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Cyan Analytics capta R$ 2 milhões e avança em soluções de inteligência climática para o agronegócio
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A Cyan Analytics, empresa especializada em inteligência climática aplicada ao agronegócio, infraestrutura, crédito e seguros, anunciou a captação de R$ 2 milhões em rodada estruturada pela Arara Seed, primeira plataforma brasileira voltada exclusivamente para agro, food e climate techs.
O investimento, realizado em setembro, foi liderado pela Córdoba Industrial, empresa nacional reconhecida globalmente por suas soluções em tecnologia de filtragem para o setor bioenergético, com presença em 27 países que utilizam cana-de-açúcar como principal matéria-prima.
O aporte poderá chegar a R$ 4 milhões, marcando uma nova fase de crescimento e inovação da Cyan Analytics e reforçando o avanço da sustentabilidade e da tecnologia de impacto no campo brasileiro.
Parceria amplia previsibilidade e eficiência na produção de cana-de-açúcar
A parceria com a Córdoba Industrial prevê o desenvolvimento de soluções climáticas voltadas à previsão de chuvas em áreas de cana-de-açúcar, um dos grandes desafios operacionais do setor.
“Caminhar ao lado de uma empresa que se preocupa com eficiência e previsibilidade dos processos nos permite ir além do fornecimento de equipamentos, agregando valor à gestão climática e produtiva”, destacou Pedro Córdoba, CEO da Córdoba Industrial.
Arara Seed conecta inovação e investimento no agro
Segundo Henrique Galvani, CEO da Arara Seed, a operação representa um marco para o ecossistema de inovação agrícola. Ele ressalta que o impacto das mudanças climáticas sobre produtividade, crédito e seguros rurais exige soluções baseadas em dados e inteligência artificial.
“Nosso papel é aproximar startups com alto potencial de impacto de investidores estratégicos, destravando capital para tecnologias que fortalecem a resiliência climática e a sustentabilidade do agro”, afirmou Galvani.
A Arara Seed tem se destacado por estruturar operações que geram impacto direto na cadeia produtiva, facilitando o acesso de agtechs a novos modelos de investimento e expansão.
Cyan Analytics projeta faturamento acima de R$ 10 milhões em 2025
A Cyan Analytics vive um momento de forte expansão. A empresa dobrou seu faturamento entre 2023 e 2024 e projeta superar R$ 10 milhões em receita até 2025.
De acordo com o CEO Igor Amarolli, a nova captação será estratégica para acelerar o lançamento de produtos já validados e com alta demanda no mercado.
“Sempre crescemos com recursos próprios e clientes fiéis. Agora, queremos escalar com mais velocidade e alcance”, explicou Amarolli.
Novas tecnologias e produtos para o campo
Entre os novos projetos da empresa estão tecnologias de predição de produtividade e um modelo proprietário de estimativa de ATR (Açúcar Total Recuperável) para cana-de-açúcar. A empresa também aposta em soluções acessíveis para médios produtores, incluindo monitoramento de incêndios com câmeras e integração da plataforma Cyan com sistemas operacionais de clientes.
Essa integração permite o cruzamento dinâmico de dados climáticos e operacionais, gerando orientações precisas, otimização de recursos e prevenção de perdas.
Atualmente, a Cyan Analytics atende mais de 80 corporações e é considerada uma das principais referências nacionais em gestão de risco climático e análise de dados aplicados ao agronegócio.
Fusão com AgroNational fortalece estratégia de mercado
A Cyan Analytics também fortaleceu sua posição no setor com a fusão com a AgroNational, empresa com quase duas décadas de experiência em seguros agrícolas.
A união criou uma sinergia estratégica entre a base tecnológica da Cyan e o know-how da AgroNational, ampliando a capacidade de analisar riscos para crédito e seguro agrícola com base na combinação de dados operacionais e indicadores climáticos.
“Essa integração nos permite oferecer uma visão completa do risco climático e operacional, garantindo mais segurança para produtores e instituições financeiras”, concluiu Igor Amarolli, CEO da Cyan Analytics.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Preço do milho segue estável no Brasil à espera da safrinha; exportações avançam mais de 70%
O mercado brasileiro de milho registrou pouca movimentação ao longo da semana, refletindo a postura cautelosa de compradores e vendedores diante da proximidade da entrada mais intensa da segunda safra no país. A expectativa de aumento da oferta mantém o ritmo de negociações lento, enquanto produtores buscam sustentar os preços em meio ao avanço da colheita.
