MATO GROSSO
CNJ realiza Jornada da Leitura no Cárcere entre 17 e 19 de novembro
MATO GROSSO
Entre os dias 17 e 19 de novembro acontece a 6ª Jornada da Leitura no Cárcere, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (GMF/TJMT) participa do evento.
A Jornada será online, gratuita e acontecerá no horário das 13h30 às 16h30, pelo canal do CNJ no YouTube.
O evento tem o objetivo de ampliar o acesso à leitura dentro das prisões, estimular práticas educativas e culturais e apoiar o processo de reintegração social das pessoas privadas de liberdade.
Leitura para transformação social
A iniciativa integra o Plano Pena Justa, que reúne ações voltadas ao enfrentamento das violações estruturais do sistema prisional brasileiro. A proposta é promover o debate sobre o papel da leitura no desenvolvimento humano e garantir que a educação chegue a todas as pessoas encarceradas.
O evento é voltado a magistrados, servidores, profissionais da educação, gestores do sistema penal e, principalmente a pessoas privadas de liberdade.
União de esforços
A Jornada da Leitura no Cárcere é construída em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Observatório do Livro e da Leitura, a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e do Ministério da Cultura (MinC)
A programação inclui debates, oficinas e painéis que discutem boas práticas e políticas públicas. Um dos destaques será o debate do dia 19 de novembro sobre a Resolução CNJ nº 391/2021, que trata da remição de pena pela participação em atividades educativas e sociais, incluindo a leitura.
Autor: Vitória Maria Sena
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
MATO GROSSO
Após feminicídio, secretária reforça importância de vítimas de violência manterem medidas protetivas
A chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, Mariell Antonini, reforçou a importância das vítimas de violência doméstica confiarem na rede de proteção e manterem as medidas protetivas.
O alerta foi feito após uma mulher, identificada como Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, ser assassinada a tiros, nesta terça-feira (23.6), em Guarantã do Norte. O principal suspeito é o companheiro dela, de 33 anos. O crime está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio consumado.
Ele já possuía um longo histórico de violência doméstica contra a vítima. Em novembro de 2025, após um pedido feito pela própria vítima, a medida protetiva que existia contra o investigado foi revogada e ele voltou a responder ao processo em liberdade.
“É importante que toda mulher compreenda que o rompimento do ciclo da violência nem sempre é um processo simples. Muitas vezes, existem obstáculos relacionados à dependência afetiva, dependência econômica, medo, preconceito e outros fatores que dificultam a tomada de decisão. Por isso, é fundamental buscar apoio, acreditar na rede de proteção e no sistema de Justiça”, destacou.
Segundo Mariell Antonini, a violência doméstica costuma seguir um ciclo que tende a se agravar ao longo do tempo.
“A violência é cíclica e, muitas vezes, começa com sinais que podem parecer menos graves, mas pode evoluir para situações cada vez mais letais, culminando na morte da vítima. Ameaças e agressões precisam ser compreendidas como sinais de alerta, e a busca por ajuda deve acontecer o quanto antes”, afirmou.
As primeiras denúncias contra o suspeito foram registradas em 2023, quando Gleici procurou as autoridades para relatar episódios de violência doméstica. Em 2024, novas intervenções policiais ocorreram por crimes como lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo, todos envolvendo o mesmo casal.
Já em julho de 2025, o suspeito foi preso em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica, após a vítima acionar as forças de segurança. Na ocasião, foram concedidas medidas protetivas de urgência em favor de Gleici. Meses depois, entretanto, a vítima solicitou a revogação da medida, o que resultou na liberdade do suspeito.
Fonte: Governo MT – MT


