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MEC participa da COP30 em Belém

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O Ministério da Educação (MEC) participará da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém, no Pará. A atuação do MEC reforça o papel da educação como eixo estratégico para o desenvolvimento sustentável e a ação climática, em sintonia com o Objetivo 18 da Agenda de Ação da conferência, que relaciona educação, capacitação e geração de emprego às estratégias de enfrentamento das mudanças climáticas. 

A programação do MEC na COP30 será marcada por debates, painéis e rodas de conversa que destacam a integração entre educação, sustentabilidade e inovação. As atividades ocorrerão nos dias 12, 13 e 17 de novembro. 

Agenda – No primeiro dia (12), o MEC inicia sua participação na COP30 com uma série de debates e atividades no estande da Associação de Universidades Amazônicas (Unamaz), na Zona Verde. A programação abordará temas como educação ambiental, alimentação escolar e sustentabilidade na educação profissional. Entre os destaques estão a discussão acerca da Política Nacional de Educação Ambiental Escolar (Pneae); um painel sobre o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae); e o lançamento de um livro bilíngue sobre sustentabilidade na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Também estão previstos debates sobre o protagonismo feminino na transição energética justa e a atuação do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) para a promoção da bioeconomia na Amazônia Legal. 

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Além disso, a comitiva do ministério visitará o Centro de Inovação e Sustentabilidade da Educação Básica (Ciseb), na Escola Estadual Marechal Cordeiro de Farias, em Belém, um espaço pioneiro voltado à formação de professores e estudantes em práticas pedagógicas sustentáveis e tecnológicas. Durante a visita, estudantes e docentes apresentarão projetos de inovação, como jogos ambientais com inteligência artificial, compostagem e prototipagem 3D, integrando saberes amazônicos, tecnologia e educação ambiental. 

No dia seguinte (13), a programação será marcada pela presença do ministro da Educação, Camilo Santana, na roda de conversa “Infâncias e Juventudes para a Educação Climática”, que destacará o papel das novas gerações na construção de soluções para os desafios ambientais, com os estudantes da 6ª Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNJIMA), do Parlamento Juvenil do Mercosul (PJM) e da Cúpula das Infâncias. 

Mais tarde, o chefe da pasta recebe representantes de alto nível e de organismos multilaterais para a Mesa Ministerial de Alto Nível sobre Educação Verde, na Greening Education Partnership (GEP). Durante o encontro, serão lançadas as versões em português dos documentos Guia para Currículos Verdes e Padrões de Qualidade das Escolas Verdes, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A reunião também contará com um debate promovido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre a cooperação educacional e o uso do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). 

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Ainda na quinta-feira (13),  ocorrerá o painel de discussão sobre o Plano de Aceleração de Soluções (PAS) desenvolvido pelo MEC como parte da Agenda de Ação, que cria a Rede África–Brasil–América Latina e Caribe sobre Políticas de Educação e Juventude para Sustentabilidade e Resiliência Climáticas, com metas e ações até 2028. O PAS tem como objetivo reduzir a evasão escolar causada por desastres climáticos e fortalecer as redes de ensino diante de emergências ambientais em países latino-americanos, caribenhos e africanos. 

Ao longo do dia, o MEC sediará também painéis nos Pavilhões Brasil: na Zona Verde, sobre o papel das universidades amazônicas na transição climática justa e, na Zona Azul, acerca da formação profissional na descarbonização da matriz energética. O dia se encerra com a Vitrine de Educação Profissional e Tecnológica na COP30, que apresentará experiências inovadoras da Rede Federal de Educação. 

Encerrando sua participação, no dia 17, o MEC estará presente no painel “O necessário protagonismo da juventude e dos povos tradicionais na agenda climática”, realizado no Pavilhão Brasil. O debate reforçará a importância da valorização dos saberes tradicionais — indígenas, quilombolas, ribeirinhos e populações do campo — e da juventude como agentes centrais na construção de soluções sustentáveis, inclusivas e socialmente justas. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC com informações da Assessoria de Assuntos Internacionais (AI) 

Fonte: Ministério da Educação

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Egressa da escola técnica à reitora do IFS: professora transforma oportunidades em compromisso com a educação pública

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A educação pode mudar o rumo de uma história. Para a professora Ruth Sales, essa transformação começou ainda na infância, em uma família de poucos recursos, em Aracaju (SE), onde os estudos eram tratados como um caminho para conquistar novas oportunidades. Décadas depois, a menina que ingressou na antiga Escola Técnica Federal de Sergipe se tornaria professora da instituição e chegaria à reitoria, consolidando uma trajetória marcada pela formação acadêmica, pela dedicação ao ensino público e pelo compromisso com a inclusão social. “Meu pai sempre dizia que o melhor que ele poderia nos proporcionar era a educação. Em casa, podíamos não ter roupa nova, mas tínhamos livros”, recorda. 

Em uma família de sete filhos, o incentivo aos estudos vinha acompanhado da compreensão de que as conquistas exigiam esforço. O pai que enfrentou dificuldades para concluir a própria formação, insistia na importância da educação e estimulava os filhos a buscarem oportunidades. A experiência deixou marcas na trajetória de Ruth, que aprendeu, desde cedo, a valorizar cada possibilidade de aprender. 

A aprovação na instituição foi uma de suas primeiras grandes conquistas. Mais do que o aprendizado técnico, a experiência ampliou seus horizontes e contribuiu para suas escolhas profissionais e pessoais. “A minha aprovação na antiga Escola Técnica Federal de Sergipe, foi a minha primeira grande conquista. A escola foi fundamental não apenas para minha formação técnica, mas também para minha formação cidadã, e o impulso para todas as minhas conquistas posteriores”, afirma. 

 Assista ao vídeo:

Da formação técnica à docência – Depois do curso técnico em química, Ruth ingressou na Universidade Federal de Sergipe (UFS), onde se graduou em química industrial. Durante a graduação, aproximou-se da docência e escolheu disciplinas optativas da área de licenciatura. Antes mesmo de concluir o curso, foi aprovada no mestrado em química da Universidade Federal da Bahia (Ufba), em Salvador. Posteriormente, concluiu o doutorado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em São Paulo. 

Em 1996, após atuar como professora substituta na UFS, ingressou na Escola Técnica Federal de Sergipe, instituição onde havia estudado. O retorno, agora como educadora, deu novo significado à relação construída com a escola. “Foi uma caminhada de muito sacrifício, estudo e renúncia, mas também de muitas oportunidades. Foi ali que me formei, fiz escolhas e encontrei a direção que queria dar à minha vida”, conta. 

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Como professora, ministrou disciplinas da área de química, como química analítica e análise instrumental, além de atividades de iniciação à pesquisa. Ao longo dos anos, acompanhou as transformações da instituição e a ampliação de sua missão educacional. 

Para Ruth, um dos diferenciais da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica está na combinação entre conhecimento técnico e desenvolvimento humano. “Os institutos federais formam profissionais diferenciados porque articulam a educação profissional à formação humana”, destaca. 
 
Pioneirismo e representatividade – A trajetória de Ruth também foi marcada pela conquista de espaços de liderança em um ambiente no qual as mulheres enfrentavam barreiras para ocupar posições de decisão. Ela se tornou a primeira mulher a assumir a reitoria da instituição em Sergipe, conforme relato, após construir uma carreira acadêmica e profissional na própria Rede Federal. “Quando uma mulher dizia que queria ser reitora, havia risadinhas e questionamentos. Eu precisava provar todos os dias que tinha capacidade para ocupar aquele lugar”, relata. 
 
A experiência reforçou o compromisso com a ampliação das oportunidades para outras mulheres. Durante sua gestão, Ruth manteve a atenção voltada a iniciativas de inclusão social e qualificação profissional, entre elas o programa Mulheres Mil, que promove a formação profissional de mulheres em situação de vulnerabilidade social. 
 
Ela participou da elaboração de projetos e continuou acompanhando as ações do programa como pró-reitora e reitora. O trabalho inclui o contato com comunidades indígenas e quilombolas e com mulheres de diferentes realidades sociais. “Faço questão de participar das aulas inaugurais, visitar as comunidades e estar perto das mulheres. Quero continuar trabalhando por elas, independentemente do lugar em que eu esteja”, afirma. 
 
Uma rede que amplia horizontes – Ao comparar a época de estudante com a realidade atual, Ruth destaca a ampliação das oportunidades de formação, pesquisa e intercâmbio para os alunos dos institutos federais. Segundo ela, os estudantes de hoje podem vivenciar experiências acadêmicas desde os primeiros anos de formação, descobrindo possibilidades que antes pareciam distantes. 

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Para a professora, conhecer oportunidades como as quais são ofertadas pela Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica pode ser o primeiro passo para descobrir novos caminhos profissionais e pessoais. “Conheçam a Rede Federal de Educação! Quando vocês chegam, descobrem oportunidades que nem imaginavam existir”, aconselha. 

Após oito anos à frente da reitoria, Ruth encerra um ciclo de gestão sem se afastar dos princípios que orientaram sua trajetória. Convidada a assumir uma função na área de desenvolvimento social da instituição, pretende continuar contribuindo para a elaboração de projetos, a ampliação de oportunidades e o fortalecimento das ações de inclusão. 

Mesmo diante das responsabilidades administrativas, ela afirma que nunca deixou de acompanhar os estudantes nem de trabalhar para viabilizar iniciativas que beneficiassem a comunidade acadêmica. “Tenho 30 anos de Rede Federal e sinto que tudo o que fiz pela instituição foi uma forma de retribuir um pouco do muito que recebi. Nunca abandonei o contato com os estudantes nem o trabalho com projetos”, afirma. 

Na Semana dos Professores, a história de Ruth Sales mostra como a educação pública pode acompanhar e transformar uma trajetória inteira: da formação técnica à universidade, da sala de aula à gestão institucional. A ex-aluna que encontrou na antiga escola técnica o impulso para construir o futuro tornou-se professora da instituição e passou a contribuir para a formação de novas gerações. 

Sua caminhada reafirma o papel dos educadores na construção de oportunidades e na transformação social. Afinal, como demonstra sua própria história, ensinar também é abrir caminhos para que outras pessoas descubram até onde podem chegar. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) 

Fonte: Ministério da Educação

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