e mulheres que diariamente enfrentam desafios, investem em inovação, cuidam da terra e movimentam a economia local e nacional.”

A sessão foi conduzida inicialmente pelo deputado estadual Wagner Camargo Neto, já que Bruno Peixoto teve uma reunião marcada de última hora com o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner. Neto teve ao seu lado o deputado e produtor rural Leo Portilho, o superintendente de Engenharia Agrícola e Desenvolvimento Sustentável da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), João Asmar Júnior, na oportunidade representando o governador Ronaldo Caiado, o subsecretário de Agricultura do Distrito Federal, Antônio Barreto, representando o secretário de Agricultura do Distrito Federal, Rafael Bueno, o ex-governador de Goiás Irapuan Costa Júnior, o presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, Vinícius Marchese Marinelli, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de Goiás, Lamartine Moreira. Também compuseram a mesa a presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Distrito Federal, Adriana Rezende Avelar de Oliveira, o presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Goiás, Fernando Honório Guimarães Alves Barnabé, o presidente da Confederação dos Engenheiros Agrônomos, Francisco Almeida, e o ex-ministro da Agricultura e Pecuária, Roberto Rodrigues

Primeiro orador da solenidade, Léo Portilho ressaltou a importância do agronegócio para o país, afirmando que o setor é mais do que uma atividade econômica, sendo a base da soberania nacional. Ele ainda pontuou que o Brasil é uma potência mundial no agro, graças ao trabalho incansável dos homens e mulheres, dos pequenos e grandes produtores rurais.

Segundo Portilho, enquanto muitos setores recuam em épocas de crise, o agro avança, gerando empregos, sustentando o Produto Interno Bruto (PIB) e, ainda, garantindo o alimento na mesa dos brasileiros, priorizando a inovação e a responsabilidade ambiental. “Por isso, o nosso compromisso como representante do povo deve ser claro: valorizar, proteger, fortalecer o agronegócio brasileiro. Precisamos da política pública que garante crédito, infraestrutura e segurança no campo e acesso tecnológico. Precisamos combater os preconceitos contra os produtores e reconhecer que o campo é um dos maiores aliados do desenvolvimento nacional.”

Representantes do agro

Em sua fala, o presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Goiás, Fernando Honório Guimarães Alves Barnabé, após cumprimentar a mesa, fez questão de anunciar a presença da esposa do ex-ministro da Agricultura Alisson Paulinelli, Marisa Paulinelli. E sublinhou que, na década de 50, a visão do ex-ministro mudou, completamente, os rumos da agricultura no país, tirando a Embrapa do papel e enviando jovens recém-formados para se pós-graduarem no exterior. Quando voltavam, contou, eles vinham com a missão de tropicalizar a agricultura e explorar o Brasil Central.

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Segundo o agrônomo, com essa política, na década de 80, o Brasil deixou de ser importador de alimentos e se tornou exportador, além disso, o setor no país, que tinha participação de pouco mais de 20% na América Latina, saltou para mais de 50%, entre outros resultados.

Barnabé também exaltou a relevância dos colegas engenheiros agrônomos, afirmando que são os profissionais que, com expertise e dedicação, transformam conhecimento científico em práticas agrícolas sustentáveis e produtivas. “Vocês são a espinha dorsal da inovação no campo e a garantia de um futuro mais próspero para as próximas gerações.”

Os produtores rurais também tiveram sua importância reconhecida pelo agrônomo. “Vocês são verdadeiros heróis do nosso dia-a-dia, enfrentando desafios climáticos, econômicos e sociais com coragem e determinação. O agro goiano não seria o que é sem a sua força e resiliência.”

Coube ao presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de Goiás, Lamartine Moreira Júnior, representar os homenageados, sendo o primeiro a receber a Medalha do Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira e discursar em nome de todos.

Ele agradeceu ao presidente da Alego, Bruno Peixoto, pelo apoio e reconhecimento ao sistema Confea/Crea. “Seu compromisso com o desenvolvimento do nosso estado é inspirador e fundamental para o crescimento sustentável”, afirmou.

O líder classista também destacou que se sentia honrado em receber a homenagem porque os engenheiros agrônomos se sentem verdadeiramente amigos e parceiros do agronegócio e têm plena consciência do quanto o setor é essencial para Goiás e para o Brasil. “Reafirmamos nosso compromisso em continuar trabalhando pelo crescimento do agronegócio no Brasil”.

Honras da Casa

Em seu discurso o deputado Wagner Camargo Neto falou da satisfação em fazer parte da homenagem, já que também é produtor rural. Segundo ele, nessa condição, conhece bem as dificuldades que os produtores passam, mas também vive todas as expectativas de um futuro melhor para o país. “O produtor, acima de tudo, é um sonhador. Ele é uma pessoa que acredita no nosso potencial agrícola, na nossa pecuária, produz, trabalha com as intempéries do tempo, com as dificuldades que nós enfrentamos no nosso dia-a-dia, com a mão de obra, entre outras. No entanto, de toda forma, nós, brasileiros, temos que nos orgulhar dessa vocação econômica que o país carrega nos ombros.”

Em seguida, a dupla Rômulo e Rogério fez uma apresentação musical executando duas canções da música brasileira.

Durante a entrega das comendas, Bruno Peixoto assumiu a presidência e, em uma fala breve, fez questão de parabenizar os homenageados e agradecer a presença de cada um. “Aos que recebem o Certificado: não é apenas um papel, porque atrás desse papel tem uma história de cada um de vocês: homens e mulheres que contribuem de maneira significativa para o crescimento e o desenvolvimento do Estado de Goiás. Aos que, ora, recebem a maior honraria desse Poder, a comenda Pedro Ludovico Teixeira, muito obrigado a todos.”

Fonte: Pensar Agro

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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