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MEC participa da Conferência Internacional Faubai 2025

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O Ministério da Educação (MEC) participou da edição de 2025 da Conferência Anual da Associação Brasileira de Educação Internacional (Faubai), que ocorre em Brasília até esta quarta-feira, 30 de abril. Com o tema “A caminho de relações igualitárias e sustentáveis”, o evento promove debates estratégicos sobre assuntos como mobilidade acadêmica, cooperação internacional, políticas institucionais, inovação, equidade e sustentabilidade, no contexto da internacionalização da educação superior. Neste ano, a conferência reuniu representantes de 27 países, que buscaram construir soluções que possibilitem benefícios mútuos e duradouros para os países e as suas instituições de ensino. 

“A conferência da Faubai costuma ocorrer em uma cidade diferente a cada edição, e o fato de ter sido em Brasília, desta vez, permitiu que interagíssemos com essa comunidade interessada no tema da internacionalização da educação superior em vários momentos, tratando de vários temas. Desde o domingo, estamos conversando com gestores das universidades federais e internacionais. Tivemos sessões específicas sobre a COP30, sobre Brics e sobre ações como o Programa Marca, o Capes Global, o aniversário de 60 anos do PEC-G e a plataforma Carolina Bori“, explica o assessor Especial para Assuntos Internacionais do MEC, Francisco Figueiredo de Souza. O evento nos permitiu interagir, transmitir atualizações e colher perspectivas sobre essa série de ações relacionadas”, completa. 

As atividades propostas pelo MEC no encontro foram organizadas pela Coordenação-Geral de Assuntos Internacionais da Educação Superior, incluindo um estande que distribuiu informações e material para divulgar a educação superior brasileira para o público internacional.  

Para a coordenadora-geral de Assuntos Internacionais da Educação Superior do MEC, Jaqueline Schultz, a presença institucional do ministério na Conferência Anual da Faubai é uma oportunidade de demonstrar o compromisso com a internacionalização da educação superior. “O MEC, por meio da Secretaria de Educação Superior, tem apoiado, desde 2023, em parceria com o Ministério das Relações Exteriores, pelo Instituto Guimarães Rosa, a presença institucional no Brasil nos maiores eventos de educação internacional do mundo, como as Conferências NAFSA (Estados Unidos), EAIE (Europa) e APAIE (Ásia-Pacífico). Dessa vez, com o evento em Brasília, as instituições brasileiras também puderam contar com um espaço para interações referentes à realização de parcerias internacionais, como ocorre nos eventos no exterior. Além disso, tivemos um local para divulgação do nosso sistema de educação superior e para diálogo, a partir do Governo Federal, com o público nacional e internacional, o que reforça o comprometimento com a internacionalização da educação superior”. As discussões também contaram com a participação da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), entidade vinculada ao MEC. 

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PEC-GO MEC esteve presente em diversas discussões sobre estratégias para aprimorar programas de mobilidade estudantil e iniciativas de intercâmbio, quando foi apresentado o Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G). A iniciativa, que completa 60 anos em 2025, oferece a estudantes de países em desenvolvimento a oportunidade de realizar cursos de graduação em instituições públicas e privadas de ensino superior no Brasil. 

A ação tem tido impacto significativo para a formação de lideranças em países da América Latina, da África e da Ásia, além de reforçar a diplomacia educacional brasileira e promover a diversidade cultural nas universidades nacionais, fortalecendo o ambiente acadêmico com a presença de estudantes de diferentes origens e experiências.  

A sessão intitulada “PEC-G: 60 anos de cooperação educacional e internacionalização em casa” teve a participação de diversos atores que fazem o PEC-G e o PEC-PLE acontecerem, como o MEC e Ministério das Relações Exteriores. Além disso, participaram Liliane Resende (Universidade Federal de São João del-Rei) e Rogério Almeida (Universidade de Brasília – UnB) como representantes das Coordenações PEC-G e PEC-PLE das respectivas Instituições de Educação Superior, e de Paul Egyir, discente do curso de Odontologia da UnB, estudante PEC-G vindo de Gana. 

Além do PEC-G, foram apresentadas as duas outras modalidades que fazem parte do Programa de Estudantes-Convênio, as quais são destinadas a cursos de português como língua estrangeira (PEC-PLE) e cursos de mestrado e doutorado (PEC-PG). O PEC-PG e o PEC-PLE são geridos pela Secretaria de Educação Superior (Sesu) do MEC, em parceria com o Instituto Guimarães Rosa, do Ministério das Relações Exteriores. 

Diplomas estrangeiros A pasta também participou do debate sobre revalidação e reconhecimento de diplomas estrangeiros. O processo ocorre por meio da Plataforma Carolina Bori, que foi disponibilizada ao público pelo MEC, por meio da Secretaria de Educação Superior, em 2017. O procedimento é regido por normativas específicas que visam garantir a equivalência acadêmica entre os títulos obtidos fora do país e os oferecidos pelas instituições brasileiras. 

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O Brasil utiliza instrumentos que garantem segurança jurídica e acadêmica ao processo, ao mesmo tempo em que buscam promover a celeridade, a transparência e a padronização dos procedimentos nas instituições revalidadoras e/ou reconhecedoras. 

O MEC tem promovido ações de capacitação e diálogo com as instituições de ensino superior, com vistas à harmonização de práticas e à construção de uma política pública robusta que garanta o direito à revalidação e ao reconhecimento de diplomas estrangeiros, respeitando a qualidade e a autonomia universitária. 

Marca Outra ação divulgada foi o Programa Mobilidade Acadêmica Regional em Cursos Acreditados no Sistema Arcu-Sul (Marca), iniciativa promovida no âmbito do Setor Educativo do Mercosul, por meio da Comissão de Área da Educação Superior/Grupo de Trabalho do Sistema de Mobilidade do Mercosul (CAES/GTSIMERCOSUL), que tem como objetivo fomentar a mobilidade acadêmica de estudantes e docentes entre cursos de graduação acreditados em países membros e associados do bloco. No Brasil, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) é o órgão responsável pelo processo de acreditação de cursos no Sistema Arcu-Sul, representando o país na Rede de Agências Nacionais de Acreditação, a qual também é vinculada à Comissão de Área da Educação Superior. O Brasil participa ativamente, contribuindo para o fortalecimento da integração educacional regional, por meio do reconhecimento mútuo de padrões de qualidade e da mobilidade de estudantes em cursos que passaram por processos de avaliação e acreditação regional. A 13ª Edição do Programa Marca, para execução entre os anos de 2025 e 2027, terá início a partir do segundo semestre. 

Conferência Organização fundada em 1988, a Faubai reúne cerca de 200 instituições de ensino superior brasileiras para fins de promoção e integração de seus membros, além de integração e cooperação internacional, para a melhoria do ensino, da pesquisa, da extensão e da administração de instituições filiadas. 

Dentre as principais atividades, constam a promoção e a divulgação de congressos, conferências, seminários, cursos e encontros, como a Conferência Internacional, realizada anualmente desde a sua fundação para fomentar o intercâmbio entre instituições de ensino superior, organizações, agências e entidades; além da participação ativa em redes e organismos no Brasil e no exterior. 

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu/MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil

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Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.

Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.

Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.

O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.

O que fazer

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Entre os principais atrativos estão:

  • Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.

  • Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.

  • Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.

  • Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.

  • Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.

Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.

Quando visitar

São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.

Entre os principais eventos estão:

  • Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.

  • Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.

  • Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.

  • Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.

  • Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.

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Como chegar

São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.

Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.

Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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