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Saiba como usar as notas do Enem
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Realizado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 teve mais de 4,8 milhões de inscritos, um aumento de mais de 38% em relação a 2022. Nesta edição, 72,6% dos mais de 1,9 milhão de estudantes concluintes do ensino médio da rede pública confirmaram a participação no exame que se tornou a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil.
As notas podem ser usadas para ingresso no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), no Programa Universidade para Todos (Prouni) e para obter o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). As provas objetivas do Enem e a redação serão aplicadas nos dias 9 e 16 de novembro, e as notas obtidas poderão ser usadas nessas seleções.
As inscrições para os três processos seletivos acontecem em períodos distintos, sendo um seguido do outro, nessa ordem cronológica: Sisu, Prouni e Fies. Depois disso, os cronogramas seguem simultaneamente, ou seja, o resultado final de uma seleção pode sair só depois do término do período das inscrições de outra. Por isso, quem se inscrever em todas as seleções do MEC terá mais chances de ingressar em um curso superior já no começo de 2026.
“O Enem me abriu muitas oportunidades. Atualmente, eu estou terminando o 5º ano de medicina em uma faculdade particular com bolsa de 100%. Essa é uma possibilidade muito legal para quem deseja ingressar no nível superior, seja de faculdade pública ou privada.”
Alessandro Campos, estudante de medicina pelo Prouni
O estudante de medicina Alessandro Sousa Campos, 30 anos, morador do Gama (DF), contou que conseguiu ser aprovado no Prouni com sua nota do Enem para o curso de alta concorrência. “O Enem me abriu muitas oportunidades. A minha primeira aprovação para Medicina foi em uma faculdade pública, mas como já fazia outra graduação também em uma universidade pública, não pude assumir a vaga. Posteriormente, eu acabei conseguindo passar no Prouni. Atualmente, eu estou terminando o 5º ano de medicina em uma faculdade particular com bolsa de 100%. Essa é uma possibilidade muito legal para quem deseja ingressar no nível superior, seja de faculdade pública ou privada, para quem tem planos de sair do estado onde mora, o Enem propicia tudo isso. Você tem a possibilidade de prestar provas para outros estados e cidades, sem precisar sair da cidade onde você mora atualmente”, falou.
Saiba como usar as notas do Enem nos processos seletivos do MEC:
Sisu – Os participantes do Enem podem se inscrever para concorrer a vagas em instituições públicas de educação superior pelo Sisu. Para participar da seleção, o candidato não pode ter zerado a redação. Também é preciso ter o ensino médio completo, ou seja, treineiros não podem se inscrever no Sisu.
A seleção é feita com base na média das notas obtidas no exame, respeitando o limite de vagas disponíveis para cada curso e modalidade de concorrência, e leva em conta os perfis social e econômico dos candidatos conforme a Lei de Cotas (Lei nº 12.711/2012).
A maioria das instituições participantes são universidades e institutos federais. Na última edição, foram ofertadas 261.779 vagas para 6.863 cursos de graduação em 124 instituições de todas as regiões do país.
Prouni – Para se inscrever nos processos seletivos do Prouni, o estudante poderá utilizar as notas do Enem das duas últimas edições do exame. Por exemplo, para efetuar a inscrição no Prouni 2026, é precis ter feito o Enem de 2024 ou 2025. O MEC realiza dois processos seletivos do programa a cada ano. Em todos os processos seletivos, o candidato pode optar por concorrer às bolsas destinadas à ampla concorrência ou às cotas para pessoas com deficiência e autodeclaradas indígenas, pardas ou pretas.
O Prouni oferece bolsas de estudo integrais (100% gratuitas) e parciais (50% do valor da mensalidade do curso) para graduação em instituições privadas. O público-alvo do programa é o estudante brasileiro sem diploma de nível superior. Para concorrer à bolsa integral, é preciso ter renda familiar bruta mensal de até um salário mínimo e meio por pessoa. Para a bolsa parcial, a renda familiar bruta mensal deve ser de até três salários mínimos por pessoa.
Os candidatos também precisam atender a outras condições, como ter feito o ensino médio em escola pública ou ter sido bolsista em escola particular, entre outras. Além dos critérios socioeconômicos e de ter feito o Enem nos últimos dois anos, é preciso obter nota média superior a 450 pontos nas cinco provas do Enem e ter tirado acima de zero na redação.
Em 2025, o Prouni completou 20 anos, com mais de 3,6 milhões de estudantes beneficiados desde 2005, sendo 2,67 milhões com bolsas integrais. A maioria dos beneficiados é de mulheres (57%) e negros (55%). Atualmente, 632.503 estudantes contam com bolsas do Prouni para cursar a educação superior, matriculados em 1.851 instituições privadas de ensino.
