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Circuito Nelore de Qualidade avalia mais de mil machos em etapa de Imperatriz (MA)

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A cidade de Imperatriz (MA) recebeu, nos dias 6 e 7 de novembro, a 29ª etapa nacional do Circuito Nelore de Qualidade 2025, reunindo 1.108 machos inscritos por 11 pecuaristas. A avaliação foi realizada no frigorífico Fribal, em parceria com a Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), a Associação dos Criadores de Nelore do Norte do Brasil (ACNNB), a Matsuda Sementes e Nutrição Animal e o próprio frigorífico.

Qualidade do rebanho maranhense se destaca

Entre os animais avaliados, 78% tinham até quatro dentes incisivos permanentes (menos de três anos de idade), demonstrando boa precocidade. Além disso, 59% apresentaram cobertura de gordura mediana ou uniforme, com peso médio de 23 arrobas.

O gerente executivo da ACNB, André Locateli, ressaltou o alto nível da etapa.

“Imperatriz marcou positivamente mais uma etapa de qualidade para o Circuito. Foram 308 machos terminados em pastagens e 800 em confinamento, comprovando a excelência dos pecuaristas locais com a raça Nelore”, afirmou.

Premiação: melhores lotes de machos terminados em confinamento

Na categoria de melhor lote de carcaças de machos terminados em confinamento, o primeiro lugar foi conquistado pela CFSO Agropecuária, da Fazenda São João, em Campestre do Maranhão (MA), que recebeu a medalha de ouro.

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O segundo lugar ficou com João Batista Mariano Carneiro Filho, da Fazenda Altamira, em Açailândia (MA), premiado com a medalha de prata.

Fechando o pódio, Almir Simões Vieira Filho, da Fazenda Dona Célia, em Senador La Rocque (MA), recebeu a medalha de bronze.

Premiação: melhores lotes de machos terminados em pastagens

Na categoria de machos terminados em pastagens, o destaque foi para Otilio Sirqueira Lima, da Fazenda Novo Horizonte, em Açailândia (MA), que garantiu a medalha de ouro.

O produtor celebrou o reconhecimento e destacou o impacto do evento na evolução da propriedade:

“Participamos desde a primeira etapa do Circuito em Imperatriz. Essa trajetória nos fez aprimorar o sistema de produção e o prêmio representa o resultado de um trabalho contínuo de ciclo completo”, afirmou Lima.

O segundo lugar ficou com Roque Jeremias Bercht, da Fazenda Salmourão, em Ribamar Fiquene (MA), enquanto Evandro Ribeiro Cerqueira Júnior, da Fazenda Pontal, em Cidelândia (MA), levou a medalha de bronze.

Circuito Nelore de Qualidade: referência na avaliação de carcaças bovinas

Realizado pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), o Circuito Nelore de Qualidade tem como objetivo fortalecer e promover a genética da raça Nelore, avaliando os resultados obtidos por produtores em diferentes sistemas de produção.

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Criado em 1999, o projeto é o maior campeonato de avaliação de carcaças bovinas do mundo e conta com o apoio de Friboi, Frisa, Cooperfrigu, Fribal, Masterboi e Matsuda Sementes e Nutrição Animal.

A iniciativa também ultrapassa fronteiras: na Bolívia, conta com apoio do frigorífico Fridosa e parceria com a Asocebu; e no Paraguai, é organizada pela Associação Paraguaia dos Criadores de Nelore, com apoio da Minerva Foods.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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