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Farm Show em Dom Pedrito destaca campeões das raças Hereford e Braford

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A 92ª Exposição de Dom Pedrito (RS), conhecida como Farm Show, apresentou os grandes vencedores da temporada das raças Hereford e Braford, integrando o circuito oficial da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB). O evento reuniu criadores da região para disputas de alto nível, focadas nas categorias rústicas das raças Polled Hereford e Braford. A avaliação técnica ficou a cargo do jurado Carlos Suñé de Blanco.

Hereford: Estância São Francisco Xavier conquista fêmeas

Na categoria Polled Hereford fêmeas, o Grande Campeão de lote foi o lote 6 da Estância São Francisco Xavier, de Isadora Rocha Galarza e Natália Salles da Rocha, de Dom Pedrito, formado pelos exemplares K3452, K3544 e K3674. O lote 3 da Estância São João, com os animais D305, D307 e D308, recebeu o título de Grande Campeão Reservado.

Destaque para a fêmea K3452, do lote 6, que conquistou ainda o prêmio de Melhor Rústica da exposição.

Machos Polled Hereford: Cabanha Dom Angélico leva o título

Entre os machos Polled Hereford, o Grande Campeão de lote foi o lote 10 da Cabanha Dom Angélico, de Miguel Ricardo Vargas Chuy, de Dom Pedrito, formado pelos exemplares U16, U52 e U98. O lote 11 da Fazenda Santa Ana, da Wolf Parceria Agropecuária, também de Dom Pedrito, foi o reservado, com os animais 0339, 0360 e 9897.

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O touro 0339, do lote 11, foi premiado como Melhor Três Anos e Melhor Rústico, destacando-se na avaliação técnica do evento.

Braford fêmeas: Estância São João lidera categoria

Na raça Braford, a Estância São João, de João Garibaldi Almeida Viana, conquistou o título de Grande Campeão de lote entre as fêmeas com o lote 15, formado pelas exemplares D004, D018 e D029. O lote 14 da mesma propriedade, com D022, D038 e D049, foi o reservado.

A fêmea D018, do lote 15, também foi premiada como Melhor Rústica, reforçando a qualidade genética da propriedade.

Machos Braford: Estância Guatambu é destaque

Entre os machos Braford, o Grande Campeão de lote foi o lote 20 da Estância Guatambu, de Valter José Potter e parceiros, composto pelos exemplares A06, A15 e A22. O lote 21, da mesma propriedade, foi o reservado, com os animais Z3156, Z3202 e Z3214.

O título de Melhor Rústico ficou com o lote 17, da Estância São João, com o exemplar D047, destacando a excelência na criação da raça Braford.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra recorde deve superar capacidade dos armazéns em 133 milhões de toneladas

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A produção brasileira de grãos poderá superar a capacidade de armazenagem do país em aproximadamente 133 milhões de toneladas na safra 2026/27. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 366,6 milhões de toneladas, enquanto os armazéns brasileiros comportam 233,8 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estrutura existente equivale a cerca de 64% do volume que poderá ser produzido. A diferença expõe um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a produção avança em ritmo superior à construção e à modernização de silos, sobretudo dentro das propriedades rurais e nas novas regiões produtoras.

Na prática, a limitação reduz a capacidade do agricultor de escolher o melhor momento para comercializar. Sem espaço próprio, parte dos produtores precisa retirar rapidamente os grãos da fazenda e negociar durante a colheita, período marcado pela concentração da oferta, aumento da procura por caminhões e pressão sobre os preços e os fretes.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), o problema deixou de ser apenas logístico e passou a afetar diretamente a renda no campo.

“Produzir uma safra recorde é uma conquista, mas o produtor precisa ter condições de transformar esse volume em renda. Sem armazenagem, ele perde liberdade para decidir quando vender e pode ser obrigado a negociar justamente no período de maior oferta, quando os preços tendem a estar mais pressionados”, afirma Rezende.

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“Um silo dentro da propriedade não serve apenas para guardar grãos. Ele permite preservar a qualidade, reduzir perdas, organizar o transporte e esperar uma condição comercial mais favorável. Em uma atividade de margens cada vez mais estreitas, essa capacidade de decisão pode determinar o resultado de toda a safra”, acrescenta.

Segundo Rezende, a ampliação dos armazéns exige financiamento de longo prazo, previsibilidade e condições compatíveis com o período necessário para recuperar o investimento. “O Brasil não pode continuar ampliando a produção sem fazer o mesmo esforço na infraestrutura. A armazenagem precisa ser tratada como parte do sistema produtivo, porque o gargalo acaba transferindo custos, riscos e perdas para quem está no campo”, diz.

A capacidade de armazenagem brasileira cresceu 1,1% no segundo semestre de 2025 e chegou a 233,8 milhões de toneladas. No mesmo período, o país contabilizava 9.668 estabelecimentos com estruturas destinadas à guarda de produtos agrícolas.

O avanço, porém, não acompanha o ritmo das lavouras. A safra 2025/26 foi estimada em 361,7 milhões de toneladas. Para o ciclo 2026/27, a projeção de 366,6 milhões representa mais 4,9 milhões de toneladas chegando ao mercado, com novos recordes esperados em culturas importantes.

A diferença entre produção e capacidade estática não significa que 133 milhões de toneladas ficarão literalmente sem local para serem guardadas. Os armazéns podem receber mais de uma carga durante o ano, e as culturas são colhidas em épocas diferentes. Mesmo assim, a comparação mostra que a estrutura disponível é insuficiente nos momentos de concentração da colheita e está distribuída de forma desigual pelo território.

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O problema é mais grave nas regiões em que a produção cresceu rapidamente sem a instalação de silos na mesma proporção. Nesses locais, os grãos percorrem distâncias maiores até unidades armazenadoras, elevando o consumo de combustível, o custo do transporte e o tempo de espera para descarga.

As filas também podem atrasar a retirada da produção da propriedade e a entrada das máquinas em novas áreas. Quando soja e milho disputam simultaneamente caminhões e espaço nos armazéns, o gargalo alcança cooperativas, tradings, indústrias e terminais de exportação.

A ampliação da armazenagem nas fazendas permitiria distribuir melhor o fluxo dos grãos ao longo do ano e reduzir a pressão sobre rodovias e terminais durante a colheita. Também daria ao produtor melhores condições para separar lotes, conservar a qualidade e negociar o produto de acordo com as oportunidades do mercado.

O desafio da safra 2026/27, portanto, não estará apenas em produzir mais. O país terá de encontrar espaço, transporte e condições comerciais para transformar 366,6 milhões de toneladas de grãos em renda efetiva para o produtor.

Fonte: Pensar Agro

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