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Açúcar reage à valorização do real e fatores climáticos, mas analistas alertam para limites no avanço dos preços
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Os contratos futuros do açúcar encerraram a quinta-feira (6) em alta nas bolsas internacionais, revertendo perdas do início do dia. O movimento foi impulsionado pela valorização do real frente ao dólar e pelo otimismo dos investidores após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa Selic em 15% ao ano. A medida reforçou o caráter “significativamente contracionista” da política monetária brasileira, aumentando a atratividade da moeda nacional e fortalecendo os preços das commodities.
Apesar da recuperação, os valores do açúcar seguem próximos das mínimas em quase cinco anos, pressionados pelo aumento da produção no Brasil e pelo superávit global previsto para 2025/26. Analistas ressaltam que, embora o cenário atual indique um alívio momentâneo, o excesso de oferta global tende a limitar ganhos mais expressivos no médio prazo.
Cotações sobem em Nova York e Londres
Na ICE Futures, em Nova York, o contrato de março/26 encerrou a sessão de quinta-feira cotado a 14,19 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 8 pontos. O contrato de maio/26 avançou 10 pontos, sendo negociado a 13,85 centavos de dólar por libra-peso.
Nesta sexta-feira (7), o mercado manteve o viés positivo. O contrato dezembro/25 operava em 14,31 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,12%, enquanto o maio/26 avançava 0,10%, cotado a 13,95 centavos de dólar por libra-peso.
Em Londres, o açúcar branco também apresentou ganhos. O contrato dezembro/25 subiu para US$ 415,40 por tonelada, enquanto o de março/26 avançou para US$ 410,00 por tonelada, consolidando o movimento de valorização visto ao longo da semana.
Clima e atrasos na safra influenciam o mercado
O avanço recente dos preços também reflete a influência do clima nas lavouras brasileiras. Chuvas intensas em regiões produtoras e o fechamento temporário de algumas usinas reduziram a oferta no curto prazo, sustentando as cotações internacionais.
Segundo a Datagro, a produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil para a safra 2026/27 deve crescer 3,9% em relação ao ciclo anterior, atingindo 44 milhões de toneladas — o maior volume da história. Mesmo assim, o mercado global ainda se mostra sensível a fatores climáticos e à volatilidade cambial.
Excedente global pode limitar novas altas
Apesar da recente alta, o mercado segue cauteloso. A expectativa de um superávit global na safra 2025/26 e o aumento das exportações da Índia — favorecidas por uma monção mais forte em cinco anos — podem exercer pressão negativa sobre os preços.
De acordo com o TradingView, as chuvas abundantes no país asiático, que acumularam 937,2 mm, 8% acima da média, podem resultar em uma safra recorde, elevando o volume disponível no mercado internacional e reduzindo o espaço para novas valorizações.
Mercado interno: açúcar e etanol recuam
No Brasil, o açúcar cristal apresentou leve retração de 0,60%, segundo o Indicador Cepea/Esalq (USP), com a saca de 50 quilos negociada a R$ 108,32.
O etanol hidratado também recuou 0,02%, conforme o Indicador Diário Paulínia, sendo vendido a R$ 2.893,00 por metro cúbico nas usinas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Algodão recua na Bolsa de Nova York após sequência de altas e mercado acompanha avanço da safra brasileira
Após semanas consecutivas de valorização, os preços do algodão passaram a registrar recuo na Bolsa de Nova York. A movimentação foi destacada em análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, que aponta mudanças no cenário climático e no mercado global de commodities como os principais fatores de pressão sobre as cotações da pluma.
Segundo o instituto, o contrato do algodão com vencimento em julho de 2026 chegou a atingir ¢US$ 87,77 por libra-peso no início de maio, acumulando valorização de 33,09% em relação aos níveis observados no começo de março.
No entanto, o movimento perdeu força nos últimos dias, e o contrato encerrou a semana cotado a ¢US$ 77,42 por libra-peso, refletindo uma correção do mercado após a forte alta recente.
Clima nos EUA e petróleo influenciam mercado da pluma
De acordo com o relatório, a valorização observada anteriormente foi impulsionada por fatores como o conflito entre Estados Unidos e Irã, que elevou os preços internacionais do petróleo, além das condições climáticas desfavoráveis durante a semeadura da safra 2026/27 nos Estados Unidos.
Com a recuperação das condições climáticas nas regiões produtoras norte-americanas, o mercado passou a reavaliar os riscos relacionados à oferta global da fibra.
Outro fator que contribuiu para a retração das cotações foi a queda nos preços do petróleo. Esse movimento aumenta a competitividade das fibras sintéticas derivadas do petróleo em relação ao algodão, reduzindo parte da demanda pela fibra natural no mercado têxtil internacional.
Correções técnicas e safra brasileira ampliam pressão
Além dos fundamentos ligados ao clima e ao petróleo, o mercado também registrou movimentos de realização de lucros e correções técnicas após sucessivas sessões de valorização na Bolsa de Nova York.
O início da colheita da safra brasileira também passou a ocupar o radar dos investidores e agentes do setor.
O avanço da oferta de pluma no Brasil, um dos maiores exportadores mundiais de algodão, tende a ampliar a disponibilidade global da fibra nas próximas semanas, cenário que pode continuar pressionando os preços internacionais.
Mercado segue atento ao comportamento da demanda global
Mesmo com o recente recuo, analistas avaliam que o mercado do algodão ainda permanece sensível a fatores climáticos, geopolíticos e econômicos.
A evolução da safra norte-americana, o ritmo das exportações brasileiras e o comportamento da demanda da indústria têxtil global continuarão sendo determinantes para a direção das cotações nos próximos meses.
Além disso, o setor acompanha de perto os movimentos do petróleo e das fibras sintéticas, que exercem influência direta sobre a competitividade do algodão no mercado internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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