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Projeto “A Escola Ensina, a Mulher Agradece” será retomado com capacitação de educadores em agosto

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Transformar as escolas em espaços de conscientização e prevenção à violência contra a mulher é o objetivo da nova etapa do projeto “A Escola Ensina, a Mulher Agradece”, cuja retomada começou a ser definida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) em reunião realizada na última terça-feira (7), no Espaço Memória. O primeiro passo será a capacitação de representantes das Diretorias Regionais de Educação (DREs) e da Diretoria Metropolitana de Educação, marcada para o dia 17 de agosto, durante a abertura da Semana da Justiça pela Paz em Casa.
Participaram do encontro a desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo, magistrados das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e da Vara de Família, representantes da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT) e da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT).
Durante a reunião, também foram discutidos ajustes no edital da nova edição do projeto, incluindo o aprimoramento das regras do concurso de trabalhos sobre o tema e a ampliação das premiações oferecidas aos estudantes. “O projeto é um concurso desenvolvido nas escolas estaduais com alunos do Ensino Fundamental II, do 5º ao 9º ano. Eles podem participar por meio de poesia, redação, vídeo ou música. Nós discutimos formas de melhorar o edital e tornar as premiações mais atrativas”, explicou a desembargadora Vandymara Zanolo.
Formação cidadã
Criado para estimular a reflexão sobre a violência doméstica desde a infância e adolescência, o projeto A Escola Ensina, a Mulher Agradece leva o debate para o ambiente escolar por meio de atividades pedagógicas e produções artísticas dos estudantes. A iniciativa busca conscientizar crianças e adolescentes sobre o respeito às mulheres, a igualdade de gênero e a prevenção da violência, fortalecendo uma cultura de paz dentro e fora das escolas.
Segundo a desembargadora Vandymara, a parceria entre o Judiciário e a Secretaria de Estado de Educação é essencial para ampliar o alcance da iniciativa. “A parceria com a Secretaria de Educação é absolutamente fundamental. É no ambiente escolar que conseguimos identificar muitos casos de crianças que convivem com o sofrimento das mães e onde podemos conversar sobre essa realidade, orientar e fazer os encaminhamentos necessários. É fundamental estarmos nas escolas falando sobre as agressões físicas, emocionais, psicológicas e financeiras que as mulheres sofrem”, destacou.
Com a retomada do projeto, a expectativa do Tribunal de Justiça é fortalecer as ações preventivas e contribuir para a redução da violência contra a mulher em Mato Grosso. “O resultado que esperamos é que nenhuma mulher seja vítima de homicídio ou feminicídio em razão do seu gênero. É isso que buscamos com o nosso trabalho de enfrentamento à violência doméstica: que essas mortes não aconteçam”, concluiu a desembargadora.

Autor: Roberta Penha

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Réu é condenado a 40 anos de reclusão por feminicídio

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O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (2), A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de L.S.S. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira. O julgamento ocorreu com aplicação da Lei nº 14.994/2024, que elevou as penas para o crime de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.As investigações apontaram que o réu decidiu matar a vítima horas antes do crime e se dirigiu armado até o local onde ela estava. Antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto.Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.Processo 1000481-46.2025.8.11.0079.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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