BRASIL
MTE articula Pacto de Trabalho Decente para o Carnaval em Salvador
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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, reuniu-se nesta terça-feira (21), em Brasília, com representantes de associações e cooperativas de catadores, ambulantes e cordeiros de Salvador. O encontro teve como objetivo convidá-los a participar do Pacto Intergovernamental de Promoção do Trabalho Decente no Carnaval em Salvador, que será assinado no início do próximo mês, na Bahia. A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre governos e associações, garantindo melhores condições de trabalho e maior proteção social para os trabalhadores que atuam durante a maior festa popular do país.
Luiz Marinho ressaltou que o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) tem promovido pactos de trabalho para assegurar condições dignas aos trabalhadores. “Trabalho decente gera resultados positivos para todos”, destacou o ministro. Também presente ao encontro, o deputado Léo Prates, presidente da Comissão do Trabalho na Câmara dos Deputados, elogiou a iniciativa. “O ministro Marinho se preocupa com quem mais precisa, e este Pacto representa um avanço importante, fruto do trabalho do MTE”, afirmou Prates.
Durante a reunião, as associações de ambulantes solicitaram ao governo federal a disponibilização de crédito financeiro para a compra de insumos necessários ao trabalho durante o Carnaval. Segundo eles, atualmente recorrem a agiotas, pagando juros elevados. “Um crédito direto do governo, sem intermediários, seria de grande ajuda para os ambulantes.
O Pacto trará mais dignidade aos trabalhadores na maior festa do mundo, o Carnaval de Salvador”, afirmou Milton Ávila Filho, presidente do Sindicato dos Feirantes e Ambulantes de Salvador.
Rita Ferreira, da Rede Inclusiva de Cooperativas e Catadores de Resíduos Sólidos da Bahia, elogiou a iniciativa. “Essa proposta é inclusiva, pois estamos sendo chamados para discutir o trabalho dos trabalhadores no Carnaval”, destacou Rita.
O Pacto, firmado entre o governo federal, o governo do estado, o município, associações e cooperativas, tem como objetivo desenvolver planos de ação com medidas específicas voltadas para trabalhadores informais, como vendedores ambulantes e catadores de materiais recicláveis.
Na reunião realizada no MTE, em Brasília, participaram representantes da Cooperativa de Trabalho de Catadores de Materiais Recicláveis de Juazeiro, da Cooperativa de Trabalho dos Catadores da Fazenda Grande Cajazeiras, da Associação dos Prestadores de Serviços de Eventos Similares do Estado da Bahia, da Rede Inclusiva de Cooperativas e Catadores de Resíduos Sólidos da Bahia e da Associação dos Ambulantes e Feirantes de Ruas, Praças, Terminais e Barracas de Chapa da Região de Salvador.
Objetivos do Pacto
- Incentivar a geração de emprego, a qualificação profissional e o desenvolvimento socioeconômico dos trabalhadores envolvidos;
- Assegurar que todas as ações estejam alinhadas aos princípios do trabalho decente, prevenindo situações de exploração e promovendo a dignidade e a inclusão;
- Estimular cada ente público a elaborar planos de ação personalizados, de acordo com as necessidades de vendedores ambulantes e catadores;
- Promover a disseminação de práticas sustentáveis que garantam ambientes de trabalho justos, seguros e decentes para todos os trabalhadores.
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MEC e FNDE avançam na modernização das prestações de contas
O Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), tem fortalecido a modernização da análise de prestações de contas dos programas educacionais com foco em inovação, gestão de riscos e maior eficiência no controle dos recursos públicos destinados à educação.
O trabalho começou ainda em 2024, com o levantamento detalhado do estoque de prestações de contas existente no órgão, que acumulava mais de quinze anos de passivo. A partir desse diagnóstico, duas medidas principais foram adotadas.
A primeira foi a automatização da forma como os entes realizam a prestação de contas, permitindo análises mais céleres, por meio da parceria com o Banco do Brasil e da implantação da solução BB Gestão Ágil.
A segunda medida foi o fortalecimento da articulação com o Tribunal de Contas da União (TCU), que resultou na revisão das regras sobre tomada de contas especial e prescrição, formalizada pela Instrução Normativa nº 48, de 27 de novembro de 2024.
Com esses avanços, o FNDE passou a adotar novas frentes de atuação que ampliaram a capacidade de análise, reduziram passivos históricos e fortaleceram os mecanismos de controle e transparência.
Ampliação das análises pelo modelo Malha Fina – O resultado mais expressivo ocorreu com a publicação da Portaria nº 1.146, de 27 de dezembro de 2024, que estabeleceu a segunda aplicação do modelo Malha Fina no FNDE.
