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Polícia Civil prende em flagrante autor de roubos em lojas femininas da Capital

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Um homem apontado como autor de uma série de roubos em uma loja de roupas femininas na Capital foi preso em flagrante pela Polícia Civil, na quinta-feira (30.10), em rápida ação realizada pela equipe da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) do município.

O suspeito, de 38 anos, possuía diversas passagens criminais e já era monitorado por tornozeleira eletrônica, porém havia rompido o dispositivo para a prática de novos crimes.

As investigações apontaram que o suspeito está envolvido em pelo menos quatro outros roubos, todos com o mesmo modo de ação, invadindo lojas de roupas femininas e ameaçando as atendentes. Os crimes, registrados entre os dias 16 e 24 de outubro, vinham causando temor entre comerciantes e funcionárias de lojas da região central da capital.

Para praticar o crime, o suspeito atuava sozinho, simulando ser cliente para se aproximar das vítimas, sempre mulheres, e fazendo ameaças, subtraía joias, celulares e dinheiro.

Após intensas investigações, os policiais civis da Derf Cuiabá conseguiram identificar o suspeito, que foi localizado em um antigo hospital abandonado, nas proximidades da Rodovia BR-163, no bairro Tijucal. Com ele, foram apreendidos celulares, roupas e outros objetos utilizados nos crimes.

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Diante dos fatos, ele foi conduzido à delegacia, onde após ser interrogado, foi autuado em flagrante pelo crime de roubo majorado.

O delegado titular da Derf Cuiabá, Sylvio do Vale Ferreira Júnior, destacou que o trabalho contínuo de investigação e a integração da equipe foram determinantes para o resultado.

“Trata-se de um criminoso reincidente, que vinha aterrorizando o comércio local. A atuação ágil e técnica da equipe da Derf foi fundamental para interromper essa sequência de crimes e garantir maior segurança à população de Cuiabá”, afirmou o delegado.

Flagrante de receptação

Durante as investigações, a equipe da Derf também identificou um homem, de 76 anos, apontado como receptador das joias roubadas. Ele foi localizado em um comércio no centro de Cuiabá e admitiu ter comprado os objetos subtraídos.

O suspeito foi conduzido à Derf, onde foi autuado em flagrante por crime de receptação qualificada, em razão de exercer atividade comercial e adquirir produtos de origem criminosa.

Fonte: Governo MT – MT

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Estereótipos de gênero podem gerar injustiças no Direito de Família, alerta juíza

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Mulher de blazer preto fala ao microfone diante de plateia sentada. Ao fundo, telão com slide sobre campanha e banner do CEMULHER - Coordenadoria Estadual da Mulher“Não existe pai herói por fazer o que é sua obrigação, nem mãe menos dedicada por trabalhar fora”. A reflexão marcou a palestra da juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, durante a capacitação das Equipes Multidisciplinares das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, realizada na tarde desta quarta-feira (15) pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.
Com o tema “Estereótipos de Gênero no Direito de Família”, a magistrada chamou a atenção para a necessidade de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais reconhecerem e romperem padrões culturais que ainda influenciam decisões judiciais e atendimentos às mulheres em situação de violência.
Segundo a juíza Ana Graziela, a ideia de que a mulher deve ser sempre a principal cuidadora dos filhos, enquanto o homem ocupa exclusivamente o papel de provedor, ainda provoca julgamentos que podem comprometer a imparcialidade dos processos. “A gente não pode taxar as pessoas por um estereótipo. O pai não é herói por cuidar do filho, porque isso é obrigação. Da mesma forma, a mulher não deixa de ser uma boa mãe porque trabalha o dia inteiro ou conta com uma rede de apoio para cuidar das crianças”, afirmou.
Plateia sentada assiste palestra em auditório. Ao fundo, palestrante de preto fala ao microfone diante de telão com slide e banner do CEMULHER.Atendimento sem julgamentos
Durante a palestra, a juíza explicou que esses estereótipos podem resultar em violência processual, quando preconceitos e ideias pré-concebidas interferem na forma como mulheres são ouvidas, acolhidas e avaliadas pelo sistema de Justiça.
Ela destacou que é preciso evitar perguntas e conclusões que responsabilizem a vítima pela violência sofrida ou coloquem em dúvida sua credibilidade. “Não adianta essa mulher ser vítima em casa e, quando chega ao Fórum, sofrer um outro tipo de violência praticada pelo próprio poder público. Ela precisa encontrar acolhimento, não julgamento”, comentou.
Ao abordar a evolução histórica dos direitos das mulheres, Ana Graziela lembrou que muitos padrões sociais foram construídos ao longo dos séculos e ainda se refletem nas relações familiares e nas decisões judiciais. Por isso, defendeu que magistrados e equipes técnicas utilizem o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como instrumento para reduzir vieses e garantir decisões mais justas.
Como mensagem final aos participantes, a magistrada reforçou que empatia e imparcialidade devem orientar a atuação de todos os profissionais que lidam com famílias e mulheres em situação de violência. “Precisamos quebrar os estereótipos de gênero. Um laudo deve ser construído sem julgamentos e baseado na realidade dos fatos. Quem trabalha com essas famílias precisa compreender o contexto em que elas vivem e atuar com empatia para evitar novas formas de violência”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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