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Reabertura da China impulsiona exportações de carne de frango e renova projeções de crescimento para 2025

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As exportações brasileiras de carne de frango atingiram em outubro o segundo melhor resultado mensal da história, conforme dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). No total, foram embarcadas 501,3 mil toneladas, um aumento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o país exportou 463,5 mil toneladas.

No acumulado entre janeiro e outubro, o Brasil já exportou 4,378 milhões de toneladas, praticamente igualando o volume de 2024, que foi de 4,380 milhões de toneladas — uma diferença de apenas 0,1%.

ABPA prevê crescimento em 2025 após retomada chinesa

De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o desempenho expressivo de outubro reflete a recuperação gradual do setor e abre espaço para projeções otimistas em 2025.

“O resultado é o maior desde março de 2023, quando batemos o recorde histórico. Com os embarques de outubro, praticamente zeramos a diferença em relação ao ano anterior, o que nos permite revisar as projeções e antecipar um provável crescimento nas exportações para 2025”, afirmou Santin.

A reabertura do mercado chinês — anunciada recentemente após meses de suspensão devido à gripe aviária — deve ser um dos principais fatores de impulso para as exportações no fim de 2024 e início de 2025.

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Receita com exportações soma mais de US$ 8 bilhões no ano

Embora o volume exportado tenha crescido, a receita das exportações apresentou leve retração. Em outubro, o faturamento foi de US$ 865,4 milhões, uma queda de 4,3% em relação aos US$ 904,4 milhões registrados no mesmo mês de 2024.

No acumulado do ano, as vendas externas de carne de frango somam US$ 8,031 bilhões, valor 1,8% menor que o observado no mesmo período do ano passado (US$ 8,177 bilhões).

África do Sul lidera importações e China deve retomar posição de destaque

A África do Sul consolidou-se como principal destino da carne de frango brasileira em outubro, importando 53,7 mil toneladas, alta expressiva de 126,9% em relação ao ano anterior.

Na sequência aparecem:

  • Emirados Árabes Unidos, com 40,9 mil toneladas (+32%);
  • Arábia Saudita, com 36,6 mil toneladas (+66,1%);
  • Filipinas, com 34 mil toneladas (+38,2%);
  • Japão, com 29,7 mil toneladas (-25,5%).

Segundo Santin, a volta da China ao mercado deverá “influenciar positivamente o desempenho do setor na reta final do ano”, ampliando as exportações e fortalecendo a presença global do Brasil no comércio de proteína animal.

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Paraná mantém liderança nas exportações de carne de frango

Entre os estados exportadores, o Paraná segue na liderança, com 205,1 mil toneladas embarcadas em outubro, alta de 7,9% frente ao ano anterior. Em seguida aparecem:

  • Santa Catarina, com 111,6 mil toneladas (+5,8%);
  • Rio Grande do Sul, com 60,9 mil toneladas (+8,8%);
  • São Paulo, com 32,2 mil toneladas (+12,3%);
  • Goiás, com 27,3 mil toneladas (+44,4%).

Com a retomada da China e a expansão para novos mercados, o setor avícola brasileiro encerra o ano com perspectivas de crescimento e fortalecimento das exportações em 2025, consolidando o país como líder global na produção e no comércio de carne de frango.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Governo descarta reduzir tarifa do etanol dos EUA em negociação comercial e defende proteção ao setor brasileiro

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O governo federal descartou a possibilidade de reduzir a tarifa de importação do etanol produzido nos Estados Unidos como parte das negociações envolvendo as tarifas de 25% recomendadas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para produtos brasileiros.

A informação foi confirmada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias, que afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que o tema não faça parte das atuais negociações comerciais entre os dois países.

A declaração ocorre após o senador Flávio Bolsonaro (PL) sugerir ao governo norte-americano um acordo para zerar, de forma recíproca, as tarifas sobre etanol e açúcar. Questionado sobre essa possibilidade, o ministro reiterou que o assunto está fora da pauta oficial do governo brasileiro.

Etanol é considerado estratégico para o agronegócio brasileiro

Segundo Elias, uma eventual abertura do mercado brasileiro ao etanol norte-americano poderia provocar impactos significativos na cadeia produtiva nacional, especialmente na Região Nordeste, onde a produção do biocombustível possui forte importância econômica e social.

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De acordo com o ministro, qualquer mudança nas tarifas do etanol precisa considerar toda a cadeia sucroenergética, evitando prejuízos à competitividade da produção brasileira.

Além disso, ele destacou que o açúcar brasileiro enfrenta uma sobretaxa próxima de 100% para entrar no mercado dos Estados Unidos, tornando inviável discutir apenas o etanol sem abordar também as barreiras impostas ao açúcar.

Açúcar também entra na pauta das negociações

O governo brasileiro defende que os mercados de etanol e açúcar sejam tratados de forma conjunta, já que ambos pertencem à mesma cadeia produtiva.

Para o MDIC, negociar exclusivamente o etanol poderia criar desequilíbrios comerciais e comprometer setores estratégicos da agroindústria brasileira, principalmente os produtores de cana-de-açúcar e as usinas instaladas nas regiões Norte e Nordeste.

USTR cita fim da reciprocidade tarifária

No documento que recomendou a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, o USTR mencionou como um dos fatores o encerramento da política de reciprocidade tarifária no comércio de etanol entre Brasil e Estados Unidos.

Desde 2023, o Brasil voltou a cobrar uma tarifa de 18% sobre as importações de etanol norte-americano, encerrando o acordo bilateral que vigorava desde 2010.

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Segundo dados citados pelo governo americano, após a retomada da cobrança da tarifa brasileira, as exportações de etanol dos Estados Unidos para o Brasil registraram queda de aproximadamente 87% em valor na comparação com o pico observado em 2018.

Cenário segue em negociação

Apesar das discussões comerciais entre os dois países, o governo brasileiro reforça que não pretende flexibilizar a política tarifária do etanol de forma isolada. A posição oficial é manter a defesa da cadeia sucroenergética nacional e buscar negociações que contemplem tanto o etanol quanto o açúcar, preservando a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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