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Casa da Ciência reúne especialistas para discutir políticas climáticas baseadas em evidências

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A tarde de terça-feira (18) foi movimentada na Casa da Ciência — espaço do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) instalado no Museu Paraense Emílio Goeldi durante a COP30 — com o debate sobre como aproximar produção científica e formulação de políticas públicas. A mesa O Papel da Ciência para as Políticas de Mudanças Climáticas reuniu especialistas de diferentes áreas para discutir caminhos que permitam levar evidências para o centro das decisões. 

Moderado pelo diretor do Departamento de Clima e Sustentabilidade do MCTI, Osvaldo Moraes, o encontro teve a participação de representantes do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Aloisio Lopes de Melo; do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Virginia de Ângelis; do Ministério das Relações Exteriores, Pedro Ivo; e da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, Christian Miziara de Andrade. Os convidados apresentaram perspectivas sobre planejamento governamental, cooperação internacional, infraestrutura de dados e gestão ambiental — contribuições que revelam a complexidade de integrar pesquisa, políticas e ação institucional em um mesmo processo. 

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Segundo Moraes, compreender essa ponte é indispensável para que pesquisas saiam do papel e encontrem espaço nas decisões diárias da administração pública. “O diálogo entre quem produz conhecimento e quem toma decisões não é simples, mas é indispensável para que a ciência se torne ferramenta real de gestão. Em um cenário marcado pelo negacionismo e por desafios culturais, persistir nesse encontro é parte essencial da resposta que a sociedade espera”, explicou. 

Ao longo da discussão, o público acompanhou reflexões sobre gestão de risco, vulnerabilidades sociais e culturais, além das dificuldades práticas vividas por governos diante de múltiplas demandas. O debate destacou que a compreensão do risco climático exige olhar tanto para fenômenos naturais quanto para fatores humanos e que a negação da ciência também compõe esse conjunto de ameaças. 

Casa da Ciência   

A Casa da Ciência do MCTI, no Museu Paraense Emílio Goeldi, é um espaço de divulgação científica, com foco em soluções climáticas e sustentabilidade, além de ser um ponto de encontro de pesquisadores, gestores públicos, estudantes e sociedade. Até o dia 21, ela será a sede simbólica do ministério na COP30 e terá exposições, rodas de conversa, oficinas, lançamentos e atividades interativas voltadas ao público geral. Veja a programação completa. 

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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MCTI defende fortalecimento da ciência e da soberania em política de minerais críticos

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Os minerais críticos vêm ganhando centralidade no cenário global. Os ingredientes invisíveis, ou terras raras, são a base material de tecnologias essenciais e viabilizam sistemas impulsionados pela transição energética e pela expansão de tecnologias digitais — de celulares a carros elétricos. O assunto está no debate central na agenda de ciência, tecnologia e, principalmente, inovação, além de ser estratégico para o desenvolvimento econômico e a soberania tecnológica do País. No Brasil, o tema avança no Congresso Nacional, com a proposta de criação de uma política nacional para o setor, citada no Projeto de Lei 2.780/2024.

A matéria em discussão estrutura uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). A proposta busca fomentar a pesquisa, a indústria, a distribuição, o comércio e o consumo dos produtos gerados. Além disso, ela cria um Comitê de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE) — que ficaria vinculado ao Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) e destinado à formulação de diretrizes com vistas ao desenvolvimento do setor mineral brasileiro.

Para o MCTI, o projeto de lei é um primeiro passo. “O projeto cria um arcabouço mínimo, mas não aprofunda essa questão”, avalia o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luiz Rodrigues. De acordo com o ministério, a inclusão de recursos para ciência e tecnologia é um dos pontos positivos do texto, como a previsão de investimento mínimo de 0,4% da receita bruta das empresas em pesquisa e inovação. “O projeto avança ao destinar recursos para ciência, tecnologia e inovação. Não é o valor que desejávamos, mas foi o possível dentro do consenso político”, afirmou.

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O MCTI entende que o desenvolvimento pleno da cadeia produtiva exigirá medidas adicionais. “Se o projeto for entendido como suficiente, a gente continua na situação atual”, alertou Rodrigues, ao destacar que o Brasil ainda enfrenta limitações estruturais para avançar nas etapas de maior valor agregado.

A avaliação da pasta é que o projeto em tramitação deve ser visto como ponto de partida para uma agenda mais ampla. “Ele não é o fim da discussão. É o início”, disse.

Para o ministério, a futura política nacional de minerais críticos deve incorporar de forma central a dimensão científica e tecnológica, com metas claras e integração com outras estratégias de desenvolvimento. A expectativa é que, a partir da aprovação do projeto, o debate avance para novas iniciativas capazes de consolidar uma cadeia produtiva mais robusta e menos dependente de tecnologias externas.

Minerais críticos

“Os minerais críticos são fundamentais na economia digital e na transição energética, com aplicações que vão de comunicação crítica a materiais de alto valor tecnológico”, explica Luiz Rodrigues.

Além do potencial geológico, o cenário internacional reforça a importância do tema. Atualmente, a cadeia global de minerais críticos — especialmente no caso das terras raras — é concentrada. “Esse mercado hoje é fortemente concentrado, especialmente na China, o que abre uma oportunidade para o Brasil se posicionar e avançar na cadeia produtiva”, disse.

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Apesar das oportunidades, o avanço do País no setor depende de superar gargalos tecnológicos. Segundo Rodrigues, o domínio das etapas mais sofisticadas de processamento ainda é restrito a poucos países, o que limita a capacidade de agregação de valor. Segundo a Agência Internacional de Energia (International Energy Agency, IEA), a China responde por cerca de 91% do refino global de terras raras e cerca de 94% da produção de ímãs permanentes, etapa final de alto valor. “Não é só uma questão de investimento. É preciso investir em ciência, tecnologia e inovação e construir arranjos que deem capacidade ao País de avançar no processamento”, destacou.

Entre os desafios apontados estão a necessidade de ampliar investimentos em pesquisa, fortalecer a articulação com a política industrial e desenvolver modelos institucionais capazes de viabilizar o processamento no País. “Sem ampliar o investimento em ciência, tecnologia e inovação e estruturar arranjos produtivos, não será possível avançar no processamento no Brasil”, afirmou.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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