BRASIL
MTE participa do XI Encontro Anual da Rede de Pontos Focais da Iniciativa Regional América Latina e Caribe Livres do Trabalho Infantil
BRASIL
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Inspeção do Trabalho, participou, entre os dias 24 e 27 de outubro, do XI Encontro Anual da Rede de Pontos Focais da Iniciativa Regional América Latina e Caribe Livres do Trabalho Infantil. O auditor-fiscal do Trabalho Roberto Padilha Guimarães, coordenador nacional de Fiscalização do Trabalho Infantil, representou o MTE no evento.
Durante o encontro, foram debatidos o Plano Estratégico 2026–2030 e o Programa Regional de Aceleração da Eliminação do Trabalho Infantil na América Latina e no Caribe (PRAETI), que têm como objetivo fortalecer os planos de ação nacionais por meio de metas concretas, atividades de impacto e recursos adequados. A iniciativa busca tornar realidade o compromisso da região de alcançar a primeira geração livre do trabalho infantil.
De acordo com Roberto Padilha, o momento exige que os compromissos assumidos sejam convertidos em ações concretas, mensuráveis e sustentáveis. “É fundamental que cada iniciativa, parceria e política pública esteja alinhada ao objetivo comum de eliminar o trabalho infantil em todas as suas formas. A próxima Conferência Mundial deve representar um marco de consolidação desse esforço global. Um mundo livre do trabalho infantil não constitui uma meta inatingível, mas um compromisso ético e social possível de ser alcançado por meio da cooperação internacional e do fortalecimento das políticas nacionais.”
O auditor-fiscal enfatizou ainda o propósito compartilhado de assegurar que nenhuma criança precise trabalhar quando deveria estar em sala de aula, aprendendo e se desenvolvendo plenamente. “Somente com ações coordenadas e persistentes poderemos tornar essa meta uma realidade concreta”, concluiu.
Iniciativa Regional América Latina e Caribe Livres do Trabalho Infantil
A Iniciativa Regional América Latina e Caribe Livres do Trabalho Infantil é uma aliança que reúne 31 países da região, além de organizações de empregadores e de trabalhadores, com o objetivo de prevenir e erradicar o trabalho infantil por meio de ações conjuntas e cooperação técnica.
A iniciativa representa o compromisso coletivo dos países latino-americanos e caribenhos com a eliminação do trabalho infantil, em alinhamento à Meta 8.7 da Agenda 2030 da ONU e ao cumprimento das Convenções da OIT nº 182, sobre as piores formas de trabalho infantil, e nº 138, que define a idade mínima de admissão ao trabalho, bem como à Convenção sobre os Direitos da Criança.
BRASIL
Wellington Lima destaca proteção a jornalistas e defensores de direitos humanos em homenagem a Dom Phillips e Bruno Pereira
Mais do que uma premiação, o concurso buscou preservar a memória do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, assassinados em junho de 2022 durante uma expedição no Vale do Javari, no Amazonas (AM). Reconhecidos pela atuação em defesa dos povos indígenas, da proteção ambiental e da liberdade de informação, os dois se tornaram símbolos da luta pelos direitos humanos e da necessidade de garantir segurança a jornalistas, comunicadores e defensores socioambientais.
Promovido pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), com apoio da Secretaria de Comunicação Social (Secom), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o concurso integra o Plano de Ação brasileiro para o cumprimento das medidas cautelares determinadas pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) após o assassinato de Phillips e Pereira. O concurso contou ainda com apoio do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Durante a cerimônia, Wellington Lima ressaltou a importância de preservar a memória dos jornalistas e destacou os avanços promovidos pelo Estado brasileiro para fortalecer a proteção de jornalistas, comunicadores e defensores de direitos humanos.
“Estamos aqui também para exercer o dever de memória. Bruno e Dom não devem ser lembrados apenas pela tragédia que os vitimou, mas pelo legado que construíram e pelas transformações que ainda inspiram o Brasil”, afirmou o ministro.
Segundo Wellington Lima, a atuação conjunta entre Governo e sociedade civil tem sido fundamental para a construção de respostas concretas às demandas relacionadas à proteção de direitos humanos e à liberdade de imprensa. Ele destacou a criação do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, espaço permanente de articulação que contribuiu para a elaboração do Protocolo Nacional de Investigação de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores Sociais.
Ao encerrar sua participação, o ministro reforçou a importância da responsabilização dos autores de crimes cometidos contra defensores de direitos humanos e profissionais da comunicação.
“Temos confiança de que as investigações e os processos judiciais desses casos devem seguir seu curso com a seriedade, a atenção e o rigor que essas situações exigem”, declarou.
Premiação reconhece iniciativas em defesa dos direitos humanos e do meio ambiente
Lançado em março deste ano, o Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação recebeu 912 inscrições de todas as regiões do País. O concurso contemplou seis categorias: Reportagem em Texto, Fotojornalismo e Artes Visuais, Reportagem Audiovisual, Comunicação Indígena, Comunicação de Comunidades Tradicionais e Educação Midiática. Ao todo, foram distribuídos R$ 300 mil em premiações.
Em cada uma das seis categorias, foram premiadas três iniciativas. Os vencedores do primeiro lugar receberam R$ 30 mil, enquanto os segundos e terceiros colocados foram contemplados com R$ 15 mil e R$ 5 mil, respectivamente. A premiação buscou valorizar produções comprometidas com a promoção dos direitos humanos, a proteção ambiental, a defesa dos povos indígenas e o fortalecimento da comunicação de interesse público.
Também participaram da solenidade o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira; o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena; o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco; o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira; o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho; a ministra interina dos Direitos Humanos e da Cidadania, Caroline Dias dos Reis; o secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Carlos Márcio Bicalho Cozendey; a diretora e representante da Unesco no Brasil, Marlova Noleto; o vice-presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, José Luis Caballero Ochoa; o encarregado de Negócios da Embaixada do Reino Unido, Tony Kay; o adjunto do advogado-geral da União, Júnior Divino Fideles; e o representante das organizações peticionárias, Eliésio Marubo.
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