BRASIL
Senad destaca segurança pública e desenvolvimento sustentável na Amazônia durante a COP30
BRASIL
Belém, 14/11/2025 – A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), integrará a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), com agenda relacionada à segurança pública, ao meio ambiente e ao Desenvolvimento Alternativo Sustentável na Amazônia Legal. A participação da Senad ocorrerá de 17 a 20 de novembro. O encontro segue até o dia 21, na capital do Pará.
Na segunda-feira (17), será lançada a página Amazônia na plataforma do Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (Obid), que reúne dados e evidências sobre o avanço de atividades ilícitas na Amazônia Legal e sua relação com o tráfico de drogas, os crimes ambientais e a degradação territorial. O site apresenta indicadores de apreensões, rotas de escoamento, bens e ativos confiscados, além de estratégias de desenvolvimento alternativo sustentável, com foco na segurança climática e no fortalecimento socioeconômico da região.
Já na terça-feira (18), a Senad promove, em parceria com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), o painel Futuro Justo – Territórios Seguros, no Pavilhão do Brasil. Serão discutidas políticas sobre drogas, segurança pública e Desenvolvimento Alternativo Sustentável na Amazônia, destacando que o enfrentamento de crimes como o tráfico de drogas, o garimpo ilegal e o desmatamento fazem parte da política de segurança climática.
“Não há resposta para o crime organizado na Amazônia sem evidências que amparem ações de inteligência para a descapitalização desses grupos e para o desenvolvimento e implementação de políticas públicas integradas e transversais”, afirma a secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado.
A secretária participa, também no dia 18, do painel Estado de Direito e Segurança Pública na Amazônia: Bases para uma Governança Regional Sustentável, fomentado pela Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) e pela rede Latin American Climate Lawyers Initiative for Mobilizing Action (Laclima), que busca dar visibilidade a soluções amazônicas e fortalecer a cooperação regional.
Em continuidade aos debates, no dia 19, a Senad integrará dois painéis no Pavilhão Brasil da Organização das Nações Unidas (ONU), organizados pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). O primeiro tema destaca as alternativas sustentáveis para a Amazônia: do fortalecimento comunitário à proteção territorial, voltadas a projetos como o CAIS Povos Indígenas (Senad/MJSP), o Pronasci Juventude (Senad/MJSP/UNODC/IFAM) e o Projeto Tapajós (UNODC), com foco na promoção de trabalho digno, justiça climática e proteção ambiental.
Na sequência, está previsto o pré-lançamento do Índice de Vulnerabilidade ao Crime Organizado – Territórios Indígenas, ferramenta inédita desenvolvida pelo Centro de Estudos sobre Drogas e Desenvolvimento Comunitário (Cdesc/UNODC), em parceria com a Senad/MJSP. O índice cruza dados sobre vulnerabilidade social, desmatamento, violências e atuação de potenciais economias ilícitas em territórios indígenas.
“Temos uma expectativa elevada em relação ao uso dessa ferramenta por gestores públicos e por profissionais, em geral, que estão comprometidos em enfrentar os desafios dos mercados ilegais na região amazônica, a partir da compreensão real da vulnerabilidade dos territórios indígenas nesse contexto”, explica Marta Machado.
Encerrando a agenda, no dia 20, o painel Transição Justa para a Economia Verde: Perspectivas da Cadeia de Ouro no Tapajós, articulado pela Senad, UNODC e parceiros, discutirá alternativas para promover o Desenvolvimento Alternativo Sustentável em regiões de garimpo, abordando os desafios e as oportunidades da transição para atividades econômicas lícitas.
BRASIL
Do doce de cacto ao tucupi negro: Salão do Turismo transforma Fortaleza em uma viagem pelos sabores do Brasil
Quem visitou o Salão do Turismo, em Fortaleza, conseguiu viajar pelo Brasil sem sair do Centro de Eventos do Ceará. Bastava seguir o cheiro do café do Espírito Santo, experimentar um doce de cacto da Paraíba, provar uma geleia de torresmo de Santa Catarina ou descobrir aromas amazônicos no estande do Amapá. Ao longo dos três dias de evento, a gastronomia virou uma das principais experiências do Salão.
Realizado pelo Ministério do Turismo (MTur), pela primeira vez no Nordeste, o evento reuniu os 26 estados e o Distrito Federal em uma programação que conectou turismo, cultura, artesanato e sabores regionais.
Sabores com histórias
No estande da Paraíba, um dos produtos que mais despertou curiosidade foi o doce de palma, preparado a partir do cacto usado tradicionalmente na alimentação animal no sertão. Na culinária local, o ingrediente ganhou coco e virou sobremesa típica.
“É algo surpreendente pra quem prova pela primeira vez”, contou José Orlando, interlocutor de turismo de São José de Princesa. O município também apresentou trilhas, restaurantes típicos e experiências ligadas ao turismo rural e quilombola.
No espaço do Amapá, a proposta foi apresentar a chamada “culinária do meio do mundo”, marcada por ingredientes amazônicos e técnicas tradicionais da região. Entre os destaques estavam sobremesas feitas com cumaru, conhecido como a “baunilha da Amazônia”, além de pratos elaborados com tucupi negro, peixes regionais e castanha-do-brasil.
“A floresta nos dá aromas, sabores e cores únicos. A gente trabalha com produtos da região e valoriza técnicas locais”, explicou Sandro Belo, presidente da Abrasel, no Amapá.
Já Santa Catarina apostou em produtos típicos do Vale Europeu, como bala de banana, geleias artesanais, salames italianos e até uma geleia feita à base de torresmo moído, tradição ligada à imigração europeia e à agricultura familiar do estado.
Vitrine nacional para pequenos produtores
No Armazém da Agricultura Familiar, pequenos produtores, de diferentes regiões do país, apresentaram doces, pimentas, queijos, molhos artesanais, cachaças e produtos típicos do Cerrado e do sertão nordestino.
Do Ceará, Katiuce Guerreiro levou produtos de um grupo que trabalha com turismo de base comunitária e sítios arqueológicos. “Quando a gente participa de um evento desse tamanho, o produto deixa de ser conhecido só localmente e passa a ter visibilidade nacional”, afirmou.
Já a Cooperativa Floryá, de Goiás, chamou atenção por causa dos sabores do Cerrado, como molhos artesanais, pastas de baru, mel de flor de laranjeira, cachaças e produtos feitos a partir de ingredientes típicos da região.
A história das produtoras também se destacou: formada exclusivamente por mulheres, a iniciativa nasceu durante a pandemia, quando agricultoras da região passaram a enfrentar dificuldades para comercializar os alimentos.
“A gente começou com um delivery de cestas básicas porque tinha produção parada e famílias passando necessidade. Depois, as mulheres perceberam que podiam produzir, vender e conquistar independência financeira”, contou Ana Caroline, gerente de projetos de inclusão da cooperativa.
Salão do Turismo
Realizado pela primeira vez no Nordeste, em Fortaleza, o 10º Salão do Turismo reuniu representantes dos 26 estados e do Distrito Federal em uma programação voltada à promoção de destinos, experiências e negócios. Ao longo de três dias, o evento promoveu palestras, rodadas de negócios, apresentações culturais, espaços gastronômicos e exposições de artesanato, além de debates sobre inovação, sustentabilidade, conectividade aérea, turismo de base comunitária e estratégias para o setor.
A edição também marcou o fortalecimento das políticas de incentivo ao turismo interno e da integração entre poder público, iniciativa privada e comunidades locais, reforçando o papel do turismo como motor de desenvolvimento econômico, geração de emprego e valorização da diversidade brasileira.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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