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Judiciário avança na expansão dos grupos reflexivos com capacitação em Poxoréu

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), realizou nesta terça-feira (21) o Curso sobre Grupo Reflexivo para Homens Autores de Violência (GRHAV) no município de Poxoréu. A capacitação, realizada no espaço do Centro Juvenil de Poxoréu, reuniu profissionais da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica do município.

O encontro teve como objetivo formar facilitadores e fortalecer a articulação entre as instituições locais, preparando o município para implementar o programa de grupos reflexivos — uma das estratégias previstas na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) e recomendadas pelo Conselho Nacional de Justiça (Recomendação nº 124/2022).

O curso contou com a participação de uma equipe multidisciplinar do Fórum de Poxoréu, incluindo assessores da área criminal, integrantes da Patrulha Maria da Penha, Polícia Civil, representantes das secretarias municipais de Educação e de Assistência Social, do Ministério Público, Centro de Referência de Assistência Social (Cras), Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), Centros de Atenção Psicossocial (Caps), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Conselho da Mulher e a equipe gestora da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica do município.

Durante todo o dia, os participantes receberam orientações teóricas e práticas sobre a metodologia dos grupos, que têm como propósito estimular a reflexão, a responsabilização e a mudança de comportamento de homens autores de violência doméstica. A programação incluiu temas como os fundamentos dos grupos reflexivos, planejamento e condução dos encontros, além de atividades práticas voltadas à facilitação e ao trabalho em rede.

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De acordo com a coordenadora da Rede de Enfrentamento de Poxoréu, Jennifer Batemarque, o curso representa um passo importante para o município. “Foi uma capacitação muito produtiva, de grande valia para a instalação do grupo reflexivo na nossa comarca. Sabemos que o número de casos de violência doméstica tem aumentado, e entendemos que um dos mecanismos mais eficazes de enfrentamento é a reflexão. O aprendizado de hoje vai contribuir muito para a elaboração do nosso projeto local”, afirmou.

O advogado do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) do município, Divino Oliveira, também destacou a importância da iniciativa. “Trabalhamos diariamente com situações de violência doméstica, e os grupos reflexivos eram algo que já desejávamos ter aqui. Esse contato com os homens autores de violência é essencial. A capacitação foi muito enriquecedora e, com certeza será muito útil para nossa sociedade”, avaliou.

A equipe do Cemulher apresentou aos participantes materiais de apoio e metodologias de facilitação, reforçando que os grupos reflexivos são espaços de diálogo e aprendizado voltados à ressignificação de comportamentos violentos e machistas. Esses espaços, conduzidos por equipes multidisciplinares, estimulam a autocrítica e a compreensão das causas da violência, ajudando a romper o ciclo da agressão e reduzindo a reincidência de novos casos.

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A assessora técnica do Cemulher Adriany Carvalho, que conduziu a capacitação, destacou a adesão e o engajamento dos profissionais de Poxoréu. “A participação da rede foi exemplar. Tivemos representantes de diversas instituições comprometidas em trabalhar de forma articulada para que os grupos sejam implementados e fortalecidos no município”, afirmou.

Com a realização do curso, o TJMT reforça seu compromisso em promover ações integradas de prevenção e enfrentamento à violência doméstica, estimulando uma cultura de paz e respeito às mulheres em todo o estado. O Cemulher-MT já desenvolve programas reflexivos em mais de 20 comarcas, com resultados expressivos: homens que participam dos grupos apresentam índices muito menores de reincidência, contribuindo para uma sociedade mais segura e igualitária.

Leia mais sobre os grupos reflexivos:

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Autor: Adellisses Magalhães

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Após feminicídio, secretária reforça importância de vítimas de violência manterem medidas protetivas

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A chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, Mariell Antonini, reforçou a importância das vítimas de violência doméstica confiarem na rede de proteção e manterem as medidas protetivas.

O alerta foi feito após uma mulher, identificada como Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, ser assassinada a tiros, nesta terça-feira (23.6), em Guarantã do Norte. O principal suspeito é o companheiro dela, de 33 anos. O crime está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio consumado.

Ele já possuía um longo histórico de violência doméstica contra a vítima. Em novembro de 2025, após um pedido feito pela própria vítima, a medida protetiva que existia contra o investigado foi revogada e ele voltou a responder ao processo em liberdade.

“É importante que toda mulher compreenda que o rompimento do ciclo da violência nem sempre é um processo simples. Muitas vezes, existem obstáculos relacionados à dependência afetiva, dependência econômica, medo, preconceito e outros fatores que dificultam a tomada de decisão. Por isso, é fundamental buscar apoio, acreditar na rede de proteção e no sistema de Justiça”, destacou.

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Segundo Mariell Antonini, a violência doméstica costuma seguir um ciclo que tende a se agravar ao longo do tempo.

“A violência é cíclica e, muitas vezes, começa com sinais que podem parecer menos graves, mas pode evoluir para situações cada vez mais letais, culminando na morte da vítima. Ameaças e agressões precisam ser compreendidas como sinais de alerta, e a busca por ajuda deve acontecer o quanto antes”, afirmou.

As primeiras denúncias contra o suspeito foram registradas em 2023, quando Gleici procurou as autoridades para relatar episódios de violência doméstica. Em 2024, novas intervenções policiais ocorreram por crimes como lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo, todos envolvendo o mesmo casal.

Já em julho de 2025, o suspeito foi preso em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica, após a vítima acionar as forças de segurança. Na ocasião, foram concedidas medidas protetivas de urgência em favor de Gleici. Meses depois, entretanto, a vítima solicitou a revogação da medida, o que resultou na liberdade do suspeito.

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Fonte: Governo MT – MT

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