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Cerimônia Nacional da Bandeira Azul celebra destinos premiados e reforça compromisso do Brasil com o turismo sustentável

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O município do Guarujá (SP) sediou, no último dia 31 de outubro, a Cerimônia Nacional de Entrega da Bandeira Azul 2025/2026, que marcou o início oficial da nova temporada do programa no Brasil. A iniciativa reconhece praias e marinas que se destacam pela qualidade ambiental, gestão sustentável e por boas práticas de turismo responsável.

Nesta edição, 60 destinos brasileiros foram aprovados pelos júris nacional e internacional do programa e poderão hastear a bandeira, que simboliza o compromisso com a preservação ambiental e a valorização do turismo sustentável na costa do país.

As localidades contempladas estão distribuídas por cinco estados: Alagoas (1) e Bahia (5), na região Nordeste; Rio de Janeiro (19) e São Paulo (4), no Sudeste; e Santa Catarina (31), no Sul, consolidando o estado como o maior detentor de premiações nesta temporada.

Para a coordenadora-geral de Turismo Sustentável e Responsável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, a ampliação do número de destinos reconhecidos reflete o avanço do Brasil na integração entre preservação e desenvolvimento.

“O Programa Bandeira Azul é um símbolo do esforço conjunto entre governo, setor privado e comunidades locais para promover um turismo cada vez mais sustentável. Cada prêmio representa um destino que investe em gestão ambiental, qualidade de vida e experiências turísticas responsáveis. O Ministério do Turismo apoia e estimula essas práticas, pois entende que o futuro do turismo brasileiro passa pela sustentabilidade”, destacou Carolina Fávero.

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As praias e marinas premiadas precisam comprovar, anualmente, o cumprimento dos 38 critérios internacionais definidos pela Foundation for Environmental Education (FEE), organização responsável pela promoção global do programa. Os requisitos abrangem aspectos como gestão ambiental e patrimonial, qualidade da água, educação ambiental, segurança, serviços, responsabilidade social e turismo sustentável.

Leana Bernardi, diretora-presidente do Instituto Ambientes em Rede (IAR) – entidade que coordena o programa no Brasil –, ressaltou o compromisso coletivo que proporcionou as certificações. “Por trás de cada bandeira hasteada há uma equipe comprometida, uma comunidade engajada e um esforço constante para fazer diferente. O Bandeira Azul reconhece o trabalho de quem acredita que a sustentabilidade se constrói no dia a dia, com decisões responsáveis. Essa conquista é resultado de um trabalho conjunto entre poder público, iniciativa privada e sociedade civil. Todos unidos pelo mesmo propósito: garantir um futuro mais sustentável para o nosso litoral”, afirmou Leana Bernardi.

O Programa Bandeira Azul é reconhecido internacionalmente como uma das mais importantes premiações socioambientais do mundo. Sua presença crescente no Brasil reforça o compromisso do país em equilibrar o desenvolvimento do turismo e a preservação dos recursos naturais, promovendo experiências turísticas de excelência e responsabilidade.

DESTAQUES – Pelo terceiro ano consecutivo, o município de Bombinhas (SC) recebeu o prêmio Destaque em Educação Ambiental, concedido pelo Júri Nacional do Programa Bandeira Azul. O reconhecimento se deveu a iniciativas realizadas durante a temporada 2024/2025 nas praias da Conceição, Mariscal, Prainha de Mariscal, Quatro Ilhas e Tainha.

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Na categoria Praias, os destaques foram a atividade “Pesca Fantasma: Defesa do Meio Ambiente Marinho”, realizada na Praia do Peró, em Cabo Frio (RJ), e o vídeo com o tema “Disseminação do Conhecimento sobre Mudanças Climáticas”, desenvolvido pelas praias de Bombinhas (SC). Já no grupo Marinas, tiveram reconhecimento o conjunto de atividades do Iate Clube de Santa Catarina – Veleiros da Ilha, de Florianópolis (SC), e a ação “O Caminho do Lixo até o Mar”, a cargo da Marina Kauai, de Ubatuba (SP).

BOAS PRÁTICAS – O Júri Internacional do Programa Bandeira Azul concedeu ao Brasil três prêmios de Boas Práticas. Na categoria Adaptação Climática, o Iate Clube de Santa Catarina conquistou o primeiro lugar no Hemisfério Sul, com a atividade “Visita a uma Fazenda de Ostras – Maricultura, Clima e Economia do Mar”. Já no grupo Combate à Perda de Polinizadores, o projeto “Iguaba Mais Verde”, da Praia de Ubás, em Iguaba Grande (RJ), ficou com o segundo lugar. Na mesma categoria, a Praia do Patacho, em Porto de Pedras (AL), também foi premiada pela atividade “Caminhos Sustentáveis, Inclusão e Natureza”.

Por Marco Guimarães

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo

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Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.

​A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.

​Afroturismo

​Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas. 

Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ​”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.

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​Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.

​Turismo 60+

A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.

​Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.

​”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.

​Protagonismo indígena

​Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.

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​Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ​”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.

​Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.

Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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