A medida reforça o compromisso da autarquia com a gestão de riscos ao aprimorar a identificação de inconsistências nos documentos apresentados pelos gestores públicos, ampliando a capacidade de detectar erros e possíveis fraudes e assegurando a correta aplicação dos recursos destinados à educação.
Nesta segunda aplicação, 101.304 prestações de contas foram homologadas, o que representa mais de 68% do escopo de passivo analisado. O resultado gerou um benefício financeiro de R$ 1.942.656.911,02 aos cofres públicos.
O impacto demonstra a eficiência da ferramenta na recuperação de valores que poderiam ser mal aplicados ou não utilizados adequadamente, fortalecendo a governança e a transparência na execução das políticas públicas educacionais.
Convênios com uso da plataforma Transferegov – Também em 27 de dezembro de 2024, foi publicada a Portaria FNDE nº 1.148/2024, que estabeleceu novos limites de tolerância ao risco por faixas de valor na análise informatizada das prestações de contas de convênios operacionalizados no Transferegov.br até 30 de junho de 2023, conforme previsto na Portaria Conjunta MGI/CGU nº 41/2023.
A medida permite a homologação informatizada de até 161 prestações de contas, de um total de 164 convênios analisados, já que três foram considerados não elegíveis pelas condições metodológicas estabelecidas.
O valor total dos recursos envolvidos soma R$ 133,6 milhões. Desse montante, cerca de 70%, o equivalente a R$ 92,3 milhões, correspondem a 127 convênios das faixas A e B que não apresentaram ocorrências em trilhas de auditoria da CGU e estão habilitados para análise automatizada.
Outros 34 convênios, que totalizam R$ 23,4 milhões, ainda apresentam pendências em trilhas de auditoria, mas poderão ser habilitados posteriormente após a regularização das inconsistências.
A portaria representa mais um avanço no fortalecimento dos mecanismos de controle e na racionalização da análise das prestações de contas no FNDE.
Solução BB Gestão Ágil – Outro importante instrumento de modernização é o BB Gestão Ágil, ferramenta do Banco do Brasil adotada pelo FNDE para simplificar a prestação de contas de repasses da educação, especialmente no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e no Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (PNATE), conforme previsto na Resolução CD/FNDE nº 7/2024.
A plataforma permite o acompanhamento digital dos recursos, a categorização das despesas e a realização da prestação de contas de forma mais ágil, reduzindo burocracias e facilitando o trabalho dos gestores locais.
Com isso, o processo se torna mais transparente, eficiente e acessível, contribuindo para diminuir erros formais, acelerar análises e fortalecer a regularidade na execução dos programas educacionais.
Como exemplo, no início dos trabalhos, o PNAE contava com cerca de 60 mil prestações de contas pendentes, sendo parte delas com mais de 15 anos de tramitação dentro do órgão, totalizando mais de R$ 40 bilhões distribuídos ao longo desse período.
Com a utilização dessas medidas, além da aplicação da IN TCU nº 48/2024, esse número caiu para 45 mil prestações de contas, com valor estimado em R$ 28 bilhões. Isso significa que, em pouco mais de um ano de trabalho, 25% do passivo foi solucionado, com expectativa de ganhos de escala ainda maiores nos próximos anos.
Cooperação com a CGU e reconhecimento nacional – A modernização das análises de prestação de contas no FNDE teve início em 2020, com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre a autarquia e a Controladoria-Geral da União (CGU).
O objetivo da parceria foi desenvolver mecanismos mais eficientes para verificar a correta aplicação dos recursos públicos destinados à educação em todo o país, com base em critérios de gestão de riscos e automação de processos.
A partir desse acordo, foi publicada a Resolução CD/FNDE nº 20/2021, que instituiu oficialmente o modelo Malha Fina no FNDE, com a primeira aplicação efetivada pela Portaria nº 101/2022.
Na ocasião, mais de 60 mil prestações de contas foram homologadas, gerando um benefício financeiro estimado em R$ 800 milhões para a autarquia.
Com a segunda aplicação do modelo, formalizada pela Portaria nº 1.146/2024, os resultados foram ainda mais expressivos. Foram 101.304 prestações de contas homologadas e um benefício financeiro de R$ 1,9 bilhão aos cofres públicos, mais que o dobro do impacto registrado na primeira etapa.
A iniciativa foi reconhecida nacionalmente com o Prêmio de Inovação da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), consolidando o FNDE como referência em modernização da gestão pública e no uso de inteligência aplicada ao controle de recursos da educação.
Assessoria de Comunicação Social do MEC e do FNDE
Fonte: Ministério da Educação
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