Segundo análise da Safras & Mercado, o cenário continua marcado por baixa liquidez e poucas alterações nas cotações, tanto no mercado físico quanto nas negociações futuras.
Compradores aguardam maior oferta da safrinha
Os consumidores seguem atuando de forma pontual, adquirindo apenas volumes necessários para reposição imediata. O comportamento demonstra conforto nos estoques e expectativa de que a colheita da segunda safra amplie a disponibilidade do cereal nas próximas semanas.
Do lado da oferta, os produtores avançam na comercialização da produção, mas mantêm resistência em aceitar preços considerados baixos. Em diversas regiões, as pedidas continuam acima dos valores ofertados pelos compradores, limitando o fechamento de novos negócios.
A expectativa do mercado é que o avanço da colheita da safrinha aumente a pressão sobre os preços, principalmente nas regiões de maior produção.
Clima segue no radar dos agentes do mercado
As condições climáticas continuam sendo acompanhadas de perto pelos participantes do setor.
O mercado monitora a possibilidade de novas chuvas na Região Sul, em São Paulo, no sul de Minas Gerais e em áreas produtoras de Goiás. Apesar das especulações sobre eventuais impactos na produtividade, ainda não há confirmação de perdas relevantes.
Outro fator observado é o risco de geadas. No entanto, as previsões meteorológicas atuais não indicam ocorrência de frio intenso capaz de provocar danos significativos às lavouras.
Relatório do USDA influencia expectativas globais
No cenário internacional, as atenções estiveram voltadas para a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
O documento trouxe atualizações importantes para o mercado global de grãos e reforçou a percepção de ampla disponibilidade de milho, fator que continua pressionando os preços na Bolsa de Chicago.
A queda das cotações internacionais tem reduzido a competitividade do milho brasileiro nos portos, mesmo com a valorização do dólar frente ao real.
Exportações avançam em volume, mas preços médios recuam
Apesar dos desafios relacionados à paridade de exportação, os embarques brasileiros de milho apresentaram crescimento expressivo no início de junho.
De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 126,061 mil toneladas de milho nos quatro primeiros dias úteis do mês, com média diária de 31,515 mil toneladas.
A receita acumulada alcançou US$ 29,451 milhões, com média diária de US$ 7,362 milhões.
Na comparação com junho de 2025, os resultados mostram:
- Alta de 57,9% na receita média diária;
- Crescimento de 70,6% no volume médio diário exportado;
- Queda de 7,4% no preço médio por tonelada.
O valor médio da tonelada exportada ficou em US$ 233,60.
Cotações do milho permanecem estáveis nas principais regiões produtoras
O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado em R$ 61,12 no dia 11 de junho, praticamente estável em relação aos R$ 61,14 registrados na semana anterior.
Nas principais praças acompanhadas pelo mercado, os preços apresentaram poucas variações:
- Cascavel (PR): R$ 60,00 por saca;
- Campinas (SP/CIF): R$ 65,00 por saca;
- Mogiana Paulista (SP): R$ 60,00 por saca;
- Rondonópolis (MT): R$ 51,00 por saca;
- Erechim (RS): R$ 69,00 por saca;
- Uberlândia (MG): R$ 60,00 por saca;
- Rio Verde (GO): R$ 58,00 por saca.
A estabilidade observada reforça o momento de transição vivido pelo mercado, que aguarda uma definição mais clara sobre o tamanho da safra e o ritmo efetivo da colheita.
Safrinha deve definir tendência dos preços nos próximos meses
O comportamento do mercado de milho nas próximas semanas dependerá diretamente do avanço da colheita da segunda safra, considerada a principal do país.
Caso a produtividade se confirme dentro das expectativas atuais, a entrada de grandes volumes no mercado poderá ampliar a oferta disponível e exercer pressão adicional sobre as cotações.
Por outro lado, eventuais problemas climáticos ou atrasos na colheita podem limitar esse movimento e sustentar os preços por mais tempo.
Enquanto esse cenário não se define, compradores seguem cautelosos e produtores mantêm postura firme nas negociações, resultando em um mercado de baixa liquidez e pouca variação nos preços.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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