MATO GROSSO
Período de inscrições de vídeos do programa Estudante – Cidadão do Futuro termina nesta sexta-feira (14)
MATO GROSSO
A Controladoria Geral do Estado de Mato Grosso (CGE-MT) informa que termina nesta sexta-feira (14.11) o prazo para inscrições dos vídeos produzidos pelos estudantes participantes do programa Estudante – Cidadão do Futuro, desenvolvidos com foco em Cidadania e Ética Digital. As equipes têm até o fim do dia para enviar seus materiais por meio do formulário disponibilizado aos professores orientadores.
A secretária adjunta de Ouvidoria-geral e Transparência da CGE-MT, Aline Landini, explica como será a próxima fase e reforça a importância do engajamento estudantil: “a partir de 19 de novembro, os vídeos serão disponibilizados nos perfis @cgemtoficial e @seduc.mt para votação popular. Essa fase amplia o envolvimento da comunidade escolar e incentiva os estudantes a refletirem sobre ética digital, participação social e transparência, temas fundamentais para formar cidadãos preparados para os desafios da era digital”, afirma.
Os vídeos inscritos passarão por curadoria técnica e serão avaliados em duas etapas: votação popular e avaliação técnica, ambas com peso de 50%. A pontuação final será definida pela média entre o engajamento obtido nas redes sociais (curtidas) e a nota atribuída pelos avaliadores.
Diante disso, a CGE-MT e a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) convidam estudantes, professores, familiares e toda a comunidade escolar a acompanhar, curtir e apoiar as produções durante o período de votação, contribuindo para a escolha dos destaques desta edição.
Os autores dos três melhores vídeos serão premiados em cerimônia oficial, com entrega de certificados, fones de ouvido bluetooth e valores destinados aos grêmios estudantis das escolas vencedoras: R$ 3 mil para o primeiro colocado, R$ 2 mil para o segundo e R$ 1 mil para o terceiro.
Estudante – Cidadão do Futuro
O projeto Estudante – Cidadão do Futuro é uma iniciativa da CGE-MT e da Seduc-MT, com apoio da Secretaria de Estado de Comunicação (Secom-MT), Secretaria de Fazenda (Sefaz-MT), Receita Federal e Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT).
Nesta edição, participam dez escolas públicas estaduais, cada uma representada por 15 estudantes e um professor orientador. As atividades desenvolvidas ao longo do programa incluem apresentações teatrais, visitas guiadas ao Centro Político Administrativo, à CGE e ao TRE-MT, além de palestras sobre cidadania digital e fiscal e oficinas de produção audiovisual.
Mais informações: estudantecidadaodofuturo.mt.gov.br
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
Benefícios ambientais e econômicos
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Fonte: Governo MT – MT
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