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CTC reúne especialistas para discutir manejo de alto potencial nos canaviais e estratégias sustentáveis de produtividade

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Evento foca em soluções práticas para o manejo da cana-de-açúcar

A ESFERA — movimento colaborativo criado pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) — realizou nesta quarta-feira (30), em Piracicaba (SP), o segundo encontro do ciclo de debates sobre o futuro da canavicultura, com o tema “Manejo de Alto Potencial”. O evento reuniu pesquisadores, consultores e produtores para discutir práticas que aumentem o desempenho dos canaviais de forma sustentável.

Lançada em setembro, a ESFERA tem como objetivo conectar o setor sucroenergético em torno dos principais desafios agronômicos, promovendo um ambiente contínuo de troca de conhecimento e inovação. A iniciativa busca transformar a ciência e a experiência de campo em soluções aplicadas que melhorem a produtividade com sustentabilidade.

Integração entre ciência e prática de campo

De acordo com Suzeti Jarra Ferreira, diretora de Marketing do CTC, a agilidade nas mudanças do campo exige que o manejo acompanhe o ritmo das transformações tecnológicas.

“O propósito da Esfera é justamente criar um ambiente onde a troca entre a ciência e a prática de campo gere resultados reais para toda a cadeia”, destacou.

Durante o encontro, painéis temáticos abordaram desde estratégias de nutrição até o manejo integrado de pragas e plantas daninhas, reforçando a importância de uma visão moderna e adaptativa na gestão agrícola.

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Pesquisadores apresentam resultados sobre nutrição e produtividade

Entre os convidados, o professor Rafael Otto, da ESALQ/USP, apresentou estudos sobre como diferentes níveis de nutrição afetam o desempenho das variedades de cana-de-açúcar.

“Todo o setor busca elevar a produtividade média para reduzir o custo de produção. Isso só é possível com investimento e manejo de alto potencial. A produtividade elevada é o melhor caminho para tornar o canavial mais competitivo”, afirmou Otto.

Manejo de pragas e integração tecnológica em destaque

A programação também contou com relatos de campo e debates com produtores, que compartilharam experiências e desafios enfrentados nas lavouras. A gerente corporativa de fitotecnia e experimentação da BP Bioenergy, Hayrá Reis, destacou a necessidade de uma abordagem integrada no controle de pragas.

“Hoje, o desafio não é apenas combater a praga, mas lidar com o custo, a pressão por sustentabilidade e as mudanças climáticas. A integração do manejo, aliando as revoluções biológica, digital e de dados, torna o controle mais eficiente”, observou.

Próximos passos da ESFERA

A ESFERA ainda promoverá mais um encontro presencial nesta safra, mantendo a comunidade online ativa para o compartilhamento contínuo de informações, pesquisas e experiências entre os participantes.

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A iniciativa reforça o compromisso do setor sucroenergético com o avanço da tecnologia, a sustentabilidade e o aumento da produtividade no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil endurece controle sanitário para evitar bloqueio de exportações de carne à UE

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O Ministério da Agricultura iniciou a aplicação de novos procedimentos de inspeção na produção de carnes e derivados para adequar o setor às exigências da União Europeia sobre o uso de antimicrobianos. A medida, detalhada em ofício do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), torna obrigatória a comprovação documental de que nenhum insumo proibido foi utilizado ao longo de todo o ciclo de vida dos animais destinados ao bloco europeu.

As normas entram em vigor para a certificação de cargas a partir de 3 de setembro. A partir desta data, a emissão do certificado sanitário internacional será exclusiva para produtos que atestem conformidade total com a legislação europeia, que veda o uso de uma série de antibióticos, antivirais e antiprotozoários reservados ao tratamento de infecções humanas.

O impacto econômico é significativo. No caso da carne bovina, a necessidade de rastreabilidade completa e segregação dos animais deve suspender a maior parte das vendas ao mercado europeu por, pelo menos, dois anos — tempo necessário para que o gado nascido sob os novos protocolos de controle chegue ao abate. A estimativa de impacto nas exportações chega a cerca de R$ 5,21 bilhões anuais.

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Para as cadeias de aves, ovos, mel e aquicultura, a expectativa é de adaptação mais rápida devido ao ciclo de vida mais curto dos animais. Nesses setores, as novas diretrizes obrigam os produtores a qualificar e monitorar rigorosamente os fabricantes de ração, garantindo que insumos proibidos não sejam integrados à dieta dos animais.

A fiscalização brasileira será ampliada. O Ministério da Agricultura orientou que os auditores fiscais verifiquem não apenas os documentos, mas a efetividade dos controles internos dos frigoríficos. Em casos de suspeita fundamentada de uso de substâncias proibidas, as unidades serão obrigadas a bloquear os lotes e fornecer a rastreabilidade detalhada de toda a cadeia produtiva, do nascimento do animal até o abate.

Sobre o Reino Unido, que sinalizou a intenção de seguir diretrizes similares às europeias, o ofício esclarece que, no momento, não há exigências adicionais de certificação. Os controles atuais permanecem vigentes enquanto se aguarda uma manifestação conclusiva das autoridades britânicas.

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Fonte: Pensar Agro

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