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Embrapa Pecuária Sul amplia capacidade analítica de laboratórios e reforça pesquisa em campo com recursos do PAC e Recupera RS

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A Embrapa Pecuária Sul (Bagé, RS) recebeu importantes investimentos em equipamentos e infraestrutura com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do programa Recupera Rural RS. As aquisições ampliam a capacidade analítica da unidade e fortalecem as pesquisas tanto em laboratório quanto no campo, promovendo avanços para a sustentabilidade da pecuária da região.

Conforme a analista Citieli Giongo, supervisora do Setor de Gestão de Laboratórios, da Embrapa, os investimentos vão otimizar análises laboratoriais e aprimorar a qualidade dos estudos desenvolvidos. “Com esses equipamentos, conseguimos elevar nossa capacidade analítica, reduzindo tempo de processamento e melhorando a precisão dos resultados. Isso impacta diretamente a pesquisa, beneficiando projetos voltados à produção agropecuária sustentável”, destaca.

No campo, os investimentos também trazem avanços. O analista Álvaro Neto, supervisor do Setor de Campos Experimentais, ressalta que a chegada de novos equipamentos aprimora a condução das pesquisas. “Os equipamentos adquiridos otimizam e melhoram a eficiência do trabalho, permitindo atender de melhor forma pesquisas como as desenvolvidas nas provas de desempenho realizadas pela Embrapa em parceria com associações de raça, por exemplo”, afirma.

EQUIPAMENTOS ADQUIRIDOS

Cromatógrafo Líquido de Ultra-Alta Eficiência da Shimadzu (UHPLC): a Central Analítica da unidade recebeu um cromatógrafo de ultra eficiência (UHPLC), equipamento altamente sensível que fornece resultados de análises qualitativas e quantitativas em poucos minutos. O UHPLC permite a separação e quantificação de diversos compostos orgânicos não voláteis, sendo fundamental para a caracterização de matrizes como forragens, alimentos (carne e derivados cárneos), produtos da olivicultura e vitivinicultura, e amostras clínicas (sangue, fezes e urina).

“Com esse equipamento, conseguimos extrair e analisar uma gama maior de analitos, como vitaminas, antioxidantes, aminoácidos e produtos de degradação de alimentos. Isso melhora nossa capacidade de correlacionar os nutrientes presentes nos alimentos com o ambiente de produção, contribuindo diretamente para diversos projetos vigentes e futuros”, explica Giongo.

Concentrador de Amostras da Eppendorf: o concentrador de amostras é um equipamento programável que otimiza a rotina laboratorial, eliminando a necessidade de evaporação manual de solventes, que anteriormente demandava tempo e o uso de gás nitrogênio. 

Espectrofotômetro Ultravioleta-Visível com Sistema de Aspiração Automática da Shimadzu: o espectrofotômetro UV-Visível adquirido permite análises diversas, como compostos fenólicos, oxidação lipídica em carnes, forragens, fungos e minerais como o fósforo. Diferente dos modelos tradicionais, ele conta com um sistema de aspiração automática, possibilitando a leitura de até seis amostras por minuto. “Esse sistema otimiza o tempo de análise, permitindo processar um maior número de amostras por dia e garantindo mais agilidade na obtenção de resultados”, destaca Giongo.

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Extrator de Analitos da Thermo Fisher: o equipamento automatiza o processo de extração de analitos, reduzindo significativamente o tempo de análise. “Antes, um processo que levava dois dias de bancada agora pode ser realizado em um turno, padronizando técnicas, reduzindo variação analítica e aumentando a qualidade dos resultados”, explica Giongo.

Milli-Q – Sistema de Purificação de Água Ultrapura: a unidade também recebeu um sistema Milli-Q para fornecimento de água tipo 1 (ultrapura), essencial para operação do cromatógrafo líquido. 

Lidar/Drone: o uso de tecnologia de sensoriamento remoto foi ampliado com a aquisição de um Lidar acoplado a drones, permitindo a caracterização e monitoramento de ecossistemas.

O pesquisador José Pedro Trindade destaca que a nova tecnologia é fundamental para aprimorar os estudos sobre sustentabilidade e conservação de áreas produtivas. “O uso de drones e sensores Lidar nos permite mapear com maior precisão a dinâmica dos campos sulinos, auxiliando na implementação de práticas de manejo sustentável. Com essa tecnologia, conseguimos avaliar com mais eficiência a recuperação de áreas degradadas e a adaptação de sistemas produtivos às mudanças climáticas”, explica.

Vagão forrageiro vertical: outro equipamento que trará ganhos operacionais para a unidade é um vagão forrageiro vertical, com capacidade para 2,5 metros cúbicos e funcionalidades que permitem misturar e reduzir tamanho de fibra de pré-secados e feno. Segundo o analista Álvaro Neto, o equipamento conta com sistema de hélice helicoidal central, pesagem em desnível e avanço de rolo faca. As funcionalidades serão fundamentais para otimizar a preparação das dietas utilizadas nas provas de Eficiência Alimentar e de Emissão de Gases, desenvolvidas em parceria com as associações das raças Angus, Charolês, Braford e Hereford, bem como para os projetos de pesquisas com o rebanho Brangus da Embrapa.

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“O grande objetivo dessa aquisição é reduzir a mão-de-obra necessária para picar feno e pré-secados, facilitando os experimentos que avaliam eficiência alimentar e o uso de subprodutos. Ele também melhora a mistura das dietas, evitando o retrabalho de picar e depois misturar novamente. Além disso, o vagão possui balança, permitindo que a preparação das dietas seja feita de forma precisa e automatizada”, explica Neto.

NOVO PAC

Lançado em 2023, o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) prevê investimentos estratégicos a serem aplicados nos Centros de Pesquisa da Embrapa, a fim de modernizar e aumentar a competitividade científica e institucional. 

A chefe-adjunta de Administração, Estefanía Damboriarena, destaca a relevância desse investimento para a modernização da unidade. “Muitos anos a Embrapa ficou defasada de investimentos, e é necessário que nós, como instituição de pesquisa e inovação, possamos acompanhar todo o avanço e tecnologia disponível, seja para as atividades laboratoriais, seja nas atividades de campo. Essa primeira etapa do PAC nos exigiu uma racionalidade de prioridades. Ainda é necessário complementar os investimentos, pois o período de baixo investimento público gerou uma grande defasagem e aumentou a necessidade de inovação. O foco dos investimentos tem sido a busca de automação, da menor utilização possível de mão-de-obra e da maior agilidade e eficácia dos processos, visando à qualidade dos resultados de pesquisa, que são a essência do nosso trabalho”, ressalta.

RECUPERA RURAL RS

Plano de ações emergenciais e estruturantes para apoiar a recomposição de paisagens e a recuperação agroprodutiva sustentável do Rio Grande do Sul, após as enchentes que afetaram o Estado em 2024. Estruturado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, por meio da Embrapa e parceiros, o plano visa identificar áreas e projetos prioritários para investimentos em PD&I, para suporte técnico-científico à tomada de decisões de produtores rurais e agentes do Estado, para apoio a políticas públicas de prevenção a desastres dessa natureza, e para a retomada da capacidade produtiva dos sistemas agroalimentares e florestais gaúchos.

*Com informações da Embrapa Pecuária Sul

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Mercado de arroz ganha sustentação com safra menor e oferta controlada, aponta Itaú BBA

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O mercado brasileiro de arroz iniciou o segundo trimestre de 2026 em trajetória de recuperação, sustentado pela menor disponibilidade do cereal, avanço moderado da colheita e postura mais cautelosa dos produtores. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que aponta um cenário de preços mais firmes, porém sem espaço para disparadas expressivas no curto prazo.

Segundo o levantamento, o Indicador CEPEA/IRGA do Rio Grande do Sul registrou média de R$ 62,4 por saca de 50 kg em abril, alta de 6% frente ao mês anterior. O movimento prolonga a recuperação iniciada em fevereiro, após um longo período de pressão sobre as cotações.

Oferta limitada sustenta preços do arroz

Mesmo com o avanço da colheita da safra 2025/26, os preços permaneceram firmes devido à redução da oferta efetiva no mercado. O relatório destaca que muitos produtores seguem retraídos nas negociações, evitando comercializar grandes volumes diante das margens ainda consideradas apertadas.

A baixa liquidez marcou o mercado doméstico em abril. Enquanto produtores adotaram postura defensiva, a indústria operou com compras pontuais e cautelosas, limitando o ritmo dos negócios.

Nesse contexto, a paridade de exportação continua sendo a principal referência para a formação dos preços internos.

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Exportações perdem ritmo com valorização do real

O relatório do Itaú BBA aponta que as exportações brasileiras de arroz perderam força ao longo de abril, impactadas pela valorização do real frente ao dólar.

Com o câmbio menos favorável, a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional diminui, reduzindo margens de exportação e limitando o escoamento do excedente da safra.

Os embarques seguiram concentrados em arroz quebrado destinado principalmente a países africanos, mas ainda sem capacidade de absorver integralmente o aumento da oferta gerado pelo avanço da colheita.

Safra menor reduz pressão sobre o mercado

Apesar da ampliação da disponibilidade no curto prazo, o Itaú BBA avalia que a safra brasileira de arroz será menor em comparação ao ciclo anterior.

A redução da área plantada e produtividades apenas regulares ajudam a conter uma pressão mais intensa de baixa sobre os preços. Ao mesmo tempo, o comportamento cauteloso dos produtores tende a distribuir melhor a oferta ao longo dos próximos meses.

Com isso, o mercado deve permanecer relativamente equilibrado, sustentando as cotações sem gerar movimentos explosivos de alta.

Mercado internacional segue confortável

No cenário externo, o arroz negociado na bolsa de Chicago apresentou leve valorização em abril, encerrando o período em US$ 11,15/cwt. Ainda assim, os preços permanecem cerca de 15% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.

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As tensões geopolíticas no Oriente Médio trouxeram algum suporte às cotações internacionais, mas os fundamentos globais ainda apontam para um balanço confortável de oferta e demanda na safra 2025/26.

O relatório também destaca que a entrada de novas safras em grandes países exportadores e a maior presença dos Estados Unidos no mercado internacional devem ampliar a concorrência global nos próximos meses.

Mercado deve seguir estável nos próximos meses

A expectativa da Consultoria Agro do Itaú BBA é de um mercado mais estável ao longo do restante de 2026, com preços sustentados principalmente pela menor oferta brasileira e pela comercialização mais lenta por parte dos produtores.

Por outro lado, a demanda doméstica segue moderada, com a indústria atuando sem necessidade urgente de recomposição de estoques.

O desempenho das exportações continuará diretamente ligado ao comportamento do câmbio e à competitividade do arroz brasileiro diante da concorrência internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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