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Concurso de carnes do Universo Pecuária destaca os melhores cortes do Brasil e valoriza percepção do consumidor

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O Universo Pecuária – Futuro, Negócios e Sustentabilidade teve início com a segunda edição do Concurso de Carnes, uma iniciativa inédita no Brasil e na América Latina, realizada em Lavras do Sul (RS). O evento é o único do país que analisa a qualidade sensorial da carne bovina, aproximando o setor produtivo do consumidor final por meio de critérios como maciez e sabor.

Avaliação foca na experiência do consumidor, não apenas em índices produtivos

Idealizado pelo sommelier de carne André Madruga, o concurso busca redefinir a forma como a qualidade da carne é avaliada. Segundo ele, apenas três eventos no mundo têm essa proposta: um na Inglaterra, outro em Buenos Aires e o de Lavras do Sul — que, inclusive, surgiu antes do argentino.

“O objetivo é avaliar o que realmente importa para o consumidor. Não observamos apenas produtividade ou rendimento, mas a percepção sensorial que o público tem ao degustar a carne. Assim, oferecemos informações que ajudam o consumidor a escolher o corte ideal para o seu churrasco de domingo”, explica Madruga.

Vencedores das categorias a pasto e a grão

Na categoria a pasto, o destaque Ouro ficou com Jair Ballen, da Agropecuária Jair, com animais selecionados pelo Frigorífico Vanhove.

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O Prata foi concedido a Maurício Abascal Teixeira, da Fazenda Santa Jovita, com abate no Frigorífico Sentinela, de Lavras do Sul.

O Bronze foi para Vinícius do Nascimento Lampert, da Braford da Girassol, também com abate no Frigorífico Sentinela.

Já na categoria a grão, o Ouro foi conquistado pelo Frigorífico Minerva, de São Gabriel.

O Prata ficou com Lídia Machado Severo, da propriedade Mantiqueira, com abate no Frigorífico Sentinela.

O Bronze foi entregue a Fernando Osório, que teve seus animais abatidos no Frigorífico Campeiro.

Prêmios especiais de maciez e sabor reconhecem excelência sensorial

Além das categorias principais, o concurso premiou os melhores desempenhos em maciez e sabor.

O troféu de maciez foi novamente para Jair Ballen, reforçando o bom resultado obtido na categoria a pasto.

Já o prêmio de sabor ficou com Willian Vanhove, da Agropecuária Pavão, também com seleção do Frigorífico Vanhove.

Para Madruga, esses resultados evidenciam o protagonismo de Lavras do Sul na discussão sobre qualidade e percepção da carne bovina.

“O que avaliamos aqui interessa a toda a cadeia produtiva, mas principalmente ao consumidor, que é quem sustenta o setor. Essa é a mudança de mentalidade que queremos incentivar”, destacou.

Realização e parceiros do evento

O Universo Pecuária é uma realização do Sindicato Rural de Lavras do Sul, com correalização de Cotrisul, Farsul, Senar, Sebrae e Prefeitura Municipal de Lavras do Sul.

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O projeto e a execução são da SIA – Serviço de Inteligência em Agronegócios, com patrocínio da CEEE Equatorial, Banrisul, Sicredi, BRDE, Badesul e do Núcleo de Produtores de Terneiros de Corte de Lavras do Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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