Fies – As notas do Enem também podem ser usadas para concorrer a vagas ofertadas para o ensino superior pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que possibilita a estudantes de baixa renda cursar faculdades particulares por meio de financiamento, que começa a ser cobrado após a conclusão do curso. Desde 2024, o Fies reserva vagas para candidatos autodeclarados pretos, pardos, indígenas e quilombolas, assim como para pessoas com deficiência (PCDs).
Para participar, é preciso ter renda familiar mensal bruta por pessoa de até três salários mínimos. A nova modalidade do programa, o Fies Social, reserva metade das vagas do Fies para estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), em situação ativ. Com o Fies Social, é possível financiar até 100% do valor dos cursos, até o limite dos valores exigidos por tipo de curso. Para participar, o estudante precisa ter feito o Enem, qualquer edição desde 2010, obter nota média superior a 450 pontos e não zerar a redação.
Foram ofertadas mais de 112 mil vagas, em dois processos seletivos do Fies em 2025. O primeiro, para cursos com início das aulas no primeiro semestre, e o segundo, para aulas que tiveram início no segundo semestre.
Outras seleções – Os resultados individuais do Enem também podem ser utilizados como critério único ou complementar de processos seletivos próprios realizados por cada instituição de ensino superior, seja pública ou privada.
Além disso, as notas podem ser aproveitadas em processos seletivos de instituições portuguesas que possuem convênio com o Inep para aceitar as notas do exame. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep e da Sesu
Fonte: Ministério da Educação
BRASIL
Wellington Lima destaca proteção a jornalistas e defensores de direitos humanos em homenagem a Dom Phillips e Bruno Pereira
Mais do que uma premiação, o concurso buscou preservar a memória do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, assassinados em junho de 2022 durante uma expedição no Vale do Javari, no Amazonas (AM). Reconhecidos pela atuação em defesa dos povos indígenas, da proteção ambiental e da liberdade de informação, os dois se tornaram símbolos da luta pelos direitos humanos e da necessidade de garantir segurança a jornalistas, comunicadores e defensores socioambientais.
Promovido pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), com apoio da Secretaria de Comunicação Social (Secom), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o concurso integra o Plano de Ação brasileiro para o cumprimento das medidas cautelares determinadas pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) após o assassinato de Phillips e Pereira. O concurso contou ainda com apoio do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Durante a cerimônia, Wellington Lima ressaltou a importância de preservar a memória dos jornalistas e destacou os avanços promovidos pelo Estado brasileiro para fortalecer a proteção de jornalistas, comunicadores e defensores de direitos humanos.
“Estamos aqui também para exercer o dever de memória. Bruno e Dom não devem ser lembrados apenas pela tragédia que os vitimou, mas pelo legado que construíram e pelas transformações que ainda inspiram o Brasil”, afirmou o ministro.
Segundo Wellington Lima, a atuação conjunta entre Governo e sociedade civil tem sido fundamental para a construção de respostas concretas às demandas relacionadas à proteção de direitos humanos e à liberdade de imprensa. Ele destacou a criação do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, espaço permanente de articulação que contribuiu para a elaboração do Protocolo Nacional de Investigação de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores Sociais.
Ao encerrar sua participação, o ministro reforçou a importância da responsabilização dos autores de crimes cometidos contra defensores de direitos humanos e profissionais da comunicação.
“Temos confiança de que as investigações e os processos judiciais desses casos devem seguir seu curso com a seriedade, a atenção e o rigor que essas situações exigem”, declarou.
Premiação reconhece iniciativas em defesa dos direitos humanos e do meio ambiente
Lançado em março deste ano, o Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação recebeu 912 inscrições de todas as regiões do País. O concurso contemplou seis categorias: Reportagem em Texto, Fotojornalismo e Artes Visuais, Reportagem Audiovisual, Comunicação Indígena, Comunicação de Comunidades Tradicionais e Educação Midiática. Ao todo, foram distribuídos R$ 300 mil em premiações.
Em cada uma das seis categorias, foram premiadas três iniciativas. Os vencedores do primeiro lugar receberam R$ 30 mil, enquanto os segundos e terceiros colocados foram contemplados com R$ 15 mil e R$ 5 mil, respectivamente. A premiação buscou valorizar produções comprometidas com a promoção dos direitos humanos, a proteção ambiental, a defesa dos povos indígenas e o fortalecimento da comunicação de interesse público.
Também participaram da solenidade o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira; o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena; o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco; o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira; o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho; a ministra interina dos Direitos Humanos e da Cidadania, Caroline Dias dos Reis; o secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Carlos Márcio Bicalho Cozendey; a diretora e representante da Unesco no Brasil, Marlova Noleto; o vice-presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, José Luis Caballero Ochoa; o encarregado de Negócios da Embaixada do Reino Unido, Tony Kay; o adjunto do advogado-geral da União, Júnior Divino Fideles; e o representante das organizações peticionárias, Eliésio Marubo.
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