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Uboi, da JBS, transporta mais de 5 milhões de cabeças de gado no Brasil com segurança e eficiência logística

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A plataforma Uboi, desenvolvida pela TRS, transportadora da JBS, atingiu a marca de mais de 5 milhões de cabeças de gado transportadas em cinco anos, em cerca de 94 mil viagens. O serviço conecta pecuaristas de todos os perfis — desde pequenos confinadores até produtores de ciclo completo — garantindo bem-estar animal, eficiência logística e segurança no transporte de bovinos de fazendas aos frigoríficos.

Lançado com investimento inicial de R$ 1 milhão, o Uboi foi projetado para reduzir custos logísticos, aumentar a previsibilidade e priorizar a sustentabilidade, utilizando frota própria de mais de 800 caminhões e 30 filiais distribuídas estrategicamente pelo país.

“O Uboi vai além de um serviço; é uma solução que profissionaliza o transporte bovino, reduz ineficiências e garante bem-estar animal. Atendemos pecuaristas de todos os portes, independentemente do volume de rebanho”, afirma Márcio Salaber, diretor da TRS.

Frota e tecnologias focadas no bem-estar animal

A plataforma utiliza carretas de dois andares, desenvolvidas para aumentar a capacidade de transporte de 18 para até 54 animais por veículo, sempre priorizando a segurança e o conforto dos bovinos. Sistemas de elevação eliminam escadas, reduzindo estresse e contusões, enquanto telemetria e inteligência artificial monitoram o comportamento dos motoristas, garantindo rastreabilidade completa do rebanho.

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Para viagens longas, o Uboi oferece boitéis, locais de descanso, alimentação e hidratação dos animais, além de pausas para repouso dos motoristas, localizados próximos às rodovias de transporte de gado.

Logística inteligente e cobertura nacional

A plataforma planeja rotas regionais e de longa distância, com trajetos de até 4.500 km, como do Acre à Bahia. O sistema aproveita deslocamentos próximos para atender demandas locais ou inter-regionais, reduzindo viagens ociosas e aumentando a eficiência operacional.

O serviço é multicanal, permitindo contratação via aplicativo, WhatsApp, telefone e site, facilitando o acesso mesmo a produtores com menor familiaridade tecnológica. Pesquisa da ABMRA divulgada em setembro de 2025 revelou que 98% dos produtores rurais têm acesso a smartphones e utilizam o WhatsApp, reforçando a eficácia dessa estratégia.

Além disso, o sistema permite avaliar motoristas, promovendo melhorias contínuas no atendimento e aumentando a transparência do transporte.

Expansão e consolidação do Uboi

O sucesso do Uboi abre caminho para a expansão do transporte para suínos, aves e outros segmentos. Atualmente, o transporte de bovinos pela TRS representa cerca de 40% do negócio de transporte de gado da empresa, consolidando o Uboi como referência em profissionalização e inovação logística no setor agropecuário.

“O Uboi se consolidou como uma solução completa para o transporte seguro e eficiente de gado, e o futuro aponta para expansão e integração de outros segmentos da pecuária”, acrescenta Salaber.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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