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Café tem forte queda com expectativa de redução de tarifas de importação pelos EUA

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Preços do café registram forte recuo nas bolsas internacionais

Os preços do café apresentaram queda acentuada nesta quarta-feira (12), após declarações de autoridades dos Estados Unidos indicarem possível redução nas tarifas de importação. A medida, se confirmada, tende a aliviar a escassez de oferta no país, que é o maior consumidor mundial da bebida.

Por volta das 13h (horário de Brasília), o café arábica era negociado a US$ 3,7975 por libra-peso, com desvalorização próxima de 5%, enquanto o café robusta recuava cerca de 5%, cotado a US$ 4.384 por tonelada métrica.

EUA sinalizam cortes de tarifas para conter preços internos

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que o governo norte-americano deverá fazer “anúncios substanciais” nos próximos dias para reduzir os preços de produtos importados, como café, bananas e outros itens não cultivados domesticamente.

As declarações vieram após o presidente Donald Trump ter adiantado, na terça-feira (11), que algumas tarifas de importação de café serão reduzidas. O objetivo é conter o aumento dos custos para os consumidores locais e estimular o abastecimento interno.

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Vietnã pode ser o principal beneficiado com as mudanças

De acordo com analistas de mercado, o Vietnã, maior exportador global de café robusta, aparece como o país mais favorecido pelas possíveis reduções tarifárias. As perspectivas para o Brasil e a Colômbia, entretanto, seguem incertas, diante da falta de detalhes sobre quais nações serão contempladas.

O vice-primeiro-ministro vietnamita, Bui Thanh Son, informou que o país está negociando um novo acordo comercial com os Estados Unidos, com reuniões em andamento em Washington nesta semana. A expectativa é de que o entendimento possa reforçar o comércio bilateral e ampliar o acesso do café vietnamita ao mercado norte-americano.

Mercado acompanha decisão judicial nos EUA

Além das discussões tarifárias, investidores aguardam uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre o uso de poderes de emergência pelo presidente Trump para impor tarifas internacionais abrangentes. O resultado poderá impactar diretamente a política comercial e influenciar o comportamento futuro das commodities agrícolas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Vendas de máquinas agrícolas e industriais caem em 2026 e acendem alerta no setor, aponta Abimaq

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A indústria brasileira de máquinas e equipamentos iniciou 2026 sob pressão. Dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) mostram retração nas vendas em março e no acumulado do primeiro trimestre, refletindo um ambiente de demanda mais fraca e maior concorrência com produtos importados.

O faturamento do setor somou R$ 23,8 bilhões em março, queda de 3,4% na comparação com o mesmo período de 2025. No acumulado do trimestre, a receita líquida alcançou R$ 61,7 bilhões, recuo expressivo de 11% frente aos três primeiros meses do ano anterior.

Mercado interno recua e importações avançam

O desempenho negativo foi puxado principalmente pela queda nas vendas no mercado doméstico. A receita líquida interna recuou 0,9% em março e acumulou queda de 12,6% no trimestre, evidenciando a perda de ritmo da demanda nacional.

Em contrapartida, as importações de máquinas e equipamentos cresceram de forma significativa, avançando 21,4% em março e 4,2% no acumulado do trimestre. O aumento reforça a competitividade dos produtos estrangeiros no mercado brasileiro e pressiona ainda mais a indústria local.

Exportações mostram resiliência, mas com sinais de desaceleração

No mercado externo, o desempenho foi mais estável. As exportações somaram US$ 1,03 bilhão em março, praticamente estáveis na comparação anual. No acumulado do trimestre, houve crescimento de 7,5%, atingindo US$ 2,9 bilhões.

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Os Estados Unidos seguem como principal destino das exportações brasileiras do setor. As vendas para o país totalizaram US$ 709 milhões no trimestre, acima dos US$ 631 milhões registrados no mesmo período de 2025.

No entanto, na comparação com o quarto trimestre do ano passado, houve retração de 10,5% nas exportações para o mercado norte-americano. O recuo foi puxado por quedas em segmentos relevantes, como máquinas agrícolas (-32%), componentes (-16%) e equipamentos para logística e construção civil (-13,5%).

Com isso, a participação dos Estados Unidos nas exportações do setor ficou em 24,3% no primeiro trimestre, abaixo do pico de 29,3% registrado em 2023, embora ligeiramente acima dos 23,3% observados em 2025.

Capacidade instalada sobe, mas pedidos indicam fraqueza

A utilização da capacidade instalada da indústria atingiu 79,9% em março, acima dos 77,6% registrados no mesmo mês de 2025, indicando melhora operacional.

Por outro lado, a carteira de pedidos, importante indicador de demanda futura, apresenta sinais de enfraquecimento. Em março, houve leve alta frente a fevereiro, com 9 semanas de pedidos, mas ainda assim queda de 1,5% na comparação anual.

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No acumulado do trimestre, a retração foi de 5,2%, reforçando a perspectiva de um ano mais desafiador para o setor.

Perspectivas para 2026

Segundo a Abimaq, o comportamento da carteira de pedidos indica que a indústria deve enfrentar um período de receitas mais fracas ao longo de 2026. A combinação de demanda interna desaquecida, avanço das importações e incertezas no mercado externo compõe um cenário de cautela.

Para o agronegócio, o desempenho do setor de máquinas é um termômetro importante, já que reflete diretamente o nível de investimento no campo. A evolução desse mercado será decisiva para medir o ritmo de modernização e expansão da produção agrícola